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A Bahia escreve mais um capítulo em sua história de conexões com o mundo. Nesta quarta-feira (5), o governador Jerônimo Rodrigues, a ministra da Cultura Margareth Menezes e o presidente da França, Emmanuel Macron, participaram, em Salvador, da abertura oficial do Festival Nosso Futuro Brasil–França: Diálogos com a África. O evento, que integra a Temporada França–Brasil 2025, celebra o diálogo cultural entre os participantes que compartilham raízes, histórias e sonhos de futuro.
Realizado no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), o painel de abertura do festival teve como tema “A cidade inclusiva, diversidade, acessibilidade e antirracismo”, iniciado com apresentações artísticas no pátio do museu e a visita das autoridades à exposição O Avesso do Tempo — recriação de obras clássicas em lençóis, inserindo rosto nas figuras, destacando experiências africanas ocultas pela história —, do artista franco-beninense Roméo Mivekannin.
“A vinda do presidente Macron à Bahia e a escolha do estado para a realização de um festival grandioso como este, reforça o papel da nossa terra como ponte viva entre a África, o Brasil e a Europa. Cenário ideal para essa que é, uma celebração da juventude, da cultura e da vocação baiana para o diálogo entre povos e identidades”, destacou o governador Jerônimo Rodrigues.
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados realizou, nesta quarta-feira (27) uma audiência pública para discutir a criação de duas datas emblemáticas para a música brasileira: o Dia Nacional do Axé Music e o Dia da Compositora e do Compositor Brasileiro. O debate reuniu parlamentares, artistas, representantes da cultura baiana e especialistas, reafirmando o papel da música como expressão essencial da diversidade cultural do Brasil. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, abriu a audiência destacando a relevância do reconhecimento do Axé Music no cenário nacional. "É tão importante para nós que vivemos de arte e cultura criar marcos de reconhecimento pelo trabalho e dedicação de vidas inteiras. O Axé Music reflete a história do nosso povo negro, nossa origem e referências que precisam ser respeitadas. Nossa música fala sobre resistência, história e futuro. Celebrar os 40 anos desse movimento é celebrar nossa identidade e nossa alegria, que chamamos de Bahia”, afirmou. A deputada Lídice da Mata (PSB-BA), proponente do requerimento, reforçou a importância de homenagear o gênero musical nascido na Bahia. "O Axé é um gênero que reúne tantos outros, inspirado na música afro, no reggae, no samba-reggae e nos blocos afros baianos. Ele mudou o formato do carnaval brasileiro e projetou grandes nomes, como nossa ministra Margareth Menezes e a rainha Daniela Mercury. Precisamos reconhecer nacionalmente essa riqueza cultural”, destacou.
A cultura recebeu do governo federal o maior investimento de sua história. A afirmação da ministra da Cultura, Margareth Menezes (foto), teve como mote a data de hoje: 5 de novembro, Dia Nacional da Cultura. Segundo ela, o setor tem reservados - apenas por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Incentivo à Cultura - investimento “direto e contínuo” de R$ 15 bilhões até 2027 para estados e municípios. Em pronunciamento oficial em rede nacional, ela disse, nessa segunda-feira (4) que, entre as prioridades da pasta, está o fortalecimento da diversidade cultural e o apoio aos profissionais da área. Para a ministra, a Lei Paulo Gustavo resultou em repasses de R$ 3,8 bilhões “para todos os estados e 98% dos municípios”. Essa lei tem como meta ajudar trabalhadores do setor que tenham sido afetados pela pandemia da covid-19. Margareth Menezes citou também a criação de linhas especiais de patrocínio nas periferias, na região Norte e nos territórios criativos. O ministério informou que tem priorizado “políticas públicas culturais que garantam que a cultura alcance cada canto do Brasil, por meio de programas, lançamentos, retomadas, editais e outras ações”.
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados realizou sua primeira reunião, que acabou gerando polêmica após a deputada baiana Lídice da Mata (PSB-BA) ter que defender a ministra da Cultura, Margareth Menezes, de uma debochada do deputado Marco Feliciano (PL-SP). A ministra, que foi indicada pelo governo petista, é uma das principais cantoras do Brasil e uma referência na música popular brasileira. Após a votação para definir o presidente da comissão, Feliciano, que não é membro da Comissão de Cultura, debochou do gênero da ministra, dizendo que não sabia se ela poderia ser chamada de mulher ou não. Ele também afirmou que não conhecia Margareth Menezes e perguntou como ela se identifica. As declarações foram consideradas ofensivas e geraram um bate-boca na comissão. Lídice da Mata foi a primeira a reagir, dizendo que a ministra tem nome e que estava ali para defendê-la. Ela pediu que Feliciano garantisse respeito à Margareth Menezes. O presidente eleito da comissão, Marcelo Queiroz (PP-RJ), riu da provocação e pediu moderação. Feliciano, por sua vez, afirmou que não sabia que a ministra era uma cantora tão importante e que estava perguntando sobre seu gênero por respeito.
Após um encontro com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta terça-feira (13), a cantora Margareth Menezes confirmou que aceitou o convite para ser a ministra da Cultura, pasta que será recriada em 2023. O anúncio foi feito a jornalistas no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde está concentrada a equipe de transição do novo governo.“Foi uma conversa muito animadora para a gente que é da cultura. Nós conversamos e eu aceitei a missão. Recebo isso como uma missão, até porque foi uma surpresa para mim também”, disse a cantora. A baiana é a primeira mulher a ser anunciada como parte da equipe ministerial de Lula. "O presidente disse que para ele é de uma importância muito grande, e que ele está querendo fazer um Ministério da Cultura forte para atender aos anseios do povo da cultura e do Brasil pelo potencial da nossa cultura", acrescentou. Durante a campanha, Lula prometeu a criação de comitês regionais de cultura para promover artistas e iniciativas locais, que "fujam do eixo Rio-São Paulo". Aos jornalistas, a futura ministra disse ainda que será preciso, primeiro, "levantar" o ministério e estudar áreas setoriais para "fazer a cultura do Brasil reconhecida nacionalmente e internacionalmente".