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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou no sábado (7/6), a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma criação de aves domésticas de subsistência no município de Campinápolis, no estado de Mato Grosso. O Serviço Veterinário Oficial interditou a propriedade e coletou amostras para análise laboratorial, as quais resultaram positivas para gripe aviária. Esse é o quarto foco da doença em aves de subsistência detectado no Brasil. As medidas de erradicação e as ações de vigilância no raio de 10 quilômetros ao redor do foco foram iniciadas neste domingo (8/7). O Mapa esclarece que, no raio detectado, não há estabelecimentos avícolas comerciais.
A Bahia, que é o estado que mais produz e processa cacau no Brasil, registrou um crescimento expressivo tanto no valor quanto no volume exportado. Em 2024, a Bahia exportou 434 milhões de dólares em cacau, um aumento de 119% em relação aos 198 milhões de dólares exportados em 2023. O volume exportado também cresceu, passando de 45,4 mil toneladas em 2023 para 46 mil toneladas em 2024, um aumento de 1,3%, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O aumento no valor das exportações pode ser atribuído principalmente à alta na cotação do cacau no mercado internacional. Em 2024, o preço da amêndoa atingiu níveis recordes, com um aumento de até 150% em relação ao ano anterior. Esse salto foi impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo a alta demanda global e a redução na oferta devido a problemas climáticos e fitossanitários em importantes regiões produtoras, como na Costa do Marfim.
O agronegócio da Bahia registrou um desempenho significativo em 2024, com exportações que somaram quase US$ 6,1 bilhões, representando 52% do total exportado pelo estado. Esse resultado destaca a importância da agropecuária na pauta de exportações da Bahia, contribuindo para um saldo comercial positivo de quase US$ 5,5 bilhões, de acordo com a plataforma Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Em comparação com 2023, houve um aumento nas exportações do agronegócio, que no ano anterior totalizaram US$ 5,8 bilhões. Apesar dos desafios climáticos e econômicos enfrentados em 2024, o setor manteve sua posição de destaque na produção nacional de alimentos e energia. Os principais produtos exportados pela Bahia em 2024 foram o complexo soja (45,33%), produtos florestais (22,44%), fibras e produtos têxteis (13,81%), cacau e seus derivados (6,49%), café (4,10%) e frutas (3,39%). Os destinos principais dessas exportações incluem Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul, Argentina, Chile e Canadá. Novos mercados também foram alcançados, como China, Japão e Índia. O secretário da Agricultura da Bahia, Wallison Tum, comentou sobre a diversidade do agronegócio baiano e seu papel na economia do estado: "A diversidade do nosso agronegócio é um dos nossos maiores trunfos. Desde a soja até as frutas frescas, cada segmento contribui de maneira única para a economia baiana. Em 2024, enfrentamos desafios, mas também colhemos frutos de um trabalho árduo e dedicado, que nos permite olhar para o futuro com otimismo e confiança."
A Bahia se destaca como a grande potência do agronegócio no Nordeste, com nada menos que oito de seus municípios entre os 100 mais ricos do Brasil no setor. O feito foi revelado em um estudo recente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que analisou a produção agrícola de 5.563 cidades brasileiras. Dentre as 13 cidades nordestinas presentes no ranking, oito são baianas, demonstrando a força do estado na produção agrícola. São Desidério, no Oeste do estado, lidera a lista baiana e ocupa a segunda posição no ranking nacional, com uma produção avaliada em R$ 7,7 bilhões, focada no cultivo de grãos. Em seguida, aparecem Formosa do Rio Preto (7º lugar, R$ 5,7 bilhões), Barreiras (25º lugar, R$ 3,1 bilhões), Correntina (28º lugar, R$ 3 bilhões), Luís Eduardo Magalhães (32º lugar, R$ 2,7 bilhões), Riachão das Neves (48º lugar, R$ 2 bilhões), Jaborandi (62º lugar, R$ 1,6 bilhão) e Juazeiro (66º lugar, R$ 1,5 bilhão). As lavouras de grãos e frutas são as grandes responsáveis por esses números. A produção de soja, milho e algodão, além de culturas como manga, maracujá, banana e uva, tem sido fundamental para o sucesso do setor no estado. Para o secretário da agricultura da Bahia, Wallison Tum, a liderança da Bahia no agronegócio nordestino é “resultado de diversos fatores, como investimentos em tecnologia, infraestrutura, políticas públicas de incentivo e apoio aos produtores, e a adaptação das culturas às condições climáticas da região”.