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As Forças Estaduais e Federais da Segurança Pública da Bahia alcançaram, nas últimas 24 horas, a marca de 200 operações realizadas contra facções em 2026.
50 líderes de grupos criminosos foram localizados na Bahia, em outros estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, entre outros) e na Bolívia (cidade de Santa Cruz de La Sierra).
“Em aproximadamente quatro meses, as Polícias Militar, Civil e Federal, além das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO Bahia e Ilhéus) apreenderam pouco mais 2.200 armas de fogo, retiraram de circulação 9 toneladas de drogas e erradicaram 1,4 milhão de pés de maconha”, destacou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner.
Acrescentou ainda que o trabalho continuará intensificado em todo o território baiano. “Não daremos trégua àqueles que tentam violentar as nossas comunidades. Vamos atuar dia e noite, com a integração entre as instituições e norteados pela inteligência”, enfatizou Werner.
Operação integrada do Ministério Público da Bahia (MPBA), Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) e Polícias Civis baiana e carioca foi deflagrada nesta segunda-feira, dia 20, contra lideranças de organização criminosa do sul da Bahia, que estavam escondidas na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro.
Durante a ação, foi presa uma da principais operadoras financeiras da facção baiana Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada ao Comando Vermelho. Núbia Santos Oliveira é esposa da Wallas Souza Soares, conhecido como ‘Patola’, um dos líderes da facção junto com Ednaldo Pereira dos Santos, conhecido como ‘Dada’.
Ela é investigada por lavagem de dinheiro e possuía dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio. Também foi preso um homem em flagrante, armado com um fuzil, e apreendidas a arma e drogas.
A deflagração da operação é resultado de um trabalho contínuo e integrado de investigação e monitoramento do MPBA e as forças de segurança pública da Bahia e do Rio de Janeiro, cujo objetivo é a captura de 13 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024, e que se encontram desde então no Rio de Janeiro, sob a proteção do Comando Vermelho.
As investigações apontam que os alvos da operação, mesmo foragidos, continuam exercendo papel de liderança e comando à distância, articulando ações criminosas e mantendo vínculos com o tráfico de drogas e outros delitos. O monitoramento e as investigações continuarão de forma permanente até a captura de todos os fugitivos.