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A Diocese Senhora Santana de Caetité divulgou uma nota oficial de repúdio e esclarecimento à comunidade após publicações consideradas ofensivas e intolerantes direcionadas à Paróquia Santa Rita de Cássia, em Guanambi, e ao pároco Pe. Edson Rocha Passos. O documento foi assinado pelo bispo diocesano, Dom José Roberto Silva Carvalho, que manifestou solidariedade à comunidade paroquial diante das manifestações divulgadas em redes sociais durante o novenário em homenagem à padroeira.
Segundo a Diocese, as publicações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão ao utilizarem termos considerados ofensivos contra Santa Rita de Cássia, além de apresentarem acusações classificadas como graves e sem fundamento contra o sacerdote responsável pela paróquia. A instituição religiosa afirmou que os ataques atingem não apenas a honra dos envolvidos, mas também configuram intolerância religiosa ao ridicularizar símbolos e tradições da fé católica.
Na nota, a Diocese destacou que a Igreja permanece como espaço de acolhimento e diálogo, mas ressaltou que não aceitará ações que atentem contra a dignidade de seus membros e a paz social da comunidade religiosa. O texto também informa que providências jurídicas nas esferas cível e criminal já estão sendo adotadas para identificar e responsabilizar os autores das publicações.
A Diocese Senhora Santana de Caetité reafirmou ainda seu compromisso com a verdade e pediu aos fiéis serenidade, união e oração durante o período festivo da Paróquia Santa Rita de Cássia. A nota foi divulgada na Cúria Diocesana no último dia 16 de maio de 2026, durante a Sexta Semana da Páscoa.
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, recebeu nesta quarta-feira (12) a visita de uma delegação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para tratar da liberdade de expressão no Brasil. A delegação faz parte da Organização dos Estados Americanos (OEA) e está no país, a convite do governo brasileiro, para fazer um diagnóstico local da questão. Durante a audiência, Cármen Lúcia explicou ao relator especial para a Liberdade de Expressão da CIDH, Pedro Vaca Villareal, o funcionamento do sistema eletrônico de votação brasileiro e dos mecanismos de segurança da urna eletrônica, a atuação do TSE no combate à desinformação no processo eleitoral, além de ressaltar que o código-fonte da urna é disponibilizado para especialistas e partidos políticos um ano antes das eleições. Na segunda-feira (10), a delegação também esteve com o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos que tratam dos atos golpistas de 8 de janeiro e os que suspenderam as operações da rede social X no ano passado. A delegação da CDIH também vai se reunir com representantes do Executivo, Legislativo, Ministério Público, parlamentares de oposição, organizações que atuam com direitos humanos e as plataformas digitais para obter conclusões definitivas sobre a situação da liberdade de expressão no país. Após passar por Brasília, o grupo irá para São Paulo e Rio de Janeiro.