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Ministros do governo Lula e lideranças da Câmara dos Deputados acordaram, nesta quarta-feira (13), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 deve contar com descanso remunerado de dois dias por semana, por meio da escala 5x2, além de reduzir a jornada semanal das atuais 44 para 40 horas.
Ficou acordado também que, além da PEC, será aprovado o projeto de lei (PL) com urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dar celeridade à pauta.
No caso do PL, ficou definido que ele vai tratar de temas específicos de algumas categorias, além servir para ajustar a atual legislação à nova PEC.
“Estabelecemos que o encaminhamento da PEC será pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso, sem redução salarial. Nós queremos também fortalecer as convenções coletivas para que elas possam tratar das particularidades de cada setor”, informou o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).
Além de Motta, participaram da reunião o relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), junto com outros membros da Comissão Especial que debate o tema, além dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho, do Planejamento, Bruno Moretti, e das Relações Institucionais, José Guimarães.
A primeira parcela — ou o valor integral — do 13º salário será paga de forma antecipada neste ano, ficando disponível já na próxima sexta-feira (28). A mudança ocorre porque o prazo oficial, previsto em lei até o dia 30 de novembro, cairá em um domingo. Para garantir que todos os trabalhadores recebam dentro do período legal, empresas e órgãos públicos decidiram adiantar o depósito.
O 13º salário, considerado por muitos como um reforço essencial no orçamento de fim de ano, é obrigatório e costuma ser pago em duas etapas. A segunda parcela permanece marcada para até 20 de dezembro e, diferentemente da primeira, chega com os descontos previstos, como INSS e Imposto de Renda.
O valor recebido por cada trabalhador varia de acordo com o salário bruto e com o tempo de serviço prestado ao longo do ano. Quem entrou na empresa depois de janeiro, por exemplo, recebe proporcionalmente aos meses trabalhados. Por isso, especialistas orientam os trabalhadores a conferirem atentamente os cálculos e verificarem se o valor depositado está correto.