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Em julho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, a Bahia gerou 4.664 postos com carteira assinada (diferença entre 90.087 admissões e 85.423 desligamentos). Trata-se do sétimo mês seguido com saldo positivo. Os dados foram sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O saldo de julho se revelou inferior ao de junho (+9.306 postos) e também o menor do ano no estado até agora. No comparativo anual, o resultado também se mostrou menor do que o de julho do ano passado (+9.769 postos). A Bahia, assim, passou a contar com 2.198.951 vínculos celetistas ativos, uma variação positiva de 0,21% sobre o quantitativo do mês anterior.
Na Bahia, em julho, quatro das cinco grandes atividades registraram saldo positivo. O segmento de Serviços (+3.037 vagas) foi o que mais gerou postos. Em seguida vieram Indústria geral (+2.016 postos), Construção (+670 vínculos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+135 empregos). O setor de Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-1.193 postos) foi aquele com supressão líquida de postos.
No agregado do ano, de janeiro a julho, a Bahia preencheu 60.697 novas vagas – aumento de 2,84% em relação ao total de vínculos do começo do ano. De janeiro a julho, quatro dos grandes grupamentos registraram resultado positivo. O setor de Serviços (+36.698 vagas) foi o de maior saldo. Em seguida, Construção (+13.925 empregos), Indústria geral (+9.910 vínculos) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+2.825 empregos) também foram responsáveis pelo surgimento de vagas. No caso, apenas Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-2.659 vagas) registrou perda líquida de postos no ano.
A taxa de desemprego no trimestre terminado em julho ficou em 5,3%. O resultado representa o menor patamar para esse período de três meses de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
No trimestre anterior, terminado em abril, a taxa era de 5,8%. Já no mesmo período do ano passado, 5,6%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Pnad revelou que o número de pessoas ocupadas atingiu 103,3 milhões, recorde da série histórica. O número de empregados com carteira assinada (excluindo trabalhadores domésticos) foi 39,4 milhões, também o maior da série histórica.
Já a quantidade de trabalhadores sem carteira assinada era de 13,8 milhões, crescimento de 3,6% na comparação com o período até abril (mais 477 mil pessoas).
O contingente de desocupados ficou em 5,8 milhões, o que significa menos 503 mil pessoas (recuo de 8%) em relação ao trimestre de fevereiro a abril.
A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi 37,5%. Até abril estava em 37,2%.
O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.
Em julho de 2020, o volume de vendas do comércio varejista nacional cresceu 5,2% frente a junho, na série com ajuste sazonal. Este é o maior resultado para o mês de julho da série histórica, iniciada em 2000, e a terceira alta seguida no ano. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O gerente da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, Cristiano Santos, destacou a trajetória contínua do crescimento. “A pesquisa, na passagem de junho para julho de 2020, teve um aumento de 5,2%. Esse foi o terceiro mês consecutivo de aumento”, disse. “Esse aumento foi generalizado, foi em sete das oito atividades pesquisada e a única exceção foi o segmento de hiper e supermercados que teve estabilidade”, explicou. Em junho deste ano, a alta no volume de vendas do comércio varejista nacional foi de 8,5% e, em maio, de 13,3%. Com isso, a média móvel trimestral cresceu 8,7% no trimestre encerrado em julho. Já o acumulado nos últimos 12 meses foi 0,2%. No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, peças e de material de construção, o volume de vendas cresceu 7,2% em relação a junho. Em relação a julho de 2019, o varejo ampliado cresceu 1,6%, interrompendo a sequência de quatro meses em queda. O volume de vendas do comércio varejista ampliado, frente a julho de 2019, mostrou avanço de 1,6%, interrompendo sequência de quatro meses em queda. Em julho de 2020, apenas as atividades de hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo não registraram alta, ficando estável em relação a junho.
De acordo com dados apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento, as vendas no comércio varejista baiano cresceram em 3,5% em julho de 2019, na comparação com igual mês do ano anterior. Na análise sazonal, o comércio varejista no estado baiano registrou taxa positiva de 2,4%. Variação mais expressiva desde novembro/18 (11,4%). Segundo o secretario estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, mesmo num cenário nacional de crise na economia, a Bahia apresenta saldo positivo no comercio varejista. "Isto está diretamente relacionado à geração de emprego, com a criação de 28.086 novos postos de trabalho formal no ano e melhoria das condições de crédito que mantém a Bahia na liderança no nordeste neste ano de 2019”. Pinheiro relaciona ainda a recuperação do comércio varejista, em julho, à realização da 8ª edição do “Liquida Bahia” que contou com o apoio do Governo do Estado. Outros fatores influenciaram as vendas do varejo baiano: o efeito calendário, já que houve um dia útil a mais em julho de 2019 (23 dias) em relação ao mesmo mês de 2018 (22 dias) e a recuperação do Índice de Confiança do Comércio (ICOM) que de acordo a Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu 2,3 pontos em julho, ao passar de 93,2 para 95,5 pontos. Ressalta-se também o acréscimo de 0,8% da massa de rendimento e o aumento da ocupação em 2,2% no segundo trimestre em relação ao mesmo período anterior. Mais informações no site da SEI.