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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (foto) (Republicanos-PB), informou hoje (9), em Brasília, que encaminhou a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6x1 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caberá ao colegiado analisar a admissibilidade da matéria (PEC 8/25). Se for aprovada, segue para análise de uma comissão especial.
O texto - de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) - acaba com a escala 6x1, de seis dias de trabalho e um de descanso, e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais. Pela proposta, a nova jornada entra em vigor 360 dias após a data da sua publicação.
Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais.
A proposta da deputada também faculta a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Motta disse que apensou à PEC outra proposta de idêntico teor, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto também reduz a jornada de trabalho para 36h semanais, facultadas a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.
A matéria, entretanto, prevê que a nova jornada entre em vigor 10 anos após a data de sua publicação.
Após ganhar apoio nas redes sociais, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6x1 e a adoção de uma jornada semanal de quatro dias, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), conquistou o apoio mínimo necessário para tramitar no Congresso. Segundo a assessoria da parlamentar, o número de assinaturas passou de 71 para 194, superando o mínimo de 171 assinaturas exigidas para uma PEC. A proposta, protocolada em 1º de maio, Dia do Trabalhador, ganhou respaldo não apenas dos partidos de esquerda e centro-esquerda, como PSOL, PCdoB, PT e parte do PSB, mas também de setores mais conservadores. Fernando Rodolfo, do PL, partido de Jair Bolsonaro, assinou o texto, destacando uma ala do partido que defende pautas de interesse direto dos trabalhadores. O texto da PEC sugere uma redução na carga horária semanal de 44 para 36 horas, mantendo o limite de oito horas diárias e sem redução salarial, o que viabilizaria uma semana de trabalho de quatro dias. Atualmente, o artigo 7º da Constituição Federal estabelece a jornada máxima de 44 horas semanais. A proposta, portanto, visa adaptar a legislação trabalhista a um modelo mais moderno e flexível de trabalho, que vem ganhando força em outros países. A PEC agora seguirá para as comissões da Câmara dos Deputados, onde será discutida antes de ser levada ao plenário para votação. A possível mudança, se aprovada, pode representar um marco histórico na legislação trabalhista brasileira, aproximando o país de um movimento global que busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e promover maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
O fim da jornada de trabalho de 6 dias trabalhados por um dia de descanso ganhou destaque neste domingo (10) nas redes sociais. O debate sobre a proposta ficou em primeiro lugar nos assuntos mais discutidos pelos internautas na rede social X, antigo Twitter. A extinção da jornada 6x1 faz parte de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada pela deputada Érica Hilton (PSOL-SP) na Câmara dos Deputados. A parlamentar tem se engajado nas redes sociais para pressionar os deputados a assinarem o requerimento de apoio à PEC, que precisa de 171 assinaturas para ser apresentada oficialmente. Até o momento, Érica conseguiu metade dos apoiamentos necessários. Segundo a deputada, a escala 6x1 é desumana. "Isso tira do trabalhador o direito de passar tempo com sua família, de cuidar de si, de se divertir, de procurar outro emprego ou até mesmo se qualificar para um emprego melhor. A escala 6x1 é uma prisão, e é incompatível com a dignidade do trabalhador", disse a deputada nas redes sociais. A proposta do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), liderado pelo vereador eleito Rick Azevedo (PSOL-RJ), recebeu o apoio da deputada para pressionar os parlamentares. O movimento já conseguiu a adesão de 1,3 milhão de assinaturas da petição online em defesa da proposta. Pelo texto da Constituição e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a jornada de trabalho não pode ser superior a oito horas diárias e 44 horas semanais, sendo facultada a compensão de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.