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A servidora pública municipal Edna Barbosa da Silva, de 41 anos, foi encontrada morta no final da tarde de quarta-feira (19), três dias após desaparecer em Santa Maria da Vitória, no Oeste da Bahia. O corpo foi localizado em uma área de matagal na zona rural de Jaborandi, município situado nas proximidades.
De acordo com as informações da investigação, o corpo foi encontrado por volta das 17h30, enterrado em uma cova rasa. A localização ocorreu durante as diligências realizadas pelas forças de segurança para apurar o desaparecimento da mulher.
Em nota, a Polícia Civil informou que o corpo estava em avançado estado de decomposição e que a identificação oficial ainda seria realizada. Familiares, entretanto, reconheceram Edna, segundo informações divulgadas pela TV Bahia.
Edna havia desaparecido na manhã de segunda-feira (17), depois de deixar o filho adolescente na escola. Conforme informações repassadas à investigação, ela teria dito a familiares que iria até a residência do ex-companheiro para cobrar uma dívida relacionada ao uso de seu cartão. A mulher também pretendia buscar pertences que estavam no imóvel.
O ex-companheiro, de 43 anos, havia sido preso na terça-feira (18), em São Félix do Coribe, durante as investigações sobre o desaparecimento. Segundo a polícia, os dois mantiveram um relacionamento por aproximadamente sete meses, encerrado recentemente por Edna.
Durante as diligências, policiais apreenderam na residência do homem uma arma de fogo de fabricação artesanal, dois simulacros de pistola, um aparelho celular, um veículo e outros objetos considerados relevantes para o andamento da investigação.
Mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta sexta-feira, dia 25, contra um grupo miliciano armado que atua há mais de dez anos no oeste da Bahia, onde vivem dezenas de famílias de comunidades tradicionais. A "Operação Terra Justa" teve como alvos os integrantes da milícia envolvida em atos de intimidação e violência em conflitos fundiários na região. Ela foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), de forma integrada com a Polícia Civil e com apoio da Corregedoria Geral da Polícia Militar da Bahia e do Comando de Policiamento de Missões Especiais, por meio da Cipe Cerrado. A operação cumpriu dois mandados de prisão contra o grupo criminoso, que foi denunciado à Justiça pelo MPBA por crime de milícia privada. Também deu cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Correntina e Jaborandi. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, armas e munição. Os mandados foram deferidos pela Vara Criminal de Correntina, que acatou pedidos do MPBA baseados em investigações que identificaram a atuação do grupo em áreas rurais no município de Correntina. Conforme as apurações, o grupo agia por meio de empresa de fachada com registro de segurança privada – sem autorização legal da Polícia Federal – para prestar serviços a grandes fazendeiros da região, praticando ameaças, lesões corporais e grilagem de terras contra comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto, expulsando famílias posseiras e povos tradicionais de suas terras.
Um homem investigado por abusar de três crianças em Jaborandi teve o mandado de prisão temporária cumprido, na terça-feira (23), naquele município, por investigadores da Delegacia Territorial (DT) da cidade. Uma delas era vizinha do suspeito. As investigações apontaram que as vítimas, de cinco e sete anos, eram abusadas na casa do homem. “Quando elas iam pegar manga no quintal do autor ele aproveitava a oportunidade para oferecer dinheiro e doces às crianças e depois praticava os abusos”, explicou o titular da DT de Jaborandi, delegado Leyvison Rodrigues. Ainda de acordo com o delegado, a apuração teve início em dezembro de 2023, quando as professoras das crianças notaram mudanças no comportamento delas e denunciaram a suspeita. O investigado foi submetido ao exame de lesão corporal e permanece à disposição da Justiça.