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Apesar de o frio já ter chegado em uma parte do Brasil, o inverno começa no Hemisfério Sul oficialmente nesta quinta-feira (20), às 17h50, no horário de Brasília. A mudança do outono para a estação mais fria do ano é marcada por um fenômeno chamado de solstício, em que o planeta atinge o ponto mais distante em relação ao Sol. A própria palavra solstício retoma o significado da expressão Sol parado, em latim, exatamente pelo fato de que, ao ser observado a olho nu, o astro parece concluir sua trajetória quando atinge esse ponto. A mudança na posição a cada nascer ou pôr do Sol não é vista nesse dia. Segundo o astrônomo e diretor do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Thiago Gonçalves, o solstício ocorre duas vezes ao ano - uma em junho e outra em dezembro - e, por causa da inclinação do eixo da Terra, um hemisfério do globo fica mais exposto à luz solar quando começa o verão, enquanto o outro fica menos, onde passa a ser inverno. “Após seis meses, a gente pode imaginar que a Terra está do outro lado do Sol e, com essa inclinação, é o outro lado que estará virado para o Sol”, explica. Em junho, o Hemisfério Sul é quem recebe menos incidência solar e, por isso, neste dia ocorre a noite mais longa do ano.
Vitória da Conquista tem registrado temperaturas mínimas em torno de 10°C, com o vento e chuva, que tornam a sensação térmica ainda mais baixa do que o indicado pelos termômetros. Segundo informações do G1, na última terça-feira (04) foi registrado, pelo segundo dia consecutivo, temperatura com cerca de 10°C. Na terça, foram 10,7°C e na segunda-feira (3), 10,4°C. Essas foram as menores temperaturas do mês de agosto nos últimos dois anos. Em 2019, a menor temperatura registrada no mês de agosto foi 11.4°C. Em 2018, a menor temperatura registrada em agosto foi 11°C. Já em agosto de 2017, os termômetros registraram 8.2°C, em Vitória da Conquista. Foi a menor temperatura daquele ano inteiro. Nesta quarta-feira (5), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o município deve ter mínima de 11°C e máxima de 26°C.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno El Niño, que acompanhou o Brasil no verão e no outono, deverá continuar influenciando o tempo no inverno, que teve início às 12h54 desta sexta-feira (21). O instituto aponta que um aquecimento acima do normal na parte do Pacífico próxima ao Equador, dificulta a entrada do ar frio. Dados obtidos pelo G1, por meio do Inmet, indica a probabilidade da ação do El Ninõ passa de 50% – a consulta foi feita em centros internacionais de meteorologia. O Climatempo prevê que durante o inverno de 2019, "quase todas as ondas de frio serão desviadas para o oceano" e "deve terminar com temperaturas acima da média". No Nordeste, as chuvas podem ficar abaixo da média em algumas regiões, principalmente na costa leste. Na maior parte dos estados, a temperatura deve ficar dentro da média prevista. No interior, o calor deve ser um pouco acima do normal. Inicia-se o período de seca, com baixos índices de umidade. Eventos de chuva forte, no entanto, podem ocorrer em partes isoladas, principalmente no litoral.
Oficialmente, o inverno começa no dia 21 de junho em todo o Hemisfério Sul e com ele chegam as baixas temperaturas em todo o Brasil. E na Bahia, embora o clima seja mais quente, têm cidades do interior que os termômetros chegam a 13/14 graus celsius neste mês, como acontece em Piatã, Seabra, dentre outros. E com as baixas temperaturas, aumenta a incidência das doenças respiratórias como asma, bronquite, além das doenças alérgicas. Para a pneumologista Margarida Neves, quando se trata da saúde, alguns cuidados devem ser reforçados nesta época do ano, principalmente àquelas pessoas que viajam para as cidades do interior do Estado para curtir os festejos juninos. “Sobretudo para quem já tem histórico de doenças respiratórias como asma ou alergias”. “Além de a baixa temperatura contribuir para o agravamento dessas patologias, a fumaça das fogueiras e dos fogos de artifícios aumentam ainda mais os riscos”, ressalta Margarida Neves. A pneumologista orienta que as pessoas evitem a exposição direta à fumaça, além de levar os medicamentos de uso diário, a exemplo das “bombinhas” para quem tem asma. A médica recomenda que deve-se usar agasalhos adequados, por conta das baixas temperaturas que favorecem gripes e resfriados. Ela lembra ainda que crianças/bebês e idosos são mais suscetíveis a contrair doenças da estação. Quando a criança é muito pequena, é preciso saber qual o problema respiratório, pois existe uma gama de diagnósticos na pediatria. Os pais devem procurar um médico, seja pneumologista ou pediatra para dar o primeiro acompanhamento, examinar a criança e ver se há sinais e sintomas de alerta aparentes.