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A Diocese Senhora Santana de Caetité divulgou uma nota oficial de repúdio e esclarecimento à comunidade após publicações consideradas ofensivas e intolerantes direcionadas à Paróquia Santa Rita de Cássia, em Guanambi, e ao pároco Pe. Edson Rocha Passos. O documento foi assinado pelo bispo diocesano, Dom José Roberto Silva Carvalho, que manifestou solidariedade à comunidade paroquial diante das manifestações divulgadas em redes sociais durante o novenário em homenagem à padroeira.
Segundo a Diocese, as publicações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão ao utilizarem termos considerados ofensivos contra Santa Rita de Cássia, além de apresentarem acusações classificadas como graves e sem fundamento contra o sacerdote responsável pela paróquia. A instituição religiosa afirmou que os ataques atingem não apenas a honra dos envolvidos, mas também configuram intolerância religiosa ao ridicularizar símbolos e tradições da fé católica.
Na nota, a Diocese destacou que a Igreja permanece como espaço de acolhimento e diálogo, mas ressaltou que não aceitará ações que atentem contra a dignidade de seus membros e a paz social da comunidade religiosa. O texto também informa que providências jurídicas nas esferas cível e criminal já estão sendo adotadas para identificar e responsabilizar os autores das publicações.
A Diocese Senhora Santana de Caetité reafirmou ainda seu compromisso com a verdade e pediu aos fiéis serenidade, união e oração durante o período festivo da Paróquia Santa Rita de Cássia. A nota foi divulgada na Cúria Diocesana no último dia 16 de maio de 2026, durante a Sexta Semana da Páscoa.
Patrimônio da União (SPU) entregou o Termo de Autorização de Uso Sustentável (Taus) à Sociedade Floresta Sagrada do Alto de Xangô, em Brumado. A medida assegura o uso de 11,6 hectares à comunidade de terreiro, que ocupa a área há pelo menos 16 anos. Ao longo desse período, os integrantes enfrentaram episódios de violência, intolerância religiosa, adulteração de registros imobiliários e degradação ambiental. Em junho deste ano, a Justiça Federal de Vitória da Conquista já havia reconhecido a posse da comunidade sobre parte da Fazenda Santa Inês, fortalecendo a luta pelo direito ao território. Durante a entrega, o defensor regional de direitos humanos na Bahia, Diego Camargo, destacou que a autorização representa um avanço essencial para a segurança jurídica da comunidade. O líder religioso Pai Dionata de Xangô também ressaltou a importância do momento, classificando-o como um marco histórico não apenas pela conquista da terra, mas pelo reconhecimento da ancestralidade, da identidade cultural e da dignidade dos povos de terreiro. Segundo ele, a regularização fundiária é um passo concreto na luta contra a intolerância e na valorização das tradições afro-brasileiras. “Nossa luta vai além da terra. É a luta pela preservação da nossa cultura, da nossa identidade e dos nossos direitos. Hoje é dia de celebrar, mas também de reafirmar o nosso compromisso com a luta, de cabeça erguida”, declarou Pai Dionata. A cerimônia contou com a presença de representantes da SPU/BA, da Defensoria Pública da União e membros da comunidade, simbolizando a união entre Estado e sociedade civil em prol da proteção e valorização dos povos tradicionais.