Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
Marcelo Almeida dos Santos, de 43 anos, faleceu no início da madrugada desta quarta-feira (10), em sua residência, localizada no bairro Santa Tereza, em Brumado.
Muito conhecido na cidade, Marcelo teria sofrido um infarto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas ao chegar ao local encontrou o homem já sem vida, sem sinais de violência.
Segundo informações da equipe de saúde, a morte teria características de causa natural. Ainda não foram divulgados detalhes sobre velório e sepultamento.
O professor de História Carlos Eduardo Meira Batista, conhecido como Kadu, de 29 anos, faleceu no último domingo (31), vítima de um infarto, na cidade de Recursolândia, no Tocantins. Natural de Brumado, no sudoeste baiano, o educador trabalhava na Escola Estadual Recurso I desde janeiro deste ano e havia sido recentemente efetivado na Secretaria da Educação do Tocantins (Seduc).
Seu falecimento trouxe à tona uma série de denúncias sobre as condições de trabalho enfrentadas por ele. Kadu havia protocolado ao menos três pedidos de remoção da unidade escolar, todos acompanhados de laudos médicos que indicavam a necessidade de tratamento fora da cidade. O primeiro foi negado por ele ainda estar em estágio probatório. O segundo, aprovado recentemente, só seria publicado oficialmente na segunda-feira (1º), um dia após sua morte.
Colegas e amigos relatam que o professor vinha sofrendo forte pressão psicológica no ambiente escolar. Entre as situações denunciadas estão casos de assédio moral por parte de colegas, bullying praticado por alunos e até agressões simbólicas, como o arremesso de bolinhas de papel com pedras dentro, durante as aulas.
A rotina estressante impactou diretamente a saúde mental do educador. Amigos próximos afirmaram que ele precisou iniciar tratamento com três medicamentos de tarja preta devido ao quadro de ansiedade e estresse. Sua morte gerou comoção e abriu um debate sobre a precariedade no ambiente escolar e a falta de suporte institucional para os profissionais da educação.
Uma pesquisa de cardiologistas, coordenada pelo Hospital Israelita Albert Einstein em parceria com o Instituto do Coração (InCor) e mais 41 instituições médicas, testa o uso de vacinas da gripe como um importante aliado no tratamento emergencial de pacientes com quadro de infarto agudo. O estudo avalia o impacto da aplicação de duas doses no momento em que o paciente é diagnosticado com o problema. Para as análises, foram escaladas 9 000 pessoas com o problema cardíaco na faixa etária dos 60 aos 65 anos. As primeiras conclusões do trabalho — que levará em conta tanto a recuperação quanto os riscos de reincidência de um novo infarto — devem ser publicadas em dezembro do ano que vem. Até lá, os participantes passam por exames clínicos de sangue e de imagem para acompanhamento da evolução do quadro de saúde. “Se nossa hipótese for confirmada, o atual protocolo médico utilizado para o atendimento de pacientes infartados pode sofrer mudanças “, diz Otávio Berwanger, cardiologista e diretor executivo da área de pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein. Todas as etapas do estudo são realizadas em parceria com Ministério da Saúde por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). A pesquisa surge amparada em diretrizes médicas nacionais e internacionais que recomendam a imunização anual contra o vírus Influenza em todos os pacientes considerados de alto risco, o que inclui homens e mulheres com infarto. A relação entre os dois se dá em um processo anterior ao entupimento das artérias. “Antes de tudo, há uma inflamação, que é um dos gatilhos para que as placas de gordura se formem e se rompam”, explica Roberto Kalil Filho, presidente do InCor. “Isso facilita o desenvolvimento de coágulos com consequente obstrução dos vasos, acarretando o infarto”. Quando o paciente toma a vacina, melhora a imunidade, diminui os riscos de infecção respiratórias e ajuda a evitar as alterações vasculares que trazem o desenvolvimento do infarto. Enquanto a pesquisa não revela suas primeiras conclusões, a orientação dos profissionais aos pacientes é que sigam tomando doses recomendadas durante as campanhas de vacinação.