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Nesta quarta-feira (3) foi celebrado o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil. A obesidade infantil é considerada um problema mundial, e a data traz um alerta sobre os riscos da doença e os cuidados necessários para combatê-la. Além de contribuir para o surgimento de diabetes e hipertensão, a obesidade é fator de risco para o agravamento da Covid-19. É o que alertou o médico Maurício Jamillo, cardiologista pediátrico. “Muita criança obesa já tem hipertensão, tem alterações cardíacas, tem diabetes, alterações de imunidade secundárias a sua doença e que, se expostos a uma infecção por um vírus como esse, que muda tanto, que nos dá tanta surpresa, com certeza podemos ter alguns desfechos que não são favoráveis na evolução dessas crianças com infecção”, ressaltou. Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, três em cada dez crianças de 5 a 9 anos estão acima do peso, e das crianças menores de 5 anos, 15,9% têm excesso de peso. Além dos fatores genéticos, a influência do estilo de vida contribui para o problema. A baixa qualidade nutricional dos alimentos consumidos e a falta de exercícios físicos aliados às telas dos smartphones e os videogames são fatores de risco para a obesidade infantil.
Mais brasileiros de 0 a 6 anos estão na escola. Nos últimos cinco anos, o número de matrículas na educação infantil aumentou 12,6%. No ano passado, eram 8.972.778 em creches e pré-escolas. Em 2015, foram registrados 7.972.230 alunos. Os dados são do Censo Escolar 2019, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O levantamento aponta que o crescimento foi impulsionado pelas matrículas em creches, com 167,8 mil registros a mais em 2019 do que em 2018, ou seja, uma variação de 4,7%. Em 2015, as matrículas em creches cresceram 23,2%. A rede municipal de ensino concentra a maior parte das matrículas da educação infantil: 71,4%. Em seguida, vem a rede privada, com 27,9% do total. Das matrículas da rede privada, 29,4% pertencem a instituições particulares, comunitárias, confessionais e filantrópicas conveniadas com o poder público. Na análise da educação infantil por localidade, foi levantado que 10,5% das matrículas encontra-se na zona rural, e a quase totalidade (96,8%) das matrículas são atendidas por estabelecimentos da rede pública. O censo apurou que 13,2% das crianças que frequentam a pré-escola estão na zona rural, e 6,7% estão matriculadas nas creches rurais.
São 2,4 milhões de crianças com sobrepeso, 1,2 milhão com obesidade e outras 755 mil com obesidade grave. Os hábitos alimentares errados, com consumo excessivo de industrializados, e a falta de atividades físicas são fatores que contribuem para o quadro de excesso de peso infantil. Priorizar uma alimentação saudável, incentivar que as crianças fiquem menos tempo na frente de celulares e televisão e façam mais atividades físicas estão entre as orientações da primeira campanha de prevenção e controle da obesidade infantil, lançada pelo Ministério da Saúde no último dia 13. Os pilares da campanha são promoção da alimentação adequada e saudável, mais atividade física e menos tempo de tela. A coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Gisele Bortolini, explicou que a orientação para os pais e responsáveis é descascar mais e desembalar menos, ou seja, consumir mais alimentos in natura e evitar os ultraprocessados como biscoitos recheados, salgadinhos de pacote e bebidas açucaradas. Além de engordar, esses alimentos prejudicam a saúde e causam diabetes, hipertensão, colesterol alto e até doenças cardíacas. Os dados do Ministério mostram que 15,9% das crianças menores de cinco anos têm excesso de peso. Revela ainda que o consumo de ultrapocessados começa cada vez mais cedo. Uma pesquisa de 2018 detectou que 49% das crianças de seis a 23 meses já havia consumido esse tipo de alimento. O programa Crescer Saudável, que funciona no âmbito do Programa Saúde na Escola (PSE), é uma das principais estratégias do Ministério da Saúde para prevenir a obesidade infantil. Em 2019, 4.118 municípios aderiram ao Programa e receberam repasse de R$ 38,8 milhões para executarem ações de promoção da saúde. Há ainda a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, que qualifica os profissionais da atenção primária para incentivar o aleitamento materno e a alimentação saudável para crianças menores de dois anos.
Vem aí o 3º Carnaval Infantil promovido por Kezinha Produções, em Brumado. O evento acontecerá na Praça Coronel Zeca Leite (Praça da Prefeitura), no dia 01 de março, às 18h, com as seguintes atrações: Ballet Jeane Alcântara, professores da Dance Fitness, DJ GEGEDVAS, Circo Mágico, Frevos de Marchinhas e Gargantas de Ouro. Haverá ainda desfile para as crianças que estiverem fantasiadas. A festa é abeta ao público.