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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 1,25% em outubro, o maior índice para o mês desde 2002, quando o IPCA foi de 1,31%. Em setembro deste ano, o índice ficou em 1,16%. Em outubro de 2020, a variação mensal ficou em 0,86%. Os dados foram divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado de outubro, o indicador acumula alta de 8,24% no ano e de 10,67% nos últimos 12 meses. No período de 12 meses imediatamente anteriores, a alta havia sido de 10,25%.
A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o ano de 2019 em 4,31%. A taxa é superior aos 3,75% observados em 2018, segundo dados divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com informações da Agência Brasil, a taxa também ficou acima do centro da meta de inflação, estipulada pelo Conselho Monetário Nacional para 2019: 4,25%. Em dezembro, o IPCA ficou em 1,15%, acima do 0,51% de novembro e do 0,15% de dezembro do ano anterior. Esse é o maior resultado para o mês desde 2002 (2,10%). Com taxa de 1,54%, os transportes também tiveram impacto importante no IPCA de dezembro, com destaque para a alta de preços de 3,36% da gasolina no período.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que calcula a variação de cesta de compras de famílias com renda até cinco salários mínimos, ficou em 0,54% em novembro deste ano. A taxa é superior ao registrado em outubro (0,04%) e o maior resultado para um mês de novembro desde 2015. De acordo com informações da Agência Brasil, o INPC teve um crescimento maior do que o registrado pela inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu de 0,10% em outubro para 0,51% em novembro. O INPC acumula inflação de 3,22% no ano e de 3,37% em 12 meses. No acumulado de 12 meses, o INPC também ficou acima do IPCA, que registra 3,27% no período. Em novembro, os produtos alimentícios tiveram alta de preços de 0,78%, de acordo com o INPC, enquanto os não alimentícios anotaram inflação de 0,44%.
Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Prévia da inflação oficial, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) atingiu 0,3% em janeiro, a menor para o mês desde 1995, e acumula uma variação de 3,77% nos últimos 12 meses. De acordo com o órgão, a principal queda de preços no mês foi registrada pelo grupo de transportes, que contou com uma deflação de 0,47%, em função do barateamento do preço dos combustíveis. A gasolina (-2,73%) caiu pelo segundo mês consecutivo e teve o maior impacto individual no índice, de -0,12 p.p. Já o grupo de alimentos foi o que registrou maior alta no período. Segundo o levantamento, foi registrada uma aceleração de 1,07% no preço da alimentação em domicílio e de 0,53% para a alimentação fora de casa.
Pela terceira reunião seguida, o Banco Central manteve a taxa básica dos juros em 6,5% ao ano, menor nível desde 1999. A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira (1º) e anunciada no início da noite. Chamada no Brasil de Selic, a taxa é uma importante ferramenta para o controle da inflação e tem influência também sobre as taxas cobradas de consumidores e de empresas em operações financeiras. Segundo comunicado divulgado após a reunião da diretoria do Banco Central, a decisão foi tomada por unanimidade. O texto diz ainda que a avaliação é de que a economia brasileira segue em processo de recuperação, em ritmo gradual. A cúpula da instituição explicou, no comunicado, que a perspectiva é de que a inflação fique dentro da meta. O objetivo central é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 4,5%, mas se esse valor variar entre 3% e 6% será considerado como dentro da meta perseguida no ano.