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O município de Vitória da Conquista recebe, no dia 27 de outubro, às 17h, a mesa-redonda Elas Lideram a Indústria Baiana. O encontro será realizado na Unidade Integrada do Sistema FIEB, na avenida Olívia Flores, e visa promover a conexão, valorização e fortalecimento da liderança feminina no setor industrial.
Participam do encontro a vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Renata Müller, e a presidente do Comitê da Mulher na Indústria (CMI) da FIEB, Eunice Habibe.
A iniciativa integra o Programa de Interiorização e Fortalecimento da Liderança Feminina Industrial, promovido pelo CMI, que busca fortalecer uma rede estadual de mulheres líderes conectadas ao Sistema FIEB e aos sindicatos industriais.
Com mediação de Monaliza Matanzas, chief operating officer (COO) da Natuzzi no Brasil, o evento terá como convidadas Vanessa Bulhões, gerente de Marketing e RH da ZAB; Joana Rosa, cofundadora e gestora da Pétalas Lingerie; Camila Chiacchio, diretora de Marketing e Inovação do Grupo Chiacchio; Maria Luiza Marinho, sócia e CFO do Grupo Teiu e Sheila Lemos, prefeita de Vitória da Conquista.
A programação reunirá lideranças empresariais, executivas e representantes de instituições públicas e privadas para discutir os desafios, avanços e oportunidades de ampliação da participação feminina nos espaços de decisão da indústria e da economia baiana.
A indústria baiana registrou um crescimento de 2,7% em 2024, impulsionada pelo avanço de 2,9% no setor de transformação, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE, divulgada neste mês. O resultado acompanha a tendência nacional, que teve alta de 3,7%, e marca uma recuperação das perdas de 2023. O destaque ficou para a fabricação de produtos químicos, com alta de 6,4%, o que representa uma recuperação para o segmento, que sofreu uma perda de 10% no ano anterior. O refino de petróleo e biocombustíveis, responsável por quase um terço da produção industrial baiana, avançou 4,2%, consolidando seu terceiro ano consecutivo de crescimento. “A indústria de transformação teve um crescimento muito parecido com o que a Fieb esperava, com destaque, em termos de peso nesse crescimento e não de crescimento individual, para o refino pelas razões que eu já coloquei, principalmente o crescimento da produção da Acelen de querosene para a aviação, diesel e parafina”, detalha Vladson Menezes, superintendente da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB). Vale destacar que outros segmentos do arcabouço da indústria de transformação também impactaram positivamente no resultado de 2024: bebidas, alimentos, borracha e plástico, além de celulose e papel. A análise foi feita pelo Observatório da Indústria, com base nos dados da PIM-PF do IBGE.
Somente em janeiro de 2022, a indústria baiana apresentou saldo positivo com a geração de 5.846 mil empregos que foi puxado pelos setores de Preparação de Couros e Calçados; Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos, e Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios. Os dados constam no informe de indústria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Os três principais setores em destaque com saldo positivo de empregos, em dezembro de 2021 são: Couros e Calçados, com a criação de 1.268 postos de trabalhos, Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos, com 286 e Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios, com 113. "O saldo de empregos acumulado nos últimos 12 meses na Indústria Geral também foi positivo, com mais de 39.733 mil postos de trabalho criados. É um desafio e um trabalho do Governo do Estado que estamos exercendo quando atraímos e prospectamos novos negócios que ocasionam na implantação de indústrias, geração desses empregos e aumento na economia das regiões", destaca o titular em exercício da SDE, Paulo Guimarães. Os setores que se destacaram de janeiro de 2020 a janeiro de 2021 na produção Física Industrial são: Informática (+ 48,3%), Coque, Derivados do Petróleo e Biocombustíveis (+ 13,1%), Couros e Calçados (+ 4,0%).
O informe também apresenta o segmento destaque na Produção Física Industrial em Janeiro de 2022 que foi o Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis que apresentou a segunda maior taxa de crescimento (13,1%) entre os setores pesquisados, na comparação com o mesmo mês do ano anterior.