Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
Nesta segunda-feira (23), equipes de bombeiros militares empregados na Operação Florestal 2024 seguem no combate a incêndios florestais no município de Lençóis com o apoio de uma aeronave. O avião modelo Air Tractor lança água em locais apontados pelas guarnições que atuam em solo. Vinte e três bombeiros estão trabalhando diretamente no combate desde o último sábado (21). Outras guarnições, também especialistas em prevenção e combate a incêndios florestais, seguem realizando ações preventivas e de combate nas bases avançadas nos municípios de Lençóis, Eunápolis, Teixeira de Freitas e Porto Seguro. Atualmente, estão empregados cerca de 53 bombeiros militares dedicados exclusivamente ao serviço desempenhado nas bases florestais. Treze viaturas estão atuando, 996 incêndios já foram combatidos, 1.909 orientações preventivas realizadas e 105 municípios atendidos.
Os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do Senado, Rodrigo Pacheco; e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, disseram concordar que a onda de incêndios florestais que afeta o país tem origem criminosa. Em reunião nesta terça-feira (17) entre os chefes dos Três Poderes para discutir medidas para enfrentar a crise climática, eles falaram sobre um eventual aumento de penas para os criminosos. “Não se pode pode acusar, mas que há suspeita [de crime], há”, declarou Lula no encontro. “O dado concreto é que, para mim, parece muita anormalidade.” O presidente da República disse considerar estranhas as convocações para o ato promovido na Avenida Paulista em Sete de Setembro com a frase “Vai pegar fogo”. Pacheco disse acreditar haver uma coordenação entre os incêndios. “É muito evidente que, diante desse contexto, a quantidade de focos [de incêndios], há, sim, uma orquestração, mais ou menos organizada, que pretende incendiar o Brasil”, declarou. Lira considera que há uma influência criminosa na onda de incêndios. “Estamos enfrentando um problema iminente de organizações criminosas, inclusive no atear fogo”, afirmou. Aumento de penas - O aumento de penas para crimes ambientais também foi tema da reunião. O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, disse estar discutindo com a Advocacia-Geral da União (AGU) uma proposta para aumentar as penas para incêndios florestais, atualmente com punições mais brandas que as de um incêndio comum. “No incêndio normal, a penalidade é de três a seis anos e, no incêndio florestal, um crime ambiental, é de dois a quatro anos. Então o que se vai buscar é pelo menos igualar”, explicou. Também presente ao encontro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, defendeu que o Congresso discuta o aumento de penas para crimes ambientais. “No incêndio normal, a penalidade é de três a seis anos e no incêndio florestal, um crime ambiental, é de dois a quatro anos. Então, o que se vai buscar é pelo menos igualar”, disse.
Bombeiros empregados na Operação Florestal 2024 debelaram 422 incêndios em áreas ambientais nos últimos dois meses, na Bahia. Cinquenta e nove municípios foram atendidos pelas equipes do Corpo de Bombeiros Militar (CBM). Divididas em cinco Bases Florestais, as equipes realizam o enfrentamento ao fogo em áreas de mata para preservação da fauna e da flora. Além do combate, 720 orientações preventivas foram promovidas para a população. As equipes estão empregadas nas cidades de Muquém do São Francisco, Luís Eduardo Magalhães e Barreiras (Base Oeste), Juazeiro, Casa Nova e Campo Alegre de Lourdes (Base Norte), Lençóis (Base Chapada), Santa Maria da Vitória, Riacho de Santana, Paratinga, Cocos e Bom Jesus da Lapa (Base Lapa) e em Vitória da Conquista (Base Sudoeste). Os profissionais utilizam a Plataforma Painel do Fogo do Governo Federal, para monitorar as áreas do estado com maior foco de calor e riscos de incêndios florestais. O coronel Jadson Almeida, comandante de Operações dos Bombeiros, explicou que o mês de setembro é um período crítico, com maior possibilidade de ocorrências. O monitoramento das regiões com maior índice de calor auxilia na preparação das equipes empregadas no enfrentamento. Aeronaves remotamente tripuladas também são utilizadas e o helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) foi empregado para transportar equipes.
Em ação conjunta com o Programa Bahia sem Fogo, o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) lançou em julho deste ano a “Operação Florestal”, que tem como objetivo principal atuar de forma preventiva e ostensiva no combate aos incêndios florestais que atingem o interior da Bahia, em especial as regiões Oeste, Norte, Sudoeste e Chapada Diamantina. Ao todo, até o início de novembro já foram empregados 1.223 bombeiros militares na operação, atuando nas bases Oeste, Chapada Diamantina, Norte e Sudoeste. O investimento foi de mais de quatro milhões de reais, do Governo da Bahia, através do Programa Bahia Sem Fogo e do Governo Federal, através da Operação Guardiões do Bioma. Durante o mesmo período, foram atendidas um total de 320 ocorrências em 64 municípios – algumas cidades com mais de uma ocorrência. Bombeiros baianos também atuaram em apoio aos incêndios florestais no Piauí, combatendo em dois municípios daquele estado. A ação acontece também com o apoio de drones, de aviões modelo Air Tractor, fornecidos através do Programa Bahia Sem Fogo, que é coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), de helicóptero da Polícia Militar da Bahia (PMBA), além de brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e brigadistas voluntários dos municípios próximos às regiões atingidas.
A cada ano o programa Bahia Sem Fogo aperfeiçoa suas ações com o intuito de garantir a efetividade das ações preventivas e de combate aos incêndios florestais, principalmente no período de estiagem, que normalmente acontece de agosto até dezembro, quando a baixa umidade do ar e as elevadas temperaturas contribuem para o aumento de focos e ocorrências de incêndios. A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) realizam desde o primeiro semestre do ano, em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar (CBMBA), a Defesa Civil Estadual, Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Secretaria de Segurança Pública (SSP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Militar e Polícia Civil, ações preventivas de educação ambiental, capacitação para as brigadas voluntárias e operações de fiscalização ambiental. Por meio do Programa já foram efetuadas as compra de fardamento, equipamentos de proteção individual e coletiva e realizada a distribuição para as brigadas voluntárias e municipais. Atualmente a operação conta com seis aeronaves do tipo Air Tractor e, ao total, são mais de 200 bombeiros militares e brigadistas voluntários atuando diretamente no combate aos incêndios florestais que atingem as regiões da Chapada Diamantina, Oeste, Norte e Sudoeste da Bahia.
Neste domingo, dia 8 de outubro, aproximadamente 200 bombeiros estão mobilizados no combate a incêndios florestais que assolam 16 cidades nas regiões do oeste, norte e Chapada Diamantina, no interior do estado da Bahia. Segundo informações fornecidas pelo Corpo de Bombeiros, os agentes estão empenhados na operação, contando com o apoio de 40 viaturas, drones e quatro aeronaves modelo Air Tractor, disponibilizadas pelo Programa Bahia Sem Fogo da Secretaria do Meio Ambiente (Sema). A utilização de tecnologia, como os drones, tem sido fundamental para mapear as áreas afetadas e coordenar os esforços de combate. Além das ações de combate direto às chamas, os bombeiros também estão realizando ações preventivas em parceria com a população local. Isso inclui a orientação sobre medidas de prevenção, a sensibilização da comunidade sobre os riscos dos incêndios florestais e a importância de preservar o meio ambiente. Os incêndios têm causado preocupação nas localidades afetadas, e os municípios atingidos são Morpará, Ibotirama, Luís Eduardo Magalhães, Bom Jesus da Lapa, Buritirama, Barreiras, Muquém de São Francisco, Barra, Wanderley, Cotegipe, Riachão das Neves, Campo Alegre de Lourdes, Pilão Arcado, Juazeiro, Oliveira dos Brejinhos e Lençóis. A ação conjunta dos bombeiros, das autoridades locais e do Programa Bahia Sem Fogo demonstra o esforço coletivo para conter os incêndios florestais que ameaçam o patrimônio natural e a segurança das comunidades nessas regiões da Bahia.
Nesta segunda-feira (17), 211 profissionais combatem focos de incêndios florestais nas regiões oeste, sudoeste e norte do estado, além da Chapada Diamantina. De acordo com informações do G1, obtidas junto ao Corpo de bombeiros, no oeste da Bahia, o fogo começou nos primeiros dias de outubro. Na cidade de Barra, um incêndio de grandes proporções começou no dia 1º e, de acordo com o Corpo de Bombeiros, ainda não foi controlado. Contando com Barra, 121 profissionais atuam nas cidades de Ibotirama, Muquém de São Francisco, Santa Rita de Cássia, Mansidão, Barreiras e Riachão das Neves até esta segunda-feira. Na região da Chapada Diamantina, 40 bombeiros atuam nos municípios de Mucugê, Iraquara, Seabra, Oliveira dos Brejinhos e Abaíra. O fogo começou nas localidades no final do mês de setembro. Já no norte da Bahia, 34 bombeiros estão nas localidades de Jacobina, Pilão Arcado, Campo Formoso e Juazeiro. As duas últimas cidades estão em fase de monitoramento. Não há informações sobre o incêndio no Parque Nacional Boqueirão da Onça. No sudoeste do estado, 16 profissionais atuam na cidade de Vitória da Conquista. Em Pindaí, o fogo foi extinto neste final de semana.