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Com o objetivo de tratar estratégias de prevenção e repressão à violência no futebol, e apresentar ações realizadas no ano 2024 para aperfeiçoa-las em 2025, a Polícia Militar da Bahia realizou uma reunião de integração e alinhamento com órgãos públicos, com a Federação Bahiana de Futebol, clubes e torcidas organizadas, no auditório do Quartel do Comando-Geral (QCG), na manhã desta quarta-feira (8). O encontro foi promovido pelo Comando de Policiamento Especializado (CPE), através do Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos (Bepe), com a participação de representantes do Ministério Público da Bahia, da Secretaria da Segurança Pública (SSP), da 16ª Vara Criminal – que detém competência exclusiva para processar e julgar as infrações penais da Lei Geral do Esporte -, da Polícia Civil, dos Clubes Bahia e Vitória, da Federação Bahiana de Futebol, da Arena Fonte Nova e os diretores das torcidas organizadas Bamor e Os Imbatíveis. Entre os assuntos tratados, foram abordadas a aplicação de medidas cautelares de afastamento de torcedores violentos dos estádios, a cooperação entre os diversos atores (públicos e privados), prevenção e repressão de incitação à violência através das redes sociais, e obrigatoriedade, a partir de junho de 2025, do reconhecimento facial nos estádios com base na Lei Geral dos Esportes – que já está em fase de teste no Barradão e na Arena Fonte Nova desde o ano passado. “Parabenizo a Polícia Militar por promover essa reunião pela integração e diálogo entre órgãos para melhorarmos a nossa atuação. O Ministério Público da Bahia está à disposição”, ressaltou o promotor de justiça, Hugo Cassiano Santana. Em 2024 houve uma redução de 77% de ocorrências de briga entre torcidas nas regiões do Barradão e da Fonte Nova dentro e no entorno dos estádios, comparado ao ano de 2023. “Essa queda já foi resultado de um trabalho de prevenção e de integração”, explicou o tenente coronel Menezes, comandante do Bepe.
O Ministério Público estadual, por meio da promotora de Justiça Thelma Leal, ajuizou hoje, dia 12, ação civil pública contra as torcidas organizadas Bamor, do Esporte Clube Bahia, e Torcida Organizada Os Imbatíveis (TUI), do Esporte Clube Vitória, requerendo que a Justiça determine o afastamento das mesmas dos locais onde se realizam eventos esportivos, em todo o país, pelo prazo de dois anos. Na ação, o MP requer também que a Justiça impeça que todos os associados membros das torcidas frequentem e compareçam aos referidos eventos e seu entorno em um raio de cinco mil metros, portando ou se utilizando de elementos identificativos, indumentárias ou acessórios, desenhos ou outros signos representativos, tais como camisas, blusas, bonés, calções e faixas que possam identificá-los nesses eventos, assim como de venderem material das torcidas. Uma entrevista coletiva à imprensa sobre as ações será realizada nesta tarde, às 15h, na sede do MP no bairro de Nazaré, em Salvador. Segundo a promotora de Justiça Thelma Leal, “por meio de notícias divulgadas pela imprensa, bem como, por comunicação do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE), chegou ao nosso conhecimento a prática de atos de violência generalizada e tumulto entre membros das torcidas Bamor e TUI no dia 4 deste mês, nas proximidades do Largo do Argeral, bairro de São Caetano, em Salvador”, afirmou. Ela complementou que em vídeos que circulam nas redes sociais, e juntados aos autos, é possível ver dezenas de torcedores com uniformes da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis andando pelas ruas ao som de rojões. Um deles exibe uma soqueira inglesa, um tipo de arma branca feita de metal, que encaixa nos dedos para potencializar os ferimentos durante o soco, e profere palavras de ordem, como se convocando a multidão para briga. Em outro vídeo, pessoas com uniformes da Torcida Uniformizada Os Imbatíveis e da Bamor, estes em menor número, enfrentam-se, em agressões mútuas.