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O retorno do Carnaval de Brumado reacendeu memórias e emoções em quem ajudou a construir a história da festa no município. Um dos nomes mais marcantes dessa trajetória é Genival Moura Matos, diretor do tradicional Bloco Germes da Era, que marcou época e se tornou símbolo de uma geração.
Em entrevista ao Agora Sudoeste, Genival destacou a alegria com a retomada da festa. “É com muita alegria, com muito prazer que eu sinto essa retomada do Carnaval. O Carnaval significa alegria. O brumadense é um povo alegre, ordeiro, pacato, precisava dessa alegria. A gente não podia viver só de saúde e educação, tem que resgatar a nossa alegria”, afirmou.
O Germes da Era foi um dos blocos pioneiros e ajudou a consolidar o Carnaval de Brumado como um dos mais fortes do interior da Bahia. Segundo Genival, tudo começou como uma brincadeira entre amigos. “Inicialmente a gente começou uma brincadeira, que se tornou o maior Carnaval depois de Salvador. Nós chegamos a receber aqui 5 mil pessoas por noite, há 20 anos, quando Brumado tinha 50 mil habitantes”, relembrou.
Ele destacou ainda a união entre blocos, comércio e comunidade para fazer o evento acontecer. “Até o terceiro ano, o Carnaval era feito por nós, diretores de bloco, junto com a comunidade e o comércio. Foi assim que começou. Era união de forças”, contou.
Sobre o momento atual, Genival demonstra orgulho e também saudosismo. “Eu vejo com muita alegria, mas com o coração partido por essa ausência. O Carnaval é de Brumado, é da nossa história. O Germes pode até não estar oficialmente, mas está dentro da gente. O Germes não vai sair de dentro da gente”, declarou.
Ele também elogiou a organização da atual gestão. “A estrutura é de primeiro mundo, organização total, circuito fechado. Pode vir que está tudo muito bem preparado. Fabrício e toda a equipe estão fazendo um Carnaval nota 10”, destacou.
Mesmo afirmando que não estará presente este ano por motivos pessoais, Genival reforçou o convite à população. “Pode vir de vermelho e branco, vamos reviver nossa história. Tenho certeza que quem vier jamais vai esquecer”, concluiu.
O prefeito de Brumado, Fabrício Abrantes, publicou o Decreto nº 018, de 10 de fevereiro de 2026, que oficializa a denominação do circuito dos festejos carnavalescos do município como Circuito do Carnaval de Brumado Agamenon Santana. A medida passa a valer a partir deste ano e se estende para as próximas edições da festa, consolidando a padronização administrativa e institucional do evento.
O decreto destaca a importância histórica do Carnaval de Brumado e relembra a evolução da festa ao longo das décadas. Inicialmente restrito a ruas e praças centrais e com participação limitada da população, o carnaval passou por uma transformação significativa a partir de 1977, durante a gestão de Agamenon Lima de Santana como prefeito, período marcado pela democratização da festa e pela ampliação do acesso popular às celebrações.
Segundo o texto oficial, a atuação de Agamenon Santana foi decisiva para fortalecer a identidade cultural do município e promover a inclusão social por meio da cultura, contribuindo para que o Carnaval de Brumado se consolidasse como um dos mais relevantes do interior da Bahia. A denominação do circuito é vista como um reconhecimento permanente a esse legado histórico.
Ainda conforme o decreto, o nome Circuito do Carnaval de Brumado Agamenon Santana deverá constar em todos os atos administrativos, materiais de divulgação institucional, documentos oficiais, sinalizações, autorizações e demais instrumentos relacionados à organização e execução do evento. A decisão também foi deliberada e aprovada pela Comissão Organizadora do Carnaval 2026.
Faleceu neste domingo (4) a professora brumadense Zilda Lima Neves, educadora reconhecida pela trajetória de dedicação, compromisso e excelência no ensino no município de Brumado. Sua atuação deixou marcas profundas na educação local, contribuindo de forma decisiva para a formação de gerações de estudantes ao longo de décadas.
Ao longo de sua vida profissional, Zilda Lima Neves construiu um legado considerado inestimável para a educação pública do município. Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados, seu nome foi eternizado em uma escola municipal, gesto que simboliza o respeito, a admiração e a gratidão da comunidade por sua história e contribuição ao ensino.
Nascida em 7 de agosto de 1923, na Fazenda Casa Nova, Zilda Lima Neves alimentou desde a infância o sonho de ser professora, mesmo antes de saber ler, inspirada por livros e jornais. Filha de Cecília de Lima Santos e Fidelcino Augusto dos Santos, casou-se em 7 de agosto de 1946 com Artur Alves Neves. Embora não tenha tido filhos naturais, construiu laços familiares ao longo da vida, sendo reconhecida pelo carinho e dedicação às pessoas que a cercavam.
O falecimento da educadora representa uma perda significativa para Brumado, que se despede de uma mulher cuja história se confunde com a própria evolução do ensino no município.
O deputado estadual Marquinho Viana parabeniza o município de Rio de Contas, que completa 302 anos de história nesta quinta-feira (27). Um dos lugares mais tradicionais da Chapada Diamantina, o município celebra mais de três séculos de riqueza cultural, arquitetura preservada e paisagens que encantam moradores, visitantes e toda a Bahia.
Em sua mensagem, Marquinho destacou o orgulho em representar Rio de Contas na Assembleia Legislativa da Bahia, ressaltando o papel da cidade como um dos berços históricos da região. Para o parlamentar, o aniversário reforça a importância de preservar a cultura local, fortalecer o turismo e valorizar a identidade do povo rio-contense.
Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia, comemora neste domingo (9) 185 anos de emancipação política. Localizada no Sudoeste do estado, o município é reconhecido por sua importância econômica, educacional e cultural, sendo um dos principais polos de desenvolvimento regional.
Com uma população estimada em mais de 340 mil habitantes, segundo dados do IBGE, Vitória da Conquista é atualmente administrada pela prefeita Sheila Lemos (União Brasil). A cidade tem se destacado por seu crescimento urbano planejado, investimentos em infraestrutura e por abrigar importantes instituições de ensino superior, como a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).
Fundada em 9 de novembro de 1840, a cidade tem suas origens ligadas à expansão pecuarista e à colonização do interior baiano. Ao longo de sua trajetória, tornou-se referência em serviços públicos, comércio e indústria, consolidando-se como um dos centros urbanos mais influentes do interior do Nordeste.
Neste aniversário de 185 anos, o site Agora Sudoeste parabeniza Vitória da Conquista e todos os seus moradores pela história de luta, conquistas e desenvolvimento que marcam essa cidade símbolo do Sudoeste Baiano.
É com profunda tristeza e imenso pesar que o Centro Acadêmico Luíza Mahin, Gestão Carolina de Jesus, vem por meio desta nota informar a morte do querido colega André Pereira Batista. Oriundo de Brumado no interior do estado, André ingressou na UFBA na primeira turma do curso noturno de Licenciatura em História, em 2009, formando-se em 2014. Cursou uma especialização em Racismo e Questões Raciais entre os anos de 2015 e 2017 pela Universidade Estadual da Bahia. Muito conhecido na comunidade UFBA, participou ativamente do Movimento Estudantil de História e da Universidade. Grande colaborador das gestões do CAHIS e do DCE, estas que conquistaram Busufba, ampliação das ofertas de bolsas estudantis, respeito e grande mobilização do movimento estudantil. Fez parte de oito ocupações, incluindo a do CPD (atual CTI), Reitoria e RU, quando foram fornecidas refeições gratuitas para todas e todos estudantes. Católico praticante, André era exemplo de caridade, ajudando a quem pudesse de forma autônoma e cuidadosa. Construiu uma longa trajetória de lutas e conquistas para os e as estudantes da UFBA. Nos últimos anos foi acometido por uma depressão que resultou em alcoolismo e ainda assim permaneceu firme, lutando pela sua vida acadêmica. Atualmente era estudante do Bacharelado em História da UFBA. A comunidade da UFBA era considerada por ele como sua família. A mãe UFBA, como ele a chamava. Lembraremos dele e dos frutos que colhemos com seus esforços e lutas.
As inscrições para a 11ª edição da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) já estão abertas e podem ser feitas no site do concurso. A iniciativa é voltada para professores e estudantes dos ensinos fundamental (oitavo e nono anos) e médio de escolas públicas e particulares. Até 20 de março, o preço da inscrição por equipe é de R$ 38, para alunos de escolas públicas; e R$ 78 para aqueles de escolas particulares. De 21 de março a 26 de abril, o valor da inscrição por equipe passa a R$ 58 e R$ 118 para estes grupos, respectivamente.Em 2018, quando completou 10 anos, a ONHB atingiu número recorde de inscritos, com 14,3 mil equipes e 57,5 mil participantes de todos os estados brasileiros. O concurso é organizado pelo Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com o objetivo incentivar o desenvolvimento da análise crítica e discussões sobre os mais variados assuntos da história nacional. A competição conta com seis fases online e uma final presencial, na Unicamp, em Campinas (SP). As provas são realizadas durante as etapas – com duração de uma semana cada – pelas equipes formadas por um professor de história e três alunos. As respostas (questões de múltipla escolha e realização de tarefas) podem ser elaboradas pelos participantes com base em debate com os colegas, pesquisa em livros, internet, orientação do professor, além de uma gama de documentos e referências oferecidas. A primeira fase terá início em 6 de maio. A sexta etapa será finalizada em 15 de junho.