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Com a chegada do Carnaval 2026, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) anunciou o reforço das ações de prevenção e assistência voltadas à saúde sexual. Neste ano, a estratégia de testagem rápida para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) será ampliada e contará com atendimento também no município de Brumado.
As unidades funcionarão entre os dias 13 e 17 de fevereiro, das 16h às 2h, oferecendo atendimento gratuito para moradores e turistas. Em Brumado, o ponto de atendimento estará instalado na Praça Armindo de Azevedo, nº 430, no Centro.
A iniciativa integra a política de prevenção combinada adotada pela Sesab, que reúne diferentes formas de proteção em um único espaço. Serão disponibilizados testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, com resultados em poucos minutos, além da oferta de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Pós-Exposição (PEP) para situações de risco de infecção pelo HIV. Pessoas com resultado reagente para sífilis poderão iniciar o tratamento imediatamente no próprio local.
Também serão distribuídos preservativos, lubrificantes e autotestes para HIV. A estratégia é coordenada pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), por meio da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa). “Nosso objetivo é garantir que a alegria do Carnaval venha acompanhada de consciência. A estratégia é uma porta aberta para o diagnóstico precoce e o cuidado imediato”, afirmou a superintendente da Suvisa, Rivia Barros.
A população não precisa mais sair de casa para saber se a unidade de saúde mais próxima de sua casa tem ou não o tratamento para as hepatites B e C, ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde acaba de disponibilizar na internet um painel informativo com todas as informações sobre a doença e o tratamento. Nele, é possível acessar o quantitativo de medicamentos distribuídos aos estados, além do número atualizado de pessoas em tratamento no Brasil. A iniciativa faz parte das estratégias do Programa Nacional para a Prevenção e Controle das Hepatites Virais. No Painel, é possível acompanhar o número de tratamentos no Brasil. Em 2019, por exemplo, 37 mil pessoas estavam em tratamento contra a hepatite B e quase 36 mil foram tratadas para hepatite C. As informações do painel de Hepatites Virais serão atualizadas trimestralmente e, passarão por constantes aprimoramentos durante o ano de 2020. No ano passado, o SUS distribuiu aproximadamente 13 milhões de doses de medicamentos usados no tratamento da hepatite B e mais de 12 milhões para hepatite C. Entre eles estão: alfapeginterferona, entecavir, lamivudina, tenofovir, sofosbuvir, daclatasvir, ledipasvir/sofosbuvir, velpatasvir/sofosbuvir, glevaprevir/pibrentasvir, ribavirina, entre outros. Na última década, houve redução de 7% no número de casos de notificados da doença no País. Em 2018, foram registrados 42.383 casos de hepatites virais no Brasil. Em 2008, o número foi de 45.410 casos. Os dados são do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2019, que apontou, ainda, queda de 9% no número de óbitos, saindo de 2.362 em 2007 para 2.156 em 2017. Para ter acesso as informações acesse http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/hv/o-que-sao-hepatites/tratamento-para-hepatites-virais .
As hepatites virais são um grave problema de saúde pública. Para se ter ideia, apenas com a hepatite C, são 2 milhões de pessoas contaminadas no Brasil, no entanto, apenas 10% são diagnosticadas. Na Bahia, são 150 mil sem diagnóstico, destes, 50 mil em Salvador. Embora seja uma doença de fácil identificação, até com a realização de testes rápidos, não é o que ocorre. Com a falta de diagnóstico precoce, a hepatite pode evoluirprovocando cirrose, câncer de fígado, doenças de pele, renal e até diabetes, quando não tratada adequadamente. Ao todo, são cinco tipos de hepatites virais (A, B, C, D, E). Sendo que na A e na E, a forma de contaminação é fecal-oral, enquanto as hepatites B, C e D são transmitidas pelo sangue (via parenteral, percutânea, vertical), esperma e secreção vaginal (via sexual). Para prevenir a transmissão e combater a doença, julho foi designado o mês de luta, prevenção e controle das hepatites virais. O “Julho Amarelo”, como ficou definido por Lei Estadual, visa mobilizar e sensibilizar tanto a sociedade, quanto os profissionais de saúde, sobre a importância do diagnóstico. Entre as ações, estão a orientação para que todo médico solicite o exame para pacientes acima de 45 anos, além de incentivar as pessoas a realizarem o teste rápido nas Unidades Básicas de Saúde.