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O presidente Luiz Ina?cio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira, 29 de outubro, o termo de posse do novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. Boulos substitui Márcio Macêdo, que comandou a pasta desde o início do governo, em janeiro de 2023. A Secretaria-Geral é o principal canal de interlocução do Governo do Brasil com os movimentos sociais.
Em cerimônia no Palácio do Planalto, ao assumir a Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos parabenizou Márcio Macêdo pelo trabalho na reconstrução do processo de participação social e ressaltou que vai continuar a missão de dialogar com todos.
A proposta é dialogar com todo mundo, não só com quem já concorda com a gente. Porque a gente sabe que as políticas que mudam a vida das pessoas, elas não nascem só de palácios e de gabinetes. Elas nascem do povo, dos territórios populares, nascem das ruas. O presidente Lula sabe muito bem disso"
“O presidente Lula me deu a missão, como ministro da Secretaria-Geral da Presidência, de ajudar nessa reta final do terceiro mandato a colocar o governo na rua, a rodar todos os cantos desse país, ouvir as pessoas, conversar olho no olho, ter a humildade de ouvir críticas e, ao mesmo tempo, apresentar o que o governo tem feito pelo povo brasileiro”, destacou.
O deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) será o novo ministro da Secretaria Geral da Presidência da República (SGPR). O presidente Lula anunciou a nomeação de Boulos para substituir Márcio Macêdo, que comandou a pasta desde o início do governo, em janeiro de 2023. A Secretaria Geral é o principal canal de interlocução do Governo do Brasil com os movimentos sociais.
Márcio Macêdo ocupou função semelhante em 2002, como secretário municipal de Participação Popular de Aracaju sob o então prefeito Marcelo Déda. Atuou também na área ambiental, ao se tornar gerente executivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Sergipe, sob indicação da ministra Marina Silva do primeiro governo Lula. Também com Marcelo Déda, agora governador, foi secretário estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. Ficou até 2010, quando disputou a eleição e se elegeu deputado federal. Ele também disputou a Câmara Federal em 2022, para onde deverá voltar a ocupar uma cadeira.
O ex-ministro da SGPR teve papel destacado na organização das caravanas de Lula pelo Brasil, entre o final de 2017 e início de 2018. Também exerceu liderança importante no período de resistência à prisão política de Lula em abril de 2018. Coordenou a organização do G20 Social, no ano passado, no Rio de Janeiro, durante a presidência do Brasil no grupo multilateral. E participou recentemente das articulações para a participação social ganhar protagonismo na COP 30, que ocorre em Belém em novembro.
Os candidatos Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) vão disputar o segundo turno das eleições em São Paulo. Nunes teve 29,49% dos votos válidos e Boulos, teve 29,06%. O terceiro colocado, Pablo Marçal (PRTB), alcançou 28,14% dos votos. Até agora, foram apurados 99,52% das urnas. Ricardo Nunes - Assumiu o protagonismo político na cidade de São Paulo ao ocupar a cadeira de prefeito após a morte de Bruno Covas (PSDB), que faleceu em 2021, vítima de câncer. O candidato do MDB, antes de ser prefeito, foi vereador entre 2013 e 2020, tendo sido apadrinhado nesta campanha pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e, de modo mais discreto, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Empresário, tornou-se bem sucedido no ramo de controle de pragas, com uma empresa especializada no ramo da desinfecção de navios nos portos do país. Foi fundador da Associação Brasileira das Empresas de Tratamento Fitossanitário (Abrafit) e diretor da Associação Empresarial da Região Sul de São Paulo (AESUL). Também foi presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Paulo. Como político na Câmara Municipal, se notabilizou ao presidir a comissão parlamentar de inquérito sobre sonegação de impostos, a CPI da Sonegação Tributária. Também ficou conhecido por defender a anistia a templos religiosos e defender pautas conservadoras. É filiado ao MDB desde os 18 anos. Foi alçado a vice de Bruno de Covas quando o adversário, e derrotado, destas eleições José Luiz Datena desistiu do pleito. Nunes tem sua base eleitoral na zona sul, na região do Grajaú. Seu vice é o ex-coronel da reserva da polícia militar e ex-presidente da Ceagesp, Ricardo de Mello Araújo, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Com 56 anos, é casado e tem três filhos. Na campanha de 2020 e nesta também teve que defender-se das acusações de ter violência doméstica contra a companheira Regina Carnovale, em 2011. A esposa teria feito um boletim de ocorrência sobre ameaças e injúria. Nunes chegou a alegar que o documento era falso, mas a Secretaria de Segurança Pública confirmou a veracidade do documento. Também esteve envolvido em acusações de favorecimento em contratos da prefeitura a amigos, teve que lidar com denúncias de participação do PCC em contratos de transporte público e de superfaturamento em licitações. Guilherme Boulos - Pela segunda vez, Guilherme Boulos, do PSOL, participa de um segundo turno na disputa pela cadeira de prefeito de São Paulo. O atual deputado federal liderou a maioria das pesquisas de sondagem de voto durante toda a campanha, mas sempre com margens apertadas para os demais candidatos, principalmente Ricardo Nunes (MDB) e Pablo Marçal (PRTB). Professor, psicanalista, escritor e ativista dos direitos à moradia, Boulos é a esperança da esquerda retomar o comando da principal cidade do país, considerada estratégica para as próximas eleições presidenciais em 2026. Tem a ex-prefeita de São Paulo, ex-deputada e ex-ministra Marta Suplicy como vice e o apoio do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Com 42 anos, o candidato socialista iniciou sua trajetória política como militante do movimento por moradia, sendo um dos principais dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). Foi preso em função de seu ativismo, processado várias vezes, mas nunca chegou a ser condenado. Chegou a candidatar-se a presidente do país em 2018 pelo PSOL, numa coligação com o PCB e o movimento indígena. Na época, sua vice foi a atual ministra Sonia Guajajara, atual ministra dos Povos Indígenas. A chapa teve 617.122 votos, ficando em no modesto décimo lugar no primeiro turno. Em 2020 chegou a disputar o segundo turno das eleições, mas foi derrotado pelo então prefeito Bruno Covas, que faleceu em 2021. À época, o vice Ricardo Nunes assumiu o comando da prefeitura da capital. Em 2022, o candidato do PSOL foi o primeiro mais votado em São Paulo e segundo mais votado do país na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados, com cerca de 1.001.453 votos. Na véspera da eleição denunciou a publicação de um falso laudo médico por parte da campanha de Pablo Marçal, acusando-o de depressão pelo uso de drogas. Por causa disso, Marçal teve suas redes sociais suspensas pelo Tribunal Regional Eleitoral. Casado com Natalia Szermeta, tem duas filhas. É filho de um casal de médicos e neto de libaneses.
TV Globo reuniu para debate, nos estúdios da emissora, os candidatos à Presidência da República Alvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede). Jair Bolsonaro (PSL) informou que não compareceria por recomendação médica. Os presidenciáveis debateram ideias, apresentaram propostas e atacaram o candidato ausente, Jair Bolsonaro (PSL). O último debate do primeiro turno foi dividido em quatro blocos: no primeiro e no terceiro blocos, os candidatos fizeram perguntas com tema livre; no segundo e no quarto blocos, os candidatos fizeram perguntas com temas definidos por sorteio; e no quarto bloco, os candidatos também apresentaram as considerações finais.
A Band realizou na noite desta quinta-feira o primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República. Estiveram presentes nos estúdios no Morumbi, em São Paulo: Alvaro Dias (PODEMOS), Cabo Daciolo (PATRIOTA), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (REDE), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT). O candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, também foi convidado, mas não conseguiu uma autorização da Justiça para deixar a prisão. Lula enviou uma carta à Band. No primeiro bloco, os candidatos responderam a uma pergunta dos leitores do jornal Metro com o tema emprego. No segundo bloco, os candidatos responderam perguntas elaboradas por jornalistas da Band. No terceiro bloco, os candidatos voltaram a realizar perguntas entre eles. No quarto bloco, os candidatos voltaram a responder perguntas elaboradas por jornalistas da Band. No quinto e último bloco, os candidatos realizaram as considerações finais, com o tempo de 1min30s para cada. Assista o debate na intégra no Player abaixo.