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Os bancários da Caixa Econômica Federal realizaram uma manifestação em frente à agência do banco em Brumado, nesta quarta-feira (15), como parte do movimento grevista da categoria. A mobilização ocorre em meio às negociações trabalhistas entre os bancários e a instituição financeira.
A Caixa é, neste momento, a única instituição entre os bancos envolvidos nas negociações que mantém os trabalhadores mobilizados na região. A categoria cobra avanços em pontos relacionados às condições de trabalho e ao Acordo Coletivo, além de medidas referentes à manutenção das agências e ao plano de saúde dos empregados.
O movimento grevista também provocou uma mudança no andamento das negociações. Após o início da paralisação, a Caixa sinalizou a retomada das discussões com os representantes dos trabalhadores, abrindo caminho para uma nova rodada de negociação.
Durante o ato realizado em Brumado, os bancários promoveram ainda uma ação voltada à comunidade. Um estande de saúde foi montado no local para oferecer gratuitamente serviços como aferição da pressão arterial e testes de glicemia.
Uma nova reunião entre representantes da Caixa e dos trabalhadores está prevista para esta quarta-feira (16). Após a apresentação da proposta, a categoria deverá avaliar os termos discutidos e definir os próximos passos do movimento. Até o momento, a greve permanece por tempo indeterminado.
Desde junho deste ano, bancários e bancárias de todo o Brasil estão em plena Campanha Nacional Unificada para a manutenção e renovação dos direitos da categoria. Até o momento foram 14 rodadas de negociações com a Federação Nacional dos Bancos e, apesar da tentativa de diálogo, os bancos ignoraram a maioria das reivindicações. Durante as reuniões, eles propuseram retirar direitos adquiridos historicamente pela classe, além de ofereceram um reajuste de 5,8% no salário, um porcentual bem abaixo da inflação. Os principais pontos reivindicados são: Garantia dos empregos, proteção aos trabalhadores adoecidos, contratação de mais bancários, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral e tratamento daqueles que ficaram com sequelas da Covid-19.