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O Brasil completa, em 2026, dez anos sem registrar casos de raiva humana transmitida pelas variantes de cães (AgV1 e AgV2). Para reforçar a prevenção e o controle da doença, especialmente nas áreas de fronteira, o Ministério da Saúde realiza neste sábado (22/9) a abertura simultânea da Campanha de Vacinação Antirrábica Canina e Felina na Fronteira, com mobilizações no Acre, em Rondônia, no Mato Grosso do Sul e na Bolívia, reunindo representantes do Brasil, da Bolívia e do Peru.
Para apoiar a campanha, o Ministério da Saúde disponibilizou vacinas antirrábicas para cães e gatos e materiais para as ações de vacinação nos três municípios brasileiros, além de apoiar atividades na Bolívia e no Peru. Foram fornecidos equipamentos como caixas térmicas, termômetros, cambões, cordas e focinheiras, utilizados para garantir a conservação adequada das vacinas e a segurança dos profissionais e dos animais.
“Essa ação fortalece a vigilância integrada da raiva e a vacinação de cães e gatos em regiões de fronteira, onde a circulação de pessoas e animais entre diferentes países exige ações coordenadas de prevenção e controle”, explica o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT), Francisco Edilson Ferreira.
O comandante do 9º Batalhão Especializado de Instrução e Capacitação (9º BEIC), Tenente-Coronel PM Moreira, participou do Curso de Patrulhamento Rural e Combate ao Abigeato, realizado entre os dias 13 e 17 de abril de 2026, em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, região de fronteira com a cidade de Rivera, no Uruguai. A capacitação foi promovida pelo Comando Regional de Polícia Militar de Fronteira Oeste, vinculada ao 2º Regimento de Polícia Montada (2º RPMon), reunindo profissionais da segurança pública para o aperfeiçoamento das ações desenvolvidas em áreas rurais.
Durante o curso, os participantes aprofundaram conhecimentos voltados ao planejamento e execução de operações em ambiente rural, com foco no enfrentamento aos crimes no campo e na aplicação da legislação específica. Também foram abordadas técnicas de patrulhamento rural comunitário, procedimentos de abordagem em áreas afastadas, uso da inteligência policial e estratégias integradas de atuação em regiões de fronteira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (22/4), a contratação de 1 mil novos policiais federais para reforçar o combate ao crime organizado no Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais, Lula detalhou que serão nomeados 630 agentes, 160 escrivães, 120 delegados, 69 peritos e 21 papiloscopistas. A previsão é que até o final deste ano, pela primeira vez na história, todos os cargos da Polícia Federal estejam ocupados.
“Eu recomendei ao meu ministro da Justiça que fizesse uma convocação a todos os agentes da polícia e delegados que estão prestando serviço fora da Polícia Federal, em outros departamentos, para que voltem para a Polícia Federal, porque nós assumimos o compromisso de fazer uma guerra contra o crime organizado. E nós precisamos dos policiais em serviço na Polícia Federal e não em outro serviço”, explicou Lula.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, ressaltou a importância da medida. “Expressa o compromisso do senhor [presidente] como um verdadeiro e efetivo combate ao crime organizado. Não é possível combater o crime organizado sem medidas concretas como essas e outras que o governo adotará”, disse.
No mesmo vídeo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a medida representa um avanço extraordinário para o trabalho da corporação. “É a materialização do seu compromisso e do compromisso do Ministério da Justiça com o real enfrentamento ao crime organizado. Isso vai permitir que a gente amplie a nossa atuação nas regiões de fronteira, em portos, aeroportos na defesa do nosso patrimônio ambiental, dos nossos biomas e com isso a gente preste melhores serviços à sociedade”, declarou.