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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve o registro de sua candidatura à Presidência da República impedido nesta quinta-feira (13) após uma filiação partidária indevida registrada no sistema da Justiça Eleitoral. O parlamentar pretendia formalizar sua candidatura pelo Partido Liberal, mas foi surpreendido ao acessar as plataformas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e constatar que aparecia vinculado ao partido Missão.
Segundo a campanha de Flávio Bolsonaro, a inconsistência foi identificada no momento em que os responsáveis tentavam realizar o registro da candidatura. A equipe afirma que o PL perdeu o acesso ao sistema utilizado para o procedimento e não conseguiu concluir a formalização.
A defesa do senador informou que pretende solicitar o restabelecimento da filiação de Flávio ao PL e também pedir à Polícia Federal a abertura de uma investigação para apurar como a alteração foi realizada.
O TSE, por sua vez, informou que não identificou um ataque hacker contra os sistemas da Corte. Segundo o tribunal, houve uso indevido da ferramenta por alguém que possuía as credenciais vinculadas à legenda Missão.
Diante do episódio, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral e determinou a abertura de investigação pela Polícia Judiciária. O Partido Liberal também apresentou um pedido para desfazer a filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão, medida que passou a ser analisada pela Justiça Eleitoral.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou na noite desta terça-feira (27) sua saída do União Brasil e anunciou filiação ao Partido Social Democrático (PSD). A mudança partidária foi divulgada por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, sinalizando um novo alinhamento político com vistas ao cenário eleitoral de 2026.
Na gravação, Caiado aparece ao lado dos governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, ambos filiados ao PSD. Os três são apontados como nomes em potencial para a disputa presidencial e reforçaram a ideia de construção coletiva dentro da legenda. Segundo eles, a definição de uma eventual candidatura será feita internamente, com apoio mútuo entre os integrantes do grupo.
Durante o anúncio, Caiado destacou que o movimento não é motivado por interesses individuais, mas por um projeto político mais amplo. Ele afirmou que o grupo pretende apresentar ao país uma alternativa construída de forma conjunta, priorizando a união e o compromisso com o futuro do Brasil.
Os governadores também ressaltaram a necessidade de um novo direcionamento para o país, com foco em desenvolvimento, modernização e políticas públicas que atendam às demandas sociais. A chegada de Caiado ao PSD fortalece o partido no cenário nacional e amplia as articulações para as eleições presidenciais de 2026.