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Foi lançado oficialmente nesta quinta-feira (2), na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), o Movimento Bahia pela Educação, uma iniciativa inédita que reúne governo, setor produtivo, municípios e sociedade civil em torno do desafio de garantir que, até 2030, pelo menos 80% das crianças baianas estejam alfabetizadas na idade certa, ao final do 2º ano do ensino fundamental.
Segundo dados do MEC (2024), apenas 36% das crianças baianas chegam ao final do 2º ano alfabetizadas. Em 65% dos municípios, menos de 40% dos estudantes atingem o nível adequado de leitura. O quadro foi classificado pelos participantes como um desafio que precisa de mobilização urgente e conjunta.
O movimento é articulado pela FIEB, por meio do Serviço Social da Indústria (SESI Bahia), em parceria com a União dos Municípios da Bahia (UPB), Governo do Estado, Secretaria de Educação, Ministério Público da Bahia, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-BA), Federação das Empresas de Transporte (Fetrabase) e Sebrae-BA.
Os primeiros efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos começam a aparecer nas exportações da Bahia. Segundo análise da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), embora o comportamento das exportações para o mercado americano tenha sido, inicialmente, mais resiliente do que o das exportações totais do estado, os dados já apontam impactos significativos sobre setores estratégicos da economia baiana, principalmente entre alguns dos produtos que foram sobretaxados.
Na comparação entre os meses de julho e agosto de 2025, as exportações totais da Bahia registraram queda de 19,4%, passando de US$ 934,6 milhões para US$ 753,7 milhões. Na contramão desse movimento, as exportações baianas para os Estados Unidos aumentaram 9,8% no mesmo período, atingindo US$ 64,1 milhões.
Apesar do crescimento agregado, o detalhamento por tipo de produto revela que o aumento foi impulsionado, principalmente, por itens isentos de sobretaxa, cujas vendas mais do que dobraram (alta de 136,7%). Já os produtos afetados diretamente pelo tarifaço viram suas exportações recuarem 42,8%.
A indústria baiana registrou um crescimento de 2,7% em 2024, impulsionada pelo avanço de 2,9% no setor de transformação, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE, divulgada neste mês. O resultado acompanha a tendência nacional, que teve alta de 3,7%, e marca uma recuperação das perdas de 2023. O destaque ficou para a fabricação de produtos químicos, com alta de 6,4%, o que representa uma recuperação para o segmento, que sofreu uma perda de 10% no ano anterior. O refino de petróleo e biocombustíveis, responsável por quase um terço da produção industrial baiana, avançou 4,2%, consolidando seu terceiro ano consecutivo de crescimento. “A indústria de transformação teve um crescimento muito parecido com o que a Fieb esperava, com destaque, em termos de peso nesse crescimento e não de crescimento individual, para o refino pelas razões que eu já coloquei, principalmente o crescimento da produção da Acelen de querosene para a aviação, diesel e parafina”, detalha Vladson Menezes, superintendente da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB). Vale destacar que outros segmentos do arcabouço da indústria de transformação também impactaram positivamente no resultado de 2024: bebidas, alimentos, borracha e plástico, além de celulose e papel. A análise foi feita pelo Observatório da Indústria, com base nos dados da PIM-PF do IBGE.
A Bahia fechou o ano com alta de 5,2% das exportações e alta expressiva das importações (25,4%) em 2024, com relação ao ano de 2023, de acordo com o Relatório de Acompanhamento do Comércio Exterior da Bahia – RACEB, elaborado pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). O resultado das exportações foi o segundo melhor da série histórica, ficando atrás apenas de 2022. Apesar da redução de 3,6% nos preços dos produtos exportados, o volume de embarques registrou um avanço de 3,0%, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Mdic, e os produtos que mais contribuíram para esses números foram a soja (20%), seguido por óleo combustível, celulose solúvel, algodão, bulhão dourado (ouro), bagaços de soja, celulose em pasta, minérios de níquel, sulfetos de minérios de cobre e pneus. No caso das importações, houve um crescimento expressivo de 25,4%, totalizando US$ 10,7 bilhões em 2024. Os preços dos produtos importados apresentaram uma queda de 6,6%, enquanto o volume importado teve um aumento de 8%, conforme os índices da Secex. De acordo com a economista do Observatório da Indústria, Natali Paz, o aumento das importações impacta negativamente no saldo da balança comercial, mas, por outro lado, esse movimento de altas das compras externas da Bahia em 2024, indica um aquecimento na dinâmica econômica do estado, já que os produtos mais importados foram combustíveis, notadamente GNL, e aquisição de maquinário. “São produtos que dinamizam a economia local, indicam investimentos no estado. No entanto, se este ritmo persistir, isso pode refletir um problema estrutural do estado”, avalia. Já o Brasil apresentou leve recuo nas exportações, uma queda de 0,8% enquanto as importações nacionais fecharam o ano com alta de 9,2%, com destaque para a alta das compras externas por combustíveis. O destaque nacional ficou por conta da Indústria de Transformação, que registrou um recorde de US$ 181,8 bilhões nas exportações, o maior valor apurado na série histórica, iniciada em 1997. O saldo da balança comercial brasileira ficou em US$ 75,2 bi, bem inferior ao registrado em 2023 (US$98,9 bilhões). Para 2025, o Banco Mundial projeta um cenário de estabilização do crescimento econômico, apesar da desaceleração das principais economias globais, com destaque para a China, maior parceiro comercial do Brasil e da Bahia. No contexto nacional, a expectativa do mercado aponta para uma alta da inflação, que pode atingir 5,60%, câmbio a R$6,00 e um aumento da taxa básica de juros, podendo chegar a 15%, que desaquece ainda mais a dinâmica econômica. A expectativa para o crescimento do PIB tanto nacional quanto baiano é na casa dos 2%. Esses fatores representam um ponto de atenção para a indústria, que também enfrenta desafios diante das recentes medidas protecionistas adotadas por Donald Trump, especialmente no setor siderúrgico — no qual o Brasil se destaca como o segundo maior exportador de aço para os EUA.
Com a presença de autoridades e empresários industriais de Vitória da Conquista, a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) realiza, na próxima terça-feira, 28.1, às 15h, o encontro Agenda Estratégica da Indústria 2025. O encontro será realizado na Unidade Integrada do Sistema FIEB, em Vitória da Conquista, localizada na Rua Olívia Flores, 3.900, bairro Universidade. Além de tratar de temas de interesse do setor industrial do município, o evento também contará com a presença de autoridades municipais, que terão a oportunidade de conhecer a atuação do Sistema Indústria no Sudoeste. O Sistema FIEB – SESI, SENAI, IEL, FIEB, CIEB - está presente em Vitória da Conquista, atuando de forma articulada nas áreas de Educação, Qualificação profissional, Saúde e Segurança no Trabalho, defesa de interesses da indústria, dentre outros, desenvolvendo projetos de inovação, desenvolvimento empresarial, dentre outros. O objetivo é desenvolver e apoiar a competitividade da indústria local.
Passados quatro meses desde que a FIEB lançou relatório com estimativas sobre os impactos da pandemia nas atividades econômicas, a Gerência de Estudos Técnicos acaba de publicar um novo documento, atualizando as previsões. A estimativa é de queda de 7,2% para o PIB da Bahia, considerando que o auge da pandemia já passou e haverá uma recuperação lenta da economia. “Esse estudo não pretende exaurir o tema e deve ser reavaliado constantemente. Assim, espera-se que ele possa contribuir no combate aos efeitos econômicos da epidemia do coronavírus na Bahia”, explica o superintendente da FIEB, Vladson Menezes, lembrando que a análise está baseada em dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI/SEPLAN-BA) e do IBGE, além de projeções das consultorias Datamérica e Focus. Pelo relatório, é possível verificar os efeitos da suspensão de atividades na indústria baiana a partir de abril. Comparando-se o quarto mês de 2020 com o de 2019, verifica-se queda de 26,2% da Indústria de Transformação e Extrativa. A produção de automóveis parou e a de Plásticos e Borracha, que se caracteriza na Bahia pela produção de pneus, teve queda de 70,8%. Foram registradas quedas expressivas também nos segmentos produtores de bens de consumo final de Calçados (-69,9%) e de Bebidas (-57%). O resultado do bimestre abril-maio de 2020 apresentou queda de 23,4% na comparação com igual período de 2019.
A retomada das atividades empresariais no estado foi discutida em videoconferência, na tarde desta quinta-feira (28), pelo governador Rui Costa e o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban, além de membros da diretoria e conselheiros da entidade. Em transmissão nas redes sociais, na noite desta quinta (28), Rui informou que ficou acordada a criação de uma comissão para discutir o retorno juntamente com adoção de protocolos de segurança. Esta comissão será formada por secretários da administração estadual e integrantes das federações do Comércio, Indústria e Agricultura. Segundo o governador, a previsão é de que a primeira reunião ocorra na próxima semana. “O objetivo é fazer um planejamento da retomada e aceleração da geração de emprego e da renda na Bahia após a pandemia. Já temos um esboço de projeto que será compartilhado com as federações e serão recolhidas as contribuições dos diferentes setores. Queremos ouvir também sugestões dos trabalhadores e sindicatos. Amanhã [sexta-feira, 29] assino o decreto que viabiliza a formação desse grupo de trabalho. A primeira reunião já acontecerá na segunda-feira [1º]”. O presidente da Fieb destacou a relevância da iniciativa para melhor estruturar o momento de retomada. "A participação do governador Rui Costa na reunião da Diretoria da Fieb foi fundamental para o setor industrial. Ao conversar com empresários baianos e entender suas dificuldades neste momento de pandemia, ele decidiu criar um grupo de trabalho para discutir a retomada do setor produtivo, valorizando produtores locais e reunindo comércio, indústria e agricultura. Este grupo pode ajudar a construir saídas para as empresas, em um momento tão difícil e desafiador”, disse Ricardo Alban.