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Um desabamento ocorrido na manhã desta quinta-feira (10), em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, terminou com quatro pessoas mortas e outras duas feridas. O acidente aconteceu durante as obras de construção de um galpão pertencente à Galvani, empresa do setor de fertilizantes.
Segundo as informações iniciais, três vítimas morreram ainda no local do acidente. Uma quarta pessoa chegou a receber atendimento médico e foi encaminhada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. As outras duas pessoas atingidas pelo desabamento foram socorridas e permanecem com quadro de saúde considerado estável.
Após o acidente, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Corpo de Bombeiros e do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foram mobilizadas para atender a ocorrência. A própria empresa também disponibilizou ambulâncias para auxiliar no resgate e atendimento às vítimas.
Em comunicado, a Galvani informou que o desabamento aconteceu por volta das 10h, enquanto a unidade estava sendo construída no município. De acordo com a empresa, os trabalhadores envolvidos pertenciam a uma companhia terceirizada contratada para atuar na obra.
A empresa afirmou que, neste momento, sua prioridade é oferecer assistência às vítimas e aos demais envolvidos no acidente. As equipes responsáveis pelo atendimento permanecem mobilizadas para prestar o suporte necessário.
A Galvani também declarou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração do caso.
O governo federal definiu como serão aplicados os R$ 13,5 bilhões em linhas de crédito do Plano Brasil Soberano destinados a empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos e pelos impactos de conflitos e da instabilidade internacional.
A resolução que detalha a distribuição dos recursos foi publicada nesta segunda-feira (24) no Diário Oficial da União (DOU) pelo Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano. O pacote havia sido anunciado pelo governo em julho e dependia da regulamentação para avançar.
A maior parte do dinheiro, R$ 5 bilhões, será direcionada a exportadores e fornecedores atingidos pelo aumento das tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Outros R$ 3,5 bilhões serão destinados a empresas que exportam para países do Golfo Pérsico, região afetada pelo conflito no Oriente Médio.
Divisão dos recursos
Os R$ 5 bilhões restantes serão distribuídos entre três áreas consideradas estratégicas pelo governo:
No caso dos minerais, o crédito poderá financiar atividades de lavra, etapa de extração do minério. As atividades deverão estar associadas ao beneficiamento, refino ou transformação da matéria-prima.
A estratégia amplia o alcance do programa para além das empresas diretamente atingidas pelo tarifaço. O governo também pretende fortalecer setores considerados importantes para a segurança das cadeias produtivas e para o comércio exterior.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou, nesta quinta-feira, 14 de maio, a fábrica de fertilizantes nitrogenados na Bahia (Fafen-BA), que retomou a produção em janeiro de 2026. Na ocasião, ele destacou a importância da reativação da unidade para a produção de fertilizantes no país. “Eu vou dizer para vocês da minha alegria de estar aqui neste momento em que a gente está retomando a produção na Fafen. Eu ouço isso há muito tempo.”
O Brasil é um país agrícola e o segundo maior produtor de alimentos, em alguns momentos chega a ser o terceiro, e precisa de fertilizantes. O país não pode importar 90% dos fertilizantes de que a nossa agricultura necessita. Ele precisa ser autossuficiente e produzir fertilizantes" - Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República.
O presidente também reforçou o papel dos fertilizantes para agricultura: “O Brasil é um país agrícola e o segundo maior produtor de alimentos, em alguns momentos chega a ser o terceiro, e precisa de fertilizantes. O país não pode importar 90% dos fertilizantes de que a nossa agricultura necessita. Ele precisa ser autossuficiente e produzir fertilizantes”, afirmou Lula.
Com investimento de R$ 100 milhões, a Fafen-BA tem capacidade de produção de 1.300 toneladas diárias de ureia, o que representa aproximadamente 5% da demanda nacional. A retomada integra a carteira de fertilizantes do Novo PAC, cujo valor consolidado é de cerca de R$ 5,9 bilhões.