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As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), no trecho que corta o Sudoeste da Bahia, serão retomadas nos próximos dias. A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). As atividades estavam suspensas desde o último dia 1º de abril, com cerca de 75% do trecho já concluído. A retomada ocorrerá no chamado lote 4F, que integra o Fiol 1 — trecho que liga Ilhéus, no Litoral Sul, a Caetité, no Sudoeste baiano, com extensão de 537,2 km. As obras contemplam os municípios de Brumado, Tanhaçu, Ibiassucê, Caetité, Lagoa Real e Rio do Antônio, localizados no território de identidade Sertão Produtivo. Em Caetité, também está prevista a construção de um terminal intermodal, que deve facilitar o escoamento de cargas. A ferrovia está sendo executada pela Bahia Ferrovias S.A., empresa vinculada à Bamin (Bahia Mineração S.A.), e integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante visita à cidade de Ilhéus em julho de 2023. Além do Fiol 1, a ferrovia será composta por mais dois trechos: o Fiol 2, entre Caetité e Barreiras; e o Fiol 3, de Barreiras a Figueirópolis, no Tocantins, que ainda aguarda liberação da licença de instalação. Quando concluída, a Fiol terá uma extensão total de 1.527 km, conectando o futuro Porto Sul, em Ilhéus, à Ferrovia Norte-Sul, em Figueirópolis (TO), consolidando um dos maiores corredores logísticos do país.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abrirá uma investigação para apurar um possível descumprimento contratual após a suspensão das obras da primeira etapa da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), trecho que liga Caetité a Ilhéus, na Bahia. A paralisação foi anunciada na terça-feira (01/04) pela BAMIN, empresa responsável pelo projeto, que encerrou o contrato com a construtora Prumo Engenharia na segunda-feira (31/03). Até o momento, já foram investidos R$ 784 milhões na obra. Impacto nos trabalhadores e no cronograma - De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav), cerca de 300 funcionários serão demitidos em decorrência da desmobilização. Os trabalhadores foram informados sobre a decisão na segunda-feira, sem detalhes sobre prazos para retomada. A Fiol foi a primeira obra anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em julho de 2023. O trecho em questão, com 537 quilômetros de extensão, corta 19 municípios baianos e tem como objetivo principal escoar minério de ferro da BAMIN e grãos da região, impulsionando o desenvolvimento logístico e econômico do estado. Pressão por prazos e incertezas - Inicialmente, a BAMIN previa a conclusão da primeira etapa para 2027, mas o presidente Lula pediu agilidade para que a entrega fosse antecipada para 2026, ano de eleições municipais. A suspensão abrupta das obras, no entanto, coloca em dúvida o cumprimento desse cronograma. A ANTT ainda não se pronunciou sobre eventuais penalidades ou prazos para regularização do contrato. Enquanto isso, trabalhadores e prefeituras da região aguardam esclarecimentos sobre o futuro do projeto, considerado estratégico para a logística do agronegócio e da mineração no interior da Bahia.
Na última segunda-feira (18), durante a vistoria técnica à Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), em São Desidério (BA), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas anunciou que o Exército Brasileiro deve assumir as obras do Lote 6 obra da Fiol. "O Exército vem fazendo um trabalho extraordinário, como foi feito nas obras da BR-163/PA, e agora vai participar das obras do trecho entre Bom Jesus da Lapa e São Desidério", destacou o ministro, em nota. O 4º Batalhão de Engenharia de Construção (4º BEC), de Barreiras, e o 2º Batalhão Ferroviário, de Araguari, serão responsáveis pela conclusão do Lote 6, entre Bom Jesus da Lapa (BA) e São Desidério (BA). De acordo com informações do BNews, o ministro percorreu um trecho da ferrovia e visitou o canteiro de obras e uma fábrica de dormentes em São Desidério. A cidade é considerada o maior produtor de grãos do país - em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) agrícola da cidade chegou a R$ 3,63 bilhões, um novo recorde para o agronegócio baiano e será beneficiada com a possibilidade de escoar a produção sobre trilho. As obras são divididas em dois trechos: Fiol 1 lhéus (BA)/Caetité(BA) e Fiol 2 Caetité(BA)/Barreiras(BA). O trecho 2 da Fiol, entre Caetité (BA) e Barreiras (BA), tem 485,4 km de extensão, conta com investimento de R$ 2,7 bilhões e encontra-se com 39% das obras executadas. De acordo com o Minstério da Infraestrutura, seu traçado busca conectar a região produtora de grãos do oeste da Bahia ao porto de Ilhéus. Já o trecho 1 está com o seu projeto de concessão encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) para, em seguida, ter a publicação do edital de leilão, previsto para o final de 2020.
Os presidentes e vice-presidente das quatro empresas chinesas que integram o consórcio com a Bahia Mineração para a exploração da mina de minério de ferro de Caetité, construção do Porto Sul e Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) participaram de reunião com o governador Rui Costa, no final da manhã desta segunda-feira (13), na Governadoria, em Salvador. Esta é a primeira vez que os presidentes visitam a capital baiana para discutir o andamento dos três projetos que são desenvolvidos em parceria com a Bahia Mineração (Bamin). Na reunião foram abordados aspectos técnicos e o potencial de cada um dos empreendimentos, além de medidas para acelerar o processo de aprovação do projetos tanto no Brasil quanto na China. O governador Rui Costa destacou a contribuição dos projetos para o desenvolvimento econômico e social para o estado. “Temos avanços em três projetos que são importantes para o estado. Neste momento a mineração servirá como alavancagem inicial para essa grande obra de infraestrutura que envolve a ferrovia e o porto. Nós vamos integrar diversas regiões do estão garantindo a chegada de empresas, empregos e renda para a população”, argumenta. O presidente da Bahia Mineração, Eduardo Ledsham, destacou que a reunião com os presidentes das empresas chinesas representa o interesse de que os projetos sejam iniciados o mais breve possível. “Estamos recebendo hoje os principais executivos do Consórcio Chinês que junto com a Bamin estão desenvolvendo uma parceria para implantação do projeto Pedra de Ferro. A presença dos executivos em seguida da aprovação do estudo econômico da Fiol pelo ministro dos Transportes, na última semana, fortalece a parceria e é uma demonstração clara do consórcio em acelerar a implantação do projeto”.