Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, no trecho conhecido como FIOL II, avançaram mais uma etapa após a assinatura de um novo contrato na quarta-feira (4). O acordo foi oficializado pela Infra S.A. com um consórcio responsável pela conclusão de um segmento de aproximadamente 36 quilômetros no interior da Bahia.
O investimento previsto para a execução das obras é de cerca de R$ 467 milhões. O contrato inclui desde a elaboração dos projetos técnicos — tanto o básico quanto o executivo — até a construção das estruturas necessárias para finalizar o chamado Lote 05FC.
Nesse trecho, além da implantação da via ferroviária, também estão previstas obras complementares importantes, como a construção de pátios de desvio. Essas estruturas são utilizadas para a organização do tráfego ferroviário, permitindo manobras, cruzamentos de trens e melhor fluidez no transporte de cargas.
Conforme o cronograma estabelecido, o consórcio responsável terá prazo de 47 meses para concluir os serviços, contados a partir da emissão da Ordem de Serviço que autoriza o início das atividades. O valor total do contrato firmado chega a R$ 467.970.011,11, seguindo as regras previstas na legislação que regula as empresas estatais no país.
A finalização desse trecho da ferrovia é considerada estratégica para ampliar a capacidade logística da Bahia. Quando concluída, a FIOL deverá facilitar o transporte de grandes volumes de produção do interior do estado até os portos, contribuindo para reduzir custos no escoamento de mercadorias e impulsionar o desenvolvimento econômico regional.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) revisou o planejamento da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e incluiu um novo trecho ferroviário de 16,6 quilômetros no lote que atravessa quatro municípios baianos. A mudança, aprovada em agosto e publicada nesta semana, altera parte do escopo autorizado em fevereiro.
A decisão Sufer nº 168 modificou o artigo 2º da autorização anterior (nº 37), que trata das “Obras Complementares” sob responsabilidade da subconcessionária Bahia Ferrovias S.A. no Lote 2F, entre Ilhéus e Caetité. O traçado contempla os municípios de Manoel Vitorino, Jequié, Itagi e Aiquara.
Além do novo trecho, a ANTT também revisou a localização de dezenas de intervenções menores, como passagens veiculares, passagens em nível, acessos a estradas vicinais e uma passagem de gado, que receberam novos marcos quilométricos. Estruturas maiores já previstas, como a ponte sobre o Rio das Pedras e dois viadutos ferroviários, foram mantidas no projeto, mas reorganizadas no texto atualizado.
se O deputado estadual Antonio Henrique Jr. (PP) solicitou que a audiência pública convocada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) seja debatida na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O pedido foi encaminhado ao presidente da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo da Casa, Eduardo Salles (PP). A audiência está prevista para o dia 12 de março de 2025, em Salvador, mas ainda sem local definido. O parlamentar destacou a importância estratégica da FIOL e da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) para a logística nacional, especialmente no trecho conhecido como FIOL 3. No ofício, Antonio Henrique Jr. ressaltou que a AL-BA, por meio da Comissão de Infraestrutura, tem historicamente desempenhado um papel fundamental no debate sobre a ferrovia e suas contribuições para o desenvolvimento da Bahia. Ele defendeu a participação ativa da Casa Legislativa na discussão para garantir que os interesses do estado sejam representados.
Nesta segunda-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o início da primeira etapa das obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), um importante empreendimento que irá conectar Caetité, no sudoeste baiano, a Ilhéus, cidade localizada na região sul da Bahia. A cerimônia de lançamento da construção ocorreu em Ilhéus. Essa obra é parte do novo Plano Anual de Contratações (PAC) e compreenderá um trecho de 537 quilômetros, percorrendo 19 municípios. A expectativa é de que sejam gerados cerca de 1.200 empregos durante a execução dos trabalhos. A construção da FIOL ficará a cargo da Bahia Mineração (BAMIM), empresa que arrematou a concessão da obra em um leilão. Embora a BAMIM tenha estipulado o prazo de conclusão para 2027, o presidente Lula pediu que haja celeridade na entrega da obra durante seu discurso na cerimônia. "Eu quero fazer um pedido aos empresários: vocês têm que entregar a ferrovia antes do dia 31 de dezembro de 2026. Façam um pouco de hora extra, trabalhem no final de semana, se for necessário, para que a gente possa inaugurar logo. Senão, a gente corre o risco de uma outra 'coisa ruim' voltar nesse país, e ela [FIOL] ficar parada outra vez, então vamos tratar de inaugurar logo essa obra", enfatizou o presidente. Durante o evento, uma das funcionárias da BAMIM, Sandra Argolo, foi convidada ao palco para discursar sobre a importância do projeto da FIOL. Emocionada, ela foi amparada por Lula, que a acompanhou durante todo o discurso. A Ferrovia de Integração Oeste-Leste representa um importante avanço para a infraestrutura do estado da Bahia e deve impulsionar o desenvolvimento econômico da região, além de facilitar o escoamento de produtos e mercadorias. O governo reforça o compromisso com a obra e com a geração de empregos, buscando assim promover o crescimento sustentável e melhorias na qualidade de vida da população.
Foi realizado pelo Crea-BA, na última terça-feira (18) um webinário, transmitido ao vivo pelo Youtube, sobre a Implantação do Porto Sul e a Construção da Ferrovia Oeste-Leste. O vice-governador da Bahia e secretário estadual do Planejamento, João Leão, foi um dos participantes do evento e falou sobre a importância dessas obras para o Brasil e em especial para a Bahia e municípios onde a ferrovia irá passar. “Estamos fazendo uma varredura do traçado da Fiol em parceria com a CBPM e descobrindo todos os minerais de Ilhéus até Barreiras, numa extensão de 100km em cada margem da ferrovia. Hoje nosso estado é o maior produtor de diamantes, segundo maior de esmeraldas e o 4° maior produtor de ouro do país. Queremos crescer ainda mais com a Fiol. A Bahia vai deixar de ser vagão e se tornar locomotiva para o país!”, disse João. A discussão contou ainda com a participação do presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, Joseval Carqueija; do vice-presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, João Carlos Pimenta; do gerente regional da Agência Nacional de Mineração (ANM), mário Carvalho; do presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Odacil Ranzi; do secretário de desenvolvimento econômico de Jequié, Celso Galvão; do presidente da União dos Prefeitos da Bahia, Zenildo Brandão Santana (Zé Cocá); do deputado Antonio Henrique de Sousa Moreira Junior; e do representante da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Claúdio Murilo Micheli Xavier.
O pouco empenho de empresários e políticos baianos na defesa da FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) tem preocupado integrantes da cúpula do Ministério de Infraestrutura estão preocupados com Segundo o jornalista Jairo Costa Júnior informou na coluna Satélite do Correio, o núcleo-duro da pasta acredita que este é o único ponto vulnerável da obra. O leilão para subconcessão do trecho 1 da ferrovia está marcado para acontecer no próximo dia 8 de abril, na B3 (Bolsa Brasileira de Valores), em São Paulo. O lote possui 537 km de extensão, sendo que mais de 73,6% desse total já foram executados. O valor mínimo para outorga do trecho é de R$ 32,7 milhões. A concorrência despertou o interesse de investidores internacionais, em particular chineses, mas também de operadores logísticos nacionais, como a VLI, formada pela Vale, Mitsui, FI-FGTS, Brookfield e BNDES, e a Rumo, do grupo Cosan. Também deu uma injeção de ânimo ao governo da Bahia e a empresas como a Bamin (Bahia Mineração), direta e imediatamente beneficiada com o novo modal. Adversários do projeto tem feito campanha na opinião pública para retardar o leilão, alegando que o projeto “assusta” a população próxima do Porto Sul em Ilhéus e seria desnecessária, já que o escoamento de minérios vindos de Caetité, principal objetivo deste primeiro trecho, poderia ser feito pela Ferrovia Centro-Atlântica, operada pela VLI. mSegundo apuração da editora da revista In the Mine, Tébis Oliveira, os argumentos são infundados. “Como sempre no Brasil hoje em dia, sobra ativismo e falta diálogo. Há muito Ilhéus não vive de cacau. Caetité e toda a região em seu entorno podem ganhar um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) muito significativo com a atuação da Bamin, que trará royalties para o município e o estado da Bahia, criará empregos e renda e incrementará o mercado local e regional”. Em matéria publicada no dia 17 último no site da In the Mine, Tébis também esvazia a tese de que há riscos ambientais envolvidos.
Dando seguimento às tratativas com o Exército para início da participação nas obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), foi realizada, nesta quarta-feira (27), no Quartel General do Exército, em Brasília, reunião para alinhar a estratégia e estabelecer o cronograma de trabalho. A expectativa é que o contrato da parceria seja assinado em até 60 dias e que a obra seja retomada já no início de agosto. Durante o encontro, foi definido que a corporação assumirá o trecho 1 do Lote 6, que fica entre as cidades de Correntina e Santa Maria (BA). Nesta primeira fase, o Batalhão de Engenharia do Exército deverá executar aproximadamente 20 quilômetros da obra. Com a parceria, o Exército voltará a fazer parta da construção de uma grande ferrovia no Brasil após 25 anos. A última participação da corporação ocorreu na construção da Ferroeste, entre os anos de 1993 a 1995. Para o chefe do Departamento de Engenharia e Construção do Exército, general Claudio Coscia Moura, a participação da instituição na Fiol será essencial para a infraestrutura do país. “Tenho certeza de que essa será uma grande parceria, além de muito importante para o fortalecimento da tropa na participação de obras ferroviárias. Estamos ansiosos para contribuir com o desenvolvimento do Brasil”, ratificou. De acordo com o diretor-presidente da Valec, Andre Kuhn, a entrada do Exército dará ainda um novo ritmo à execução dos trabalhos, além de ajudar na capacitação da tropa de Engenharia. “Essa participação será essencial para o cumprimento das metas de conclusão da Fiol”, pontuou.
Na última segunda-feira (18), durante a vistoria técnica à Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), em São Desidério (BA), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas anunciou que o Exército Brasileiro deve assumir as obras do Lote 6 obra da Fiol. "O Exército vem fazendo um trabalho extraordinário, como foi feito nas obras da BR-163/PA, e agora vai participar das obras do trecho entre Bom Jesus da Lapa e São Desidério", destacou o ministro, em nota. O 4º Batalhão de Engenharia de Construção (4º BEC), de Barreiras, e o 2º Batalhão Ferroviário, de Araguari, serão responsáveis pela conclusão do Lote 6, entre Bom Jesus da Lapa (BA) e São Desidério (BA). De acordo com informações do BNews, o ministro percorreu um trecho da ferrovia e visitou o canteiro de obras e uma fábrica de dormentes em São Desidério. A cidade é considerada o maior produtor de grãos do país - em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) agrícola da cidade chegou a R$ 3,63 bilhões, um novo recorde para o agronegócio baiano e será beneficiada com a possibilidade de escoar a produção sobre trilho. As obras são divididas em dois trechos: Fiol 1 lhéus (BA)/Caetité(BA) e Fiol 2 Caetité(BA)/Barreiras(BA). O trecho 2 da Fiol, entre Caetité (BA) e Barreiras (BA), tem 485,4 km de extensão, conta com investimento de R$ 2,7 bilhões e encontra-se com 39% das obras executadas. De acordo com o Minstério da Infraestrutura, seu traçado busca conectar a região produtora de grãos do oeste da Bahia ao porto de Ilhéus. Já o trecho 1 está com o seu projeto de concessão encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) para, em seguida, ter a publicação do edital de leilão, previsto para o final de 2020.
Grandes players globais nas áreas de mineração e siderurgia estão interessadas na disputa pela concessão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), cuja licitação está prevista para acontecer em março deste ano. De acordo com informações do Correio da Bahia, o trecho da FIOL entre Ilhéus e Caetité, primeiro a ser licitado, tem 537,2 km de extensão, com um investimento previsto de R$ 3,4 bilhões, conforme dados da Valec. Quase 80% da obra já foi finalizada. Pensando no avanço da ferrovia, o geólogo baiano João Carlos Cavalcanti, presidente da Companhia Vale do Paramirim (CVP), está preparando uma road show para oferecer ao mercado cinco blocos para a exploração de minérios como ferro, cobre, zinco, fosfato e alumínio (este último, na Costa do Dendê). De acordo com o Correio da Bahia, ainda no primeiro semestre deste ano, ele espera receber aqui na Bahia 70 dos maiores investidores em mineração do planeta para um leilão privado, nos moldes das ofertas que são feitas para a exploração de petróleo.
Em post no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que na Bahia a concessão da Ferrovia Oeste-Leste, trecho Caetité-Ilhéus, tem leilão previsto para 1° semestre de 2020. "A variação dos transportes modais favorecem à toda sociedade, desde barateamento dos produtos a consumidores e produtores", observou o presidente. Bolsonaro declarou ainda que o estudo de concessão da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol), trecho Caetité-Ilhéus foi aprovado pela ANTT. Deste modo, o Ministério da Infraestrutura irá encaminhar o material ao Tribunal de Ccmontas da União. "Foco na carga de minérios do sudoeste baiano. E já estamos nos antecipando: a Valec já trabalha na sua extensao até Barreiras, de olho na produção de grãos da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia)", escreveu o presidente.
A Ferrovia Oeste Leste (Fiol), que está em construção desde 2011, com a promessa de melhoria no escoamento de grãos na Bahia, tem gerado benefícios para o estado antes mesmo de começar a operar, pois as obras do sistema já produziram milhões de empregos em cidades localizadas no oeste e sudoeste do estado, contribuindo para o desenvolvimento econômico das regiões. Um destes exemplos, de acordo com reportagem do G1, é a cidade de São Desidério, sede de um dos canteiros onde a obra vem sendo feita. O município é o maior produtor de grãos do país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) agrícola da cidade chegou a R$ 3,63 bilhões, um novo recorde para o agronegócio baiano. Com a Fiol, além do comércio, outro setor que mais vai ser beneficiado é o agronegócio que terá como exportar os grãos produzidos na região de forma rápida e com custos bem menores, garantindo uma lucratividade maior para quem é produtor agrícola no oeste baiano. O objetivo, além de manter os atuais mercados com maior competitividade, é expandir a exportação dos produtos agrícolas da região para outras partes do mundo. Com a ferrovia, esse objetivo fica mais próximo e vai contribuir para que a Bahia do futuro tenha ainda maior sucesso econômico.
Em alguns pontos da ferrovia baiana, existem trechos onde ainda tem muita coisa para ser feita. Enormes barrancos de terra foram erguidos para que os vagões carregados de soja, algodão, milho e outros produtos agrícolas possam passar com segurança levando a produção futura. Contudo, muitos pontos já estão desenvolvidos. No trecho entre a cidade e Caetité, na região sudoeste, por exemplo, 36% da obra está finalizada, segundo a assessoria de imprensa da Fiol. Falta agora só a colocação dos trilhos. Na região, uma equipe trabalha para fazer a manutenção daquilo que já ficou pronto até que a ferrovia possa funcionar plenamente. O trecho entre Barreiras e Caetité, onde há minério de ferro, tem 485 km de extensão. Já o outro ponto, que tem 537 km, é entre Caitité e Ihéus, onde vai ser construído o Porto Sul, e que já está com 74% das obras concluídas. Entre a conclusão das obras e o início da operação, está a expectativa dos moradores da região. Quando concluída, a Fiol vai ter 1.022 km de extensão em território baiano entre Barreiras, no oeste do estado, e o Porto Sul, em Ilhéus. O custo total da obra é de R$ 6,4 bilhões.
À medida em que as obras de implantação da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) avançam, um horizonte de oportunidades vai se abrindo na mineração baiana. O corredor logístico, que deve se conectar ao futuro Porto Sul, em Ilhéus, por volta de 2023, deverá tornar em realidade alguns dos potenciais que a Bahia tem no setor. Atualmente, a Bahia possui 42 projetos relacionados à produção de minério de ferro, que podem vir a ser beneficiados pela implantação da ferrovia e do porto. Embora a imensa maioria deles ainda se encontre nas fases iniciais de pesquisa, em pelo menos um o potencial de exploração já está comprovado e depende apenas da obra de infraestrutura para iniciar a produção. Para a implantação dos trechos I e II da Fiol, que cortam pouco mais de 1 mil quilômetros no território baiano, a previsão é de um investimento de R$ 6,4 bilhões. No caso do Porto Sul, estão previstos R$ 2,5 bilhões. Antes mesmo que a primeira composição ferroviária percorra os 537 quilômetros do primeiro trecho da Fiol, entre Ilhéus e Caetité, o trecho já tem a garantia de demanda para um terço da sua capacidade de escoamento, de 60 milhões de toneladas por ano. Sozinha, a Bahia Mineração (Bamin) deve chegar a utilizar um terço da capacidade da ferrovia. A empresa, responsável pelo projeto Pedra de Ferro, em Caetité, já tem encaminhadas as licenças ambientais e dos órgãos reguladores da mineração para iniciar a sua operação. Depende apenas do corredor logístico, diz o coordenador-executivo da Casa Civil do governo da Bahia, José Carlos do Valle.
De acordo com a Bamin, o Porto Sul e a Fiol são projetos para a empresa, além de descentralizar o desenvolvimento econômico da região Sudoeste e Sul da Bahia, "afetando positivamente toda a cadeia produtiva da região, gerando empregos, aumentando a arrecadação de impostos municipais e permitindo consequentemente o investimento pelos municípios nas áreas de Infraestrutura, Saúde, Educação e Segurança". A empresa destaca, em nota, que, além da utilização de um terço da capacidade da Fiol, deverá utilizar metade capacidade de movimentação do Porto Sul, cuja previsão é de movimentar um total de 40 milhões de toneladas por ano. Além do escoamento do minério de ferro, a infraestrutura deve tornar viável a exploração de outros minerais, como o manganês, bauxita, rochas ornamentais, além de outros tipos de metais básicos. O geólogo João Carlos Cavalcanti, sócio da Companhia Vale do Paramirim, destaca que a única coisa que falta para a Bahia ganhar ainda mais espaço na mineração brasileira são melhores condições logísticas. "A Bahia tem potencial para se destacar em diversos produtos, inclusive na produção de minério de ferro, que atualmente é dominada por Minas Gerais e o Pará", acredita.
Teve início o recebimento de currículos no escritório da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol ), em Brumado. A movimentação é grande, mas alguns áudios que estão sendo compartilhados em grupos de WhatsApp denunciam que as contratações estão sendo de pessoas que não residem em Brumado. "Alguém tem que fazer alguma coisa. Nossos representantes tem que agir para que, se isso realmente estiver acontecendo, seja mudado. A preferência tem que ser para os brumadenses". Nossa reportagem tentou manter contato com o escritório da Fiol, através do número informado no site da Valec, mas este está indisponível.
A Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) deve reiniciar as obras em breve e já iniciou a captação de currículos para o recrutamento de mão de obra em Brumado. A informação inicial é que serão preenchidas 70 vagas para manutenção do Lote IV. Os currículos estão sendo entregues no canteiro central da ferrovia, localizado as margens da BR-030, saída para Caetité. Muitos trabalhadores já estiveram no local.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), vinculada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, publicou um aviso de Audiência Pública, na edição desta terça-feira (29) do Diário Oficial da União, com o objetivo de colher subsídios para a subconcessão à iniciativa privada da malha ferroviária da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), no trecho compreendido entre Ilhéus e Caetité. De acordo com a publicação, serão realizadas duas sessões públicas presenciais. A primeira será em Ilhéus, no dia 21 de setembro de 2018, das 8h30 às 12h, em local que será informado posteriormente. A segunda sessão vai ocorrer em Brasília, no dia 25 de setembro, das 14h às 18h. O local também será publicado em outro momento. Além das sessões presenciais, será possível enviar contribuições para o plano de concessão, no período entre as 18h de 29 de agosto até as 18h do dia 15 de outubro de 2018. Todas as informações e orientações sobre os procedimentos relacionados à participação da sociedade civil na audiência pública estarão disponíveis no site da ANTT – www.antt.gov.br.
Cerca de 65% dos 1.527 quilômetros (km) que compõem o traçado total da Bahia será ignorado no Projeto da Ferrovia Oeste-Leste, que tem como plano cruzar toda a Bahia, saindo de Ilhéus até chegar a Figueirópolis, em Tocantins. A gestão de Rui Costa e o governo federal colocarão em fase de audiência pública a proposta de concessão da obra, até agora executado pela estatal Valec, porém o plano de concessão que será debatido se restringe aos 537 km que ligam Ilhéus a Caetité, a parte mais avançada do projeto. De acordo com o jornal Estado de S.Paulo, a parte central da Fiol, um traçado de 485 km entre Caetité e Barreiras, está com pelo menos 21% de suas obras executadas. Apenas o último trecho de 505 km, de Barreiras a Figueirópolis, não recebeu obras e segue em fase de estudos, mesmo após oito anos do início das obras da Fiol.A ferrovia baiana tinha previsão de entrega em junho de 2013. Foram orçados, inicialmente, R$ 4,2 bilhões para o serviço. Sem perspectiva de conclusão a Fiol já consumiu R$ 6,1 bilhões até agora.
O plenário do Congresso Nacional aprovou emenda do líder do PR, deputado José Rocha que impediu um corte de R$ 40 milhões no orçamento deste ano do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil para as obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste(Fiol), trecho entre Caetité e Barreiras, regiões sudoeste e oeste da Bahia, respectivamente. A emenda 001, de autoria do deputado, foi aprovada pelo Congresso Nacional durante a votação do Projeto de Lei(PLN 13/2018), na noite de quarta(11). Ao defender sua emenda, José Rocha disse que não podia, de maneira nenhuma, concordar com a retirada de recursos da área de infraestrutura da Bahia. “Como vou justificar lá no meu estado que eu contribuí para que a obra da Ferrovia Oeste Leste seja paralisada pelo retirada de recursos”, questionou. O texto do PLN 13 abre crédito de aproximadamente R$ 1 bilhão para os ministérios da Integração Nacional, Educação, Saúde e Desenvolvimento Social mediante cortes no orçamento de outros ministérios, principalmente dos Transportes. A Fiol vai ligar Barreiras ao Porto de Ilhéus, no litoral, numa extensão total de 1.022 km.
As obras da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) e do Porto Sul na Bahia foram pauta de reunião entre o governador Rui Costa e o embaixador da China, Li Jinzhang, nesta segunda-feira (9), em Brasília. O objetivo principal é cumprir as etapas de negociação para viabilizar o início dos trabalhos. Para impulsionar o cronograma, o Governo do Estado se dispôs a prestar todo o apoio necessário e pediu ao representante do governo chinês que a embaixada fosse um elo junto ao consórcio liderado pela China Railway Group, interessado na execução das obras. O embaixador Li Jinzhang garantiu que marcará um novo encontro com o consórcio para que o acompanhamento seja detalhado e as informações repassadas às instâncias governamentais brasileiras. O secretário estadual da Casa Civil, Bruno Dauster, ofereceu o apoio necessário para o encaminhamento das soluções de entraves burocráticos e de licenciamento para tornar possível a obra, além de contribuir na interlocução com os municípios.