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Um acidente de trânsito envolvendo o cantor Jobim Araújo foi registrado na manhã desta segunda-feira (17), na passagem de linha férrea que cruza a BR-030, em Brumado. O músico retornava de uma apresentação no município de Lagoa Real, na companhia da esposa e do empresário Same Alcântara, quando o automóvel em que estavam colidiu com a parte traseira de outro veículo que seguia à frente.
O trecho onde ocorreu o fato é considerado crítico por moradores e motoristas devido ao número de ocorrências já registradas no local. Informações apontam que o carro teria apresentado falha mecânica, ocasionando perda momentânea de controle da direção.
Apesar do susto, os ocupantes sofreram apenas ferimentos leves e receberam atendimento após o ocorrido.
A Valec Engenharia, Construções e Ferrovias publicou um novo aviso de republicação de licitação voltado à contratação de serviços relacionados à Ferrovia de Integração OesteLeste (Fiol II), no estado da Bahia. O processo contempla a elaboração dos projetos básico e executivo de engenharia, além da execução de serviços remanescentes necessários para a conclusão das obras do Lote Único (05FC), que possui extensão total de 35,75 km.
O lote foi dividido em dois segmentos. O primeiro, identificado como 05FC1, abrange o trecho do km 929+000 ao km 941+300, somando 12,3 km. Já o segmento 05FC2 compreende do km 946+680,635 ao km 968+373,542, totalizando 23,45 km, incluindo ainda acréscimo de desvios e demais itens previstos no edital.
Segundo a publicação, o envio de propostas estará disponível a partir desta quinta-feira (13). A abertura está prevista para o dia 20 de janeiro de 2026, às 10h, por meio da plataforma www.licitacoes-e.com.br .
O edital e seus anexos podem ser consultados no Portal de Compras do Banco do Brasil e no site da Infra S.A., disponível no endereço institucional. O aviso é assinado por Shirley de Faria Soares de Carvalho, superintendente de Licitações e Contratos.
A Prefeitura de Brumado, no sudoeste da Bahia, encaminhou ofícios à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e à estatal Infra S.A. solicitando pareceres técnicos sobre a viabilidade de deslocar o traçado da linha férrea da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) que atualmente corta a área urbana do município.
De acordo com informações do Bahia Notícias, os documentos — datados de 16 de junho — mostram que o projeto ainda depende de autorização técnica federal para avançar. A proposta integra uma articulação do prefeito Fabrício Abrantes (Avante) junto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro da Casa Civil, Rui Costa.
O plano prevê que o novo traçado da ferrovia acompanhe a BR-030, margeando o perímetro urbano e liberando o centro da cidade para novos investimentos e melhorias na mobilidade.
Nos ofícios assinados por Abrantes, o gestor afirma que o objetivo é “mitigar os impactos urbanos, ambientais e sociais” provocados pelo tráfego de trens de carga — especialmente de minério — em áreas residenciais e comerciais.
Além dos dois ofícios enviados aos diretores da ANTT e da Infra S.A., o conjunto de documentos inclui um mapa técnico intitulado “Estudo Desvio da Ferrovia”, que detalha o traçado proposto e foi anexado ao material enviado a Brasília.
Segundo a Secretaria de Planejamento Municipal (Seplan), o redesenho busca compatibilizar o crescimento urbano com a segurança ferroviária e as diretrizes de mobilidade sustentável.
O Bahia Notícias também teve acesso a e-mails que confirmam o envio dos documentos e mapas técnicos no mesmo dia, com encaminhamento coordenado diretamente pelo gabinete do prefeito.
O tema está sob análise da Casa Civil, que deve coordenar as articulações com o Ministério dos Transportes. O parecer das duas instituições será determinante para a continuidade do projeto, que ainda não possui cronograma nem estimativa de custos.
A RHI Magnesita, gigante global na produção de soluções refratárias, reforçou a importância da renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), operada atualmente pela VLI, especialmente no trecho que liga Minas Gerais à Bahia. A empresa, que está presente há 75 anos em Brumado, no sudoeste baiano, considera o corredor ferroviário um elo essencial para garantir a competitividade de sua produção e logística. Em entrevista ao Correio 24 Horas, Wagner Sampaio, presidente da RHI Magnesita para a América Latina, afirmou que a continuidade do trecho Minas-Bahia é vital. “Nós atuamos junto ao governo para defender que a ferrovia continue operando. Que se façam os investimentos necessários para torná-la mais eficiente, mas ela não pode deixar de operar”, declarou. “Esta é uma matéria-prima estratégica, precisamos continuar contando com a solução logística que envolve a ferrovia e o porto”, completou. A declaração ocorre em meio à indefinição sobre a renovação por mais 30 anos da concessão da FCA, cuja malha ferroviária tem papel crucial no escoamento da produção baiana até o Porto de Aratu, na Região Metropolitana de Salvador, de onde os produtos são exportados. Recentemente, a RHI Magnesita investiu R$ 541 milhões na implantação de seu maior forno rotativo em Brumado. Com capacidade de produção de 500 mil toneladas de magnesita por ano, a planta baiana opera com tecnologia de ponta e serve como vitrine internacional, como foi evidenciado no evento Mag Fórum, realizado esta semana na Praia do Forte. Apesar do otimismo com os avanços tecnológicos, a empresa reconhece que a logística atual ainda representa um gargalo. Gustavo Franco, chief customer officer da RHI Magnesita, destacou os desafios enfrentados. “Precisamos pensar em termos de competitividade. Não adianta produzirmos a um custo alto porque o mercado é global”, explicou. Franco também alertou para a estagnação do crescimento do setor nos próximos anos — estimado em menos de 1% — o que reforça a necessidade de uma operação logística eficiente. “A tecnologia que operamos em Brumado é o estado da arte, trouxemos o mundo inteiro para ver o que estamos fazendo. Agora, aquele produto que sai do forno competitivo precisa chegar ao porto em condições de disputar o mercado. Sem um transporte competitivo, a viabilidade econômica evapora”, concluiu. A posição da RHI Magnesita evidencia o papel estratégico da infraestrutura ferroviária para a indústria nacional e lança um alerta sobre os impactos que a interrupção do trecho Minas-Bahia pode causar à cadeia produtiva e à economia regional.
A Bahia foi escolhida pela Santa Fé Mineração para produzir pellet feed, minério de ferro verde, por consumir menos energia nos altos fornos das siderúrgicas. A boa notícia foi dada pelo presidente da companhia, Frederico Robalinho, durante reunião na Secretaria de Desenvolvimento Econômica (SDE) na segunda-feira (20). O gestor da mineradora destacou a logística privilegiada, a riqueza mineral e o dinamismo do setor quando o estado foi escolhido há 15 anos para prospecção, levantamentos, sondagens, estudos de impacto ambiental, além de aquisição da Licença Prévia, e apresentação dos planos de levantamento econômico que foi submetido à Agência Nacional de Mineração. A reunião contou ainda com a presença da prefeita de Livramento de Nossa Senhora, Joanina Sampaio. De acordo com o presidente da companhia, a mineradora encontrou uma área única de um minério magnetitico, ideal para produzir o minério verde. “A FIOL (Ferrovia Oeste Leste) literalmente atravessa a Santa Fé. Uma empresa de mineração com logística privilegiada tem uma grande vantagem, facilitando a chegada do seu produto no mercado. Teremos resultados que beneficiará a comunidade local, com geração de empregos e renda. A primeira unidade fabril deve começar a operar 1 anos e meio após a empresa adquirir a Licença de Instalação (LI). Uma vez produzido, o pellet feed vai para o mercado nacional e internacional.” Robalinho explica que a Santa Fé já passou por todas as etapas e está na fase final para obter a LI e a expectativa é que saia nos próximos 45 dias ou no máximo em 90 dias. Com a Licença de Instalação, a companhia poderá começar o processo de construção da primeira unidade fabril, que produzirá 1 milhão de toneladas. “Com o tempo e a produção amadurecida, nós vamos dobrar ou triplicar a produção. Temos minério suficiente para chegar até 10 milhões de toneladas”. Atração de investimentos - Em 2015, a Santa Fé Mineração assinou protocolo de intenções com o Governo do Estado, por meio da SDE, para estudos de pesquisa mineral de ferro. A pesquisa e implantação da unidade de produção de pellet feed tem investimento de cerca de R$ 2 bilhões e quando estiver em pleno funcionamento deverá gerar cerca de 1 mil empregos, nos municípios de Livramento de Nossa Senhora, Brumado e região.