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Na tarde desta quarta-feira, 16 de agosto, um caso de fraude no campo da saúde veio à tona no Distrito de Umburanas, localizado na zona rural de Brumado. Uma mulher, cujo nome coincidia com o de uma médica legítima, foi detida pelas autoridades sob a acusação de praticar o exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica. A investigação revelou um esquema que levou à sua prisão em flagrante. A falsa médica não apenas utilizava o nome de uma profissional genuína, mas também se apropriava indevidamente do número de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) da verdadeira médica. Com essas informações, ela operava na Unidade Básica de Saúde do Distrito de Umburanas, onde atendia pacientes, fazia diagnósticos e, presumivelmente, prescrevia tratamentos médicos. Durante a prisão, a polícia apreendeu diversos equipamentos que normalmente são usados em consultas médicas, além de um veículo Nissan Kicks. A detenção da mulher foi resultado de uma colaboração entre a Secretaria Municipal de Saúde de Brumado e as autoridades policiais locais, após a identificação de irregularidades em sua documentação. A própria Secretaria Municipal de Saúde havia contratado a falsa médica para atuar na região, no entanto, a descoberta de divergências na documentação levou a uma denúncia às autoridades competentes. Esse evento destaca a importância da verificação rigorosa das credenciais de profissionais de saúde, a fim de garantir a segurança e a qualidade dos serviços oferecidos à população. A falsificação de identidade e a prática de exercício ilegal da medicina são crimes graves que colocam em risco a vida e a saúde dos pacientes. A falsa médica foi conduzida à Delegacia de Brumado, onde permanece à disposição da Justiça.
Nesta quarta-feira (11), a Polícia Civil da Bahia, através da Delegacia Territorial de Brumado, deflagrou a “Operação Fementido” (significa enganoso, falso) e cumpriu mandado de busca e apreensão contra um homem suspeito de ser o responsável de um perfil “fake” criado no Instagram, ocasião em que houve a apreensão do seu celular. O referido “arroba” criado utilizou, nas fotos de perfil e feed de usuário, imagens de uma mulher/vítima, além de também usar o seu nome verdadeiro. Dessa forma, ele praticou o crime de Falsa Identidade, que é “atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem”, cuja pena de prisão é de até 01 ano. O perfil falso então mantinha contatos com outros homens que lhe adicionavam e também lhes compartilhavam fotos. Por ao menos duas vezes o criminoso marcou encontros com ele, porém indicando o endereço verdadeiro da vítima, que passava por transtornos em receber pessoas desconhecidas, à noite, tocando a campainha de sua casa. Com isso, o autor também praticou o crime de difamação qualificada (“difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação”), porque foi cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes sociais da rede mundial de computadores, aplicando-se em triplo a pena (até 03 anos de prisão). Essa vítima procurou a Polícia Civil e, após complexa investigação tecnológica e digital, conseguiu apreender o celular usado no crime e identificar o falso usuário, momento em que ele confirmou ser o autor, tendo sido identificados mais outros três perfis “fakes” de Instagram vinculados à sua conta. O investigado responde aos crimes em liberdade e as contas falsas serão canceladas e excluídas em decorrência de decisão judicial.