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Doze pessoas denunciadas pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), por participação em um esquema criminoso responsável pela entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana foram condenadas à prisão ontem, dia 6. Entre os condenados estão dez policiais penais, que também tiveram decretada a perda do cargo público. Todos foram alvo da Operação Sísifo, deflagrada pelo MPBA em conjunto com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP), em fases realizadas nos anos de 2023 e 2024.
Os condenados responderam por crimes de organização criminosa, corrupção passiva, facilitação de entrada de aparelho telefônico e outros objetos ilícitos em estabelecimento prisional, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa, conforme a participação individual de cada um.
Segundo a denúncia do MPBA, os integrantes do grupo criminoso utilizavam os cargos ocupados na unidade prisional para facilitar a entrada de celulares, drogas e outros materiais ilícitos no presídio mediante recebimento de vantagens indevidas. As investigações apontaram a existência de divisão de tarefas, atuação coordenada e mecanismos voltados à ocultação e dissimulação dos valores obtidos com as atividades criminosas, inclusive por meio de movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados dos envolvidos.
As investigações tiveram início após constatação pelo Ministério Público da “recorrente apreensão de diversos materiais ilícitos com os presos”, especialmente celulares, entorpecentes e armas perfurocortantes, “o que levantou evidências da participação ativa de detentos e de policiais penais” no esquema.
Com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado à comercialização irregular de substâncias divulgadas como canetas emagrecedoras, a Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), deflagrou, nesta quarta-feira (10), a Operação Prize.
A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão em bairros de Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana. As diligências foram realizadas pela Coordenação de Operações do DEIC, unidade responsável pela investigação.
As apurações têm como foco o comércio ilegal de medicamentos supostamente adulterados e de procedência desconhecida, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A investigação também apura a prática de lavagem de dinheiro por meio de rifas digitais.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas seringas com material fracionado e pronto para a comercialização, ampolas contendo substâncias utilizadas na manipulação dos medicamentos supostamente adulterados, canetas emagrecedoras e aparelhos celulares.
Participaram da operação cerca de 30 policiais civis, por meio de equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Salvador e Feira de Santana. A ação contou, ainda, com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.