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O município de Brumado foi reconhecido nacionalmente ao conquistar o Selo Prata do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, certificação concedida pelo Governo Federal que destaca os avanços e o compromisso da gestão municipal com a alfabetização das crianças na idade adequada. O reconhecimento é resultado de um conjunto de ações técnicas e pedagógicas voltadas ao fortalecimento do ensino nos anos iniciais da rede municipal.
Entre as iniciativas desenvolvidas no município está a implantação do Programa Alfabetiza Brumado, que instituiu a Política Municipal de Alfabetização, estabelecendo diretrizes próprias para orientar o trabalho em sala de aula. A gestão também passou a reconhecer e premiar boas práticas pedagógicas, valorizando experiências exitosas relacionadas à alfabetização e à recomposição das aprendizagens.
O investimento em materiais pedagógicos complementares de qualidade foi outro ponto decisivo para o alcance do selo, contribuindo para o fortalecimento do processo de ensino-aprendizagem. Além disso, a criação do Comitê Municipal de Alfabetização permitiu um acompanhamento sistemático das ações, com monitoramento e avaliação contínuos para garantir que todos os alunos avancem no processo de leitura e escrita.
A Secretaria Municipal de Educação destaca que a conquista do Selo Prata representa, sobretudo, o empenho e a dedicação dos professores da rede, protagonistas dos resultados alcançados. O reconhecimento também reforça o compromisso do município em avançar ainda mais, buscando níveis superiores de excelência na alfabetização e assegurando o direito de aprender a todas as crianças de Brumado.
Os ensinos fundamental e médio no Brasil estão conseguindo retomar a trajetória positiva observada nos anos anteriores à pandemia, em especial quando o recorte são os anos iniciais do fundamental (do 1º ao 5º ano), com o país conseguindo atingir a meta de seis pontos – valor que tem como referência o desempenho de nações desenvolvidas, segundo resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes ( Pisa), da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), relativo a 2023, divulgado nesta quarta-feira (14), em Brasília, pelo Ministério da Educação (MEC), nos anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano), o Brasil alcançou cinco pontos. Apesar de não ter atingido a meta de 5,5 pontos, o resultado demonstra uma retomada positiva na comparação com o período pré-pandêmico (2019), quando obteve 4,9 pontos. Em 2021, ano em que, devido à pandemia, a taxa de aprovação foi influenciada por políticas que evitaram prejuízos ainda maiores aos estudantes, a nota obtida foi naturalmente maior: 5,1 pontos.
O Ministério da Educação (MEC) lançará um programa para ampliar o ensino integral. O projeto será levado aos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano. Segundo informações da Agência Brasil, de acordo com a pasta, um projeto piloto será implementado em 40 escolas que já ofertam ensino integral no ensino médio. O projeto será desenvolvido ao longo de 2020, em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). A ideia é que o programa seja lançado oficialmente em 2021. A intenção, de acordo com a pasta, é tornar a escola mais atrativa para os estudantes. "Se analisarmos o nosso percurso educacional, vamos verificar que, do 5º ano para o 6º ano do ensino fundamental e do 9º ano para a 1º série do ensino médio, perdemos muitos estudantes. Seja por abandono ou repetência", disse o secretário de Educação Básica, Janio Macedo. Com a educação em tempo integral, os estudantes passam mais tempo na escola, cerca de 7 horas por dia, e participam de atividades como reforço escolar, esportes, danças, aulas de artes, comunicação e uso de mídias, entre outras atividades. A ampliação do ensino integral é uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), implementado pela Lei 13.005/2014, que estabelece que, no mínimo, 25% dos estudantes do país sejam atendidos em jornadas diárias de 7 horas ou mais até 2024. O último Censo Escolar mostrou que o percentual de matrículas em tempo integral diminuiu no ensino fundamental, passando de 16,3% de todas as matrículas nas escolas públicas, em 2017, para 10,9% em 2018. Esse percentual chegou a 19,4% em 2015. Nas escolas privadas, as matrículas tiveram um leve aumento, passando de 2,1% para 2,2% de 2017 para 2018. No ensino médio, a situação foi oposta. O percentual de matrículas em tempo integral passou de 8,4% em 2017 para 10,3% em 2018, nas escolas públicas. Nas privadas, passou de 3,9% para 4% no mesmo período. O governo federal incentiva o ensino integral por meio de programas como o Mais Educação, lançado em 2007. Desde então, o programa passou por reformulações e enxugamentos.