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A Bahia segue consolidando sua posição de destaque no cenário nacional de energias renováveis, impulsionada pelo desempenho expressivo dos setores eólico e solar. Os dados dos Informes Executivos de Eólica e Solar produzidos, neste mês de março, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) apontam que o estado reúne condições naturais estratégicas, aliadas a políticas de incentivo, que sustentam o crescimento contínuo dessas fontes.
Na geração eólica, a Bahia lidera o país, respondendo por cerca de 37% da produção nacional em 2025, avanço significativo em relação aos anos anteriores. O estado conta com 381 usinas em operação e potência outorgada de 11,8 GW, com investimentos estimados em R$ 77 bilhões e geração de aproximadamente 118 mil empregos em toda a cadeia produtiva. Somente em janeiro de 2026, foram gerados 2.498 GWh, volume suficiente para atender milhões de residências.
De acordo com o secretário em exercício da pasta, Aécio Moreira, o desempenho é impulsionado por um dos principais diferenciais do estado: o chamado “corredor de ventos”, caracterizado por ventos constantes, estáveis e unidirecionais, que garantem alta eficiência operacional dos parques eólicos.
Na semana que o Governo do Estado e a BYD anunciaram a chegada do complexo automotivo à Bahia, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) divulga nesta quinta-feira (06) um balanço que confirma a consolidação da posição de destaque do estado na geração de energia elétrica, por meio de fontes renováveis. 41 novas usinas eólicas e solares fotovoltaicas entraram em operação no primeiro semestre de 2023. Com os novos empreendimentos, o estado passa a contar com 281 usinas eólicas e 69 parques solares em operação. As informações constam nos Informes Executivos de Energia Eólica e Solar divulgados pela SDE. O secretário da pasta, Angelo Almeida, afirma que a Bahia tem dado passos importantes na contribuição com o meio ambiente e com o combate às mudanças climáticas. “É um compromisso nosso, a partir de um pedido do governador Jerônimo Rodrigues, de fazer a Bahia continuar avançando como um dos destaques na produção de energia elétrica por fontes renováveis. Só no primeiro semestre deste ano, foram inaugurados 19 parques eólicos, que estão distribuídos entre nove municípios. As cidades de Araci, Biritinga, Caetité, Casa Nova, Gentio do Ouro, Morro do Chapéu, Tanque Novo, Tucano e Xique-Xique estão abrigando esses empreendimentos”, disse Almeida, que também falou sobre as usinas solares. “Destaca-se o município de Juazeiro, onde foram instaladas as 22 novas usinas de geração de energia fotovoltaica. Essa concentração evidencia o potencial da região, impulsionando ainda mais a produção de energia”. Para as implantações, foram investidos cerca de R$ 5,93 bilhões nos 41 novos projetos eólicos e solares. Segundo os Informes Executivos do mês de julho, a Bahia apresenta a maior geração total de energia eólica do Brasil, correspondendo a 35,54% da geração nacional, com base nos dados de geração acumulada em 2023, disponibilizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Ainda segundo o documento, o Estado possui 7,67 Gigawatts (GW) de potência outorgada e energia capaz de beneficiar 53 milhões de habitantes. Com relação à produção de energia solar, a Bahia ocupa a segunda posição no Brasil. O Estado gera 19,22% da produção nacional. São 2,5 GW de potência outorgada e capacidade de beneficiar 5 milhões de habitantes.
A Bahia é protagonista das Energias Renováveis no país, liderando a geração de energia eólica (32,16%) e solar (30,89%). Em 2022, o estado completa uma década desde que o primeiro complexo eólico, do grupo Statkraft, entrou em operação no município de Brotas de Macaúbas. A fonte eólica correspondia em 2012 a apenas 5% da energia gerado no estado, dez anos depois, corresponde a 65%, com 227 parques em operação. Os números divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) são motivo de comemoração no Dia Mundial da Energia, celebrado em 29 de maio. Há dez anos a maior parcela da energia gerada no estado era proveniente da fonte hídrica (59%) e a contribuição da energia térmica (36%) era majoritariamente movida a biomassa. Em 2022, além do grande salto do setor de energia eólica, a energia solar, que começou a se estabelecer em 2017, hoje corresponde a 8% da matriz energética do estado, com 41 parques solares em operação. Já a contribuição da térmica foi reduzida a 5% e da hidráulica para 22%.
A Bahia lidera o ranking dos 05 principais estados na geração acumulada de energia solar e eólica, entre janeiro e agosto de 2021. Juntas, as fontes renováveis deverão investir cerca de R$ 37 bilhões em municípios baianos nos próximos anos, além dos R$ 25,7 bilhões já injetados no Estado para criação de parques eólicos e solares. Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e constam no Informe Executivo de Energia eólica e solar de outubro, divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), nessa segunda-feira (18). Comparado a agosto de 2020, houve um aumento de 14% na geração de energia eólica.