Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
Com a atualização do perfil do eleitorado de 2026, divulgada pelo Portal de Estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda-feira (20/7), o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) identificou um crescimento significativo no número de eleitoras e eleitores que informaram dados de cor/raça e etnia em comparação com as Eleições Municipais de 2024. Entre o eleitorado baiano, 1.261.113 pessoas (11,14%) se autodeclararam pardas em 2026, ante 727.601 (6,45%) em 2024. O aumento foi de 533.512 eleitores(as), o que representa um crescimento de 73,3%.
Na Bahia, também houve crescimento entre as pessoas que se autodeclararam pretas. O número passou de 283.567 (2,51%), em 2024, para 496.424 (4,38%) em 2026, um acréscimo de 212.857 eleitores(as), equivalente a 75,1%.
O número de eleitoras e eleitores indígenas também cresceu. Em 2026, foram registrados 10.929 eleitores(as) (0,10%), contra 6.740 (0,06%) em 2024, representando um crescimento de 4.189 pessoas (62,2%).
Já o eleitorado quilombola passou de 15.363 pessoas (0,14%), em 2024, para 26.850 (0,24%) em 2026, um aumento de 11.487 eleitores(as), correspondente a 74,8%.
Gênero, faixa etária e grau de instrução
A Bahia é o quarto maior colégio eleitoral do país. As mulheres representam 53% do eleitorado (5.973.523 eleitoras), enquanto os homens correspondem a 47% (5.347.433 eleitores). A faixa etária com maior concentração de eleitoras e eleitores é a de 40 a 44 anos, com 1.207.620 pessoas, o equivalente a 10,67% do eleitorado apto a votar.Quanto ao grau de escolaridade, predominam as pessoas com Ensino Médio completo, que somam 3.158.410 eleitoras e eleitores (27,9%). Em seguida, aparecem aquelas com Ensino Fundamental incompleto, com 2.477.771 (21,89%), e Ensino Médio incompleto, com 2.016.068 (17,81%).
Na manhã de terça-feira (16), autoridades e especialistas em saúde participaram de uma reunião virtual para discutir a necessidade de adiamento das Eleições 2020 em razão da pandemia causada pelo coronavírus (Covid-19). Entre os participantes, houve um consenso pelo adiamento do pleito por algumas semanas, garantindo que seja realizada ainda este ano, em data a ser definida pelo Congresso Nacional com base em uma janela que varia entre os dias 15 de novembro e 20 de dezembro. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, destacou que “esse foi um encontro interessante entre ciência, direito e política com a proposta de encontrarmos a melhor solução para o país”. Ele afirmou ainda que a palavra final é do Legislativo, que deve deliberar para conciliar as demandas da saúde pública com a democracia. A discussão contou também com a participação do vice-presidente da Corte, Edson Fachin, do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e de renomados médicos e cientistas como David Uip; Clovis Arns da Cunha; Esper Kallás; Ana Ribeiro; Roberto Kraenkel; Paulo Lotufo; Gonzalo Vecina; e Atila Iamarino. Também participaram diversos líderes partidários das duas Casas do Congresso Nacional. Cada especialista fez intervenções curtas, de três a cinco minutos cada, para falar do quadro atual e da perspectiva para os próximos meses em relação à evolução e ao controle da doença. Em cada manifestação, os médicos reforçaram as características únicas desse vírus, que acomete principalmente os mais vulneráveis e com limitadas opções de tratamento. Eles destacaram que esta não é uma gripe como outras que já surgiram, principalmente porque atinge rapidamente os órgãos e tem alto índice de mortalidade.Barroso afirmou que o objetivo maior dessa reunião é colher informações técnicas e científicas a respeito do adiamento. Segundo ele, o ideal é que essa definição seja feita até o dia 30 de junho, em virtude do calendário eleitoral. Ele falou da possibilidade de criação de uma cartilha de orientação para eleitores e mesários sobre como se comportar no dia da votação.