Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
Representantes das principais entidades do setor produtivo baiano reuniram, nesta terça-feira (4), no Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador, os candidatos ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT) para apresentar propostas e discutir temas considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico e social do Estado.
Promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Federação das Empresas de Transportes dos Estados da Bahia e Sergipe (Fetrabase) e Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), o Encontro do Setor Produtivo com os Candidatos ao Governo da Bahia teve como objetivo fortalecer o diálogo entre as entidades representativas e os postulantes ao Executivo estadual.
Cada candidato contou com tempo igual para apresentar suas propostas e responder aos questionamentos elaborados pelas federações. Ao final de cada painel, foi entregue a Agenda do Setor Produtivo, documento técnico que reúne propostas construídas pelas entidades, além das contribuições do programa Vai Turismo, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Na abertura do evento, o presidente da Fecomércio Bahia, Kelsor Gonçalves Fernandes, destacou que a iniciativa representa um espaço de diálogo em favor do desenvolvimento do Estado.
"Esperamos que este encontro fortaleça essa aproximação e seja o início de um diálogo permanente entre o futuro governador da Bahia e as entidades representativas. Este não é um espaço de disputa política, mas de construção em prol do desenvolvimento da Bahia", afirmou.
O presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, destacou que o encontro foi pautado pela construção de propostas voltadas ao futuro do Estado. Segundo ele, a competitividade da Bahia dependerá da capacidade de desenvolver políticas públicas voltadas à atração de investimentos diante dos desafios da reforma tributária.
A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulgou, nesta segunda-feira (14), nota técnica com análise sobre os possíveis impactos para a economia baiana com a nova tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos. Anunciada por Donald Trump com vigência a partir de 1º de agosto de 2025, a medida, se confirmada, representará um desafio significativo. A equipe de economistas da SEI sinaliza que a imposição de uma tarifa dessa ordem tornará as exportações baianas significativamente menos competitivas no mercado norte-americano, levando a uma redução no volume exportado e, consequentemente, na produção e na geração de emprego e renda. No estudo, foi utilizada a técnica de multiplicadores de insumo-produto, a qual mede o impacto econômico total (direto, indireto e induzido) de uma mudança na demanda final de um setor sobre a economia como um todo. A metodologia estima uma queda de U$ 643,5 milhões (redução de 5,4%) no volume total de exportações da Bahia – o total exportado em 2024 foi U$ 11,9 bilhões. Considerando não haver compensação com outros mercados internacionais, uma queda desta magnitude impactaria a cadeia dos setores exportadores, tendo como resultado a redução no Produto Interno Bruto (PIB) do estado da ordem de R$ 1,8 bilhão (-0,38% do PIB baiano). “A decisão do governo norte-americano, justificada por uma suposta relação comercial injusta, ocorre em um momento em que o Brasil registrava recordes de exportações para os Estados Unidos, tornando o impacto ainda mais relevante”, comenta o diretor de Indicadores e Estatística da SEI, Armando Castro. “A Bahia possui uma pauta comercial diversificada com os Estados Unidos, que figura como um dos principais destinos de suas exportações, atingindo 8,3% do total comercializado internacionalmente pelo estado no primeiro semestre de 2025”.