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Proteger, orientar e prevenir. Ao longo de agosto, essas ações ganharam reforço em diferentes regiões da Bahia com a 5ª fase da Operação Mulheres Seguras, do Governo Federal, finalizada nesta segunda-feira (31). No estado, a iniciativa é desenvolvida pela Polícia Civil, que cumpriu medidas de repressão aos crimes, realizou atendimentos às vítimas e promoveu atividades educativas voltadas à prevenção da violência contra a mulher e ao fortalecimento da rede de proteção.
Desde o dia 1º deste mês, a operação resultou em 156 prisões em flagrante por crimes como injúria, estupro, lesão corporal, violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas de urgência. Também foram cumpridos 31 mandados judiciais relacionados a esses crimes. Além das prisões, as equipes realizaram 2.445 diligências, incluindo 47 visitas preventivas, 1.885 atendimentos a vítimas e 513 acompanhamentos de medidas protetivas. As ações foram realizadas em diferentes municípios do estado.
A prevenção também esteve entre as prioridades da operação. Ao todo, foram promovidas 119 atividades educativas, de forma presencial e pelas redes sociais, com orientações sobre como identificar, prevenir e denunciar situações de violência de gênero. Para a diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Vulneráveis (DPMCV), delegada Juliana Fontes, os resultados reforçam que o trabalho precisa ser permanente.
“Nosso trabalho é proteger, prevenir e garantir que a vítima não esteja sozinha. Cada número, cada ação, representa um avanço na proteção das mulheres e na responsabilização dos autores de violência.”
A Polícia Civil da Bahia realiza, nesta sexta-feira (7), o Dia D da Operação Por Elas, uma mobilização coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), que reúne delegados de diversas unidades da instituição em todo o estado para dinamizar a conclusão e a remessa de inquéritos policiais relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher.
A operação prioriza procedimentos relacionados a crimes que integram a fase pré-feminicídio, como ameaça, lesão corporal, perseguição (stalking), violência psicológica e descumprimento de medidas protetivas de urgência. A estratégia tem como foco conferir maior celeridade às investigações, fortalecer a responsabilização dos autores e ampliar a proteção às vítimas, interrompendo ciclos de violência antes que evoluam para desfechos mais graves.
Durante o mutirão, em Salvador, equipes das delegacias especializadas estarão reunidas na Academia de Polícia Civil (Acadepol) analisando os relatórios finais dos inquéritos e realizando a posterior remessa ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, garantindo maior efetividade à persecução penal.
Para a diretora do DPMCV, delegada Juliana Fontes, cada procedimento concluído representa uma oportunidade de interromper a escalada da violência e proteger vidas. "A Operação Por Elas demonstra que o enfrentamento à violência contra a mulher exige atuação integrada, celeridade e compromisso. Cada inquérito remetido representa uma resposta mais rápida à vítima, fortalece a responsabilização do agressor e amplia as possibilidades de interromper um ciclo de violência antes que ele evolua para um feminicídio. Nossa prioridade é proteger vidas por meio de uma investigação qualificada e eficiente."
A Operação Por Elas integra as ações desenvolvidas pela Polícia Civil da Bahia durante o Agosto Lilás, reafirmando o compromisso da instituição com a proteção das mulheres, a prevenção da violência de gênero e o fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento ao feminicídio.