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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Casa Branca, em Washington, após reunião seguida de almoço nesta quinta-feira (7) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O encontro durou cerca de três horas, com participação de ministros de ambos os países. A expectativa era que Lula e Trump atendessem à imprensa no Salão Oval, mas o plano foi alterado e o líder brasileiro deverá falar com jornalistas na sede da embaixada brasileira na capital norte-americana ainda nesta tarde.
Em postagem nas redes sociais, Trump informou que discutiu com Lula "muitos tópicos", incluindo questões comerciais e tarifas.
"A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário", escreveu o presidente norte-americano, que chamou Lula de "muito dinâmico".
Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia (horário de Brasília). O encontro foi previamente negociado pelas equipes dos dois países, com a expectativa de tratar diversos temas, como comércio, combate ao crime organizado, além de questões geopolíticas e de minerais críticos.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, divulgou na manhã deste sábado (3) uma nota oficial em que se posiciona sobre os ataques realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano e a prisão do presidente Nicolás Maduro. Na avaliação do chefe do Executivo brasileiro, a ação representa uma grave violação da soberania da Venezuela e um precedente perigoso para a comunidade internacional.
Segundo Lula, bombardeios e intervenções desse tipo ultrapassam limites inaceitáveis do direito internacional e reforçam um cenário de instabilidade global. O presidente afirmou que o uso da força entre nações enfraquece o multilateralismo e abre espaço para um mundo marcado pela violência e pela imposição da lei do mais forte.
Na nota, o presidente destacou que a condenação a esse tipo de ação é coerente com a postura histórica do Brasil em relação a conflitos internacionais recentes. Lula também comparou o episódio a períodos marcantes de interferência externa na América Latina e no Caribe, alertando para os riscos à manutenção da região como zona de paz.
O presidente defendeu ainda uma resposta firme da comunidade internacional, especialmente por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), e reiterou que o Brasil permanece à disposição para contribuir com iniciativas de diálogo, cooperação e solução pacífica dos conflitos.