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A data de 20 de novembro, marcada nacionalmente como o Dia da Consciência Negra, é dedicada à reflexão, valorização e reconhecimento da história e da luta do povo negro no Brasil. O momento convida a sociedade a revisitar suas raízes, compreender a diversidade cultural e reforçar o compromisso com a promoção da igualdade racial.
A cultura negra integra profundamente a identidade brasileira, presente na música, dança, culinária, religiosidade, arte e em tantos outros elementos que moldaram a formação social do país. Valores como resistência, ancestralidade, sabedoria e criatividade são celebrados nesta data, que também reconhece a contribuição de homens e mulheres negros que desempenharam papéis fundamentais na construção do Brasil.
Além de uma celebração, o 20 de novembro é um chamado à luta permanente contra qualquer forma de preconceito e discriminação, destacando a necessidade de respeito e inclusão como pilares de uma sociedade mais justa.
A Prefeitura de Barra da Estiva reforça a importância da data e reafirma seu compromisso com ações que promovam equidade, respeito e valorização da cultura afro-brasileira.
Patrimônio da União (SPU) entregou o Termo de Autorização de Uso Sustentável (Taus) à Sociedade Floresta Sagrada do Alto de Xangô, em Brumado. A medida assegura o uso de 11,6 hectares à comunidade de terreiro, que ocupa a área há pelo menos 16 anos. Ao longo desse período, os integrantes enfrentaram episódios de violência, intolerância religiosa, adulteração de registros imobiliários e degradação ambiental. Em junho deste ano, a Justiça Federal de Vitória da Conquista já havia reconhecido a posse da comunidade sobre parte da Fazenda Santa Inês, fortalecendo a luta pelo direito ao território. Durante a entrega, o defensor regional de direitos humanos na Bahia, Diego Camargo, destacou que a autorização representa um avanço essencial para a segurança jurídica da comunidade. O líder religioso Pai Dionata de Xangô também ressaltou a importância do momento, classificando-o como um marco histórico não apenas pela conquista da terra, mas pelo reconhecimento da ancestralidade, da identidade cultural e da dignidade dos povos de terreiro. Segundo ele, a regularização fundiária é um passo concreto na luta contra a intolerância e na valorização das tradições afro-brasileiras. “Nossa luta vai além da terra. É a luta pela preservação da nossa cultura, da nossa identidade e dos nossos direitos. Hoje é dia de celebrar, mas também de reafirmar o nosso compromisso com a luta, de cabeça erguida”, declarou Pai Dionata. A cerimônia contou com a presença de representantes da SPU/BA, da Defensoria Pública da União e membros da comunidade, simbolizando a união entre Estado e sociedade civil em prol da proteção e valorização dos povos tradicionais.