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Cinquenta e três pessoas envolvidas em crimes de estelionato praticados tanto no ambiente físico quanto no virtual foram presas durante a Operação Contragolpe, finalizada nesta segunda-feira (3) pela Polícia Civil da Bahia.
Iniciada em 27 de julho, a ação reuniu investigações desenvolvidas ao longo de 2026 e cumpriu ordens judiciais em Salvador, na Região Metropolitana e em municípios do interior do estado. Entre as práticas criminosas investigadas estão fraudes financeiras, clonagem de contas, falsos anúncios de emprego, golpes envolvendo PIX, empréstimos fraudulentos, negociações de veículos e imóveis, falsos leilões e perfis falsos.
Para o diretor do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), delegado Thomas Galdino, o resultado representa uma resposta firme e coordenada da Polícia Civil contra indivíduos e grupos criminosos que exploram a confiança e a boa-fé das vítimas. "Além de retirar golpistas de circulação, a operação fortaleceu a integração entre os departamentos, o compartilhamento de informações e a investigação qualificada em todo o território baiano."
As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros envolvidos, ampliar a responsabilização criminal e prevenir novas ocorrências. Informações sobre suspeitos e práticas semelhantes podem ser encaminhadas, de forma sigilosa, por meio do Disque Denúncia 181.
Um servidor público estadual e outras duas pessoas foram presas preventivamente na manhã desta quinta-feira, dia 21, durante a deflagração da ‘Operação Khalas’ pela Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia. A ação resulta de investigações de uma macroestrutura criminosa responsável por um esquema sistêmico de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis, que teria causado um prejuízo aos cofres públicos estimado em cerca de R$ 400 milhões em ICMS. Mais informações da operação serão concedidas em coletiva à imprensa, às 11h, na sede do MP da Bahia, no CAB, em Salvador.
Além das prisões, foram cumpridos treze mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias. Dois servidores públicos municipais de Candeias foram afastados das funções. As investigações do Ministério Público da Bahia (MPBA), da Polícia Civil e da Secretaria estadual da Fazenda (Sefaz) identificaram que o grupo criminoso utilizava o pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades ilegais. O esquema visava ocultar a importação de insumos, como nafta e solventes químicos, que eram desviados para unidades de mistura clandestinas (conhecidas como "batedeiras").
A ‘Operação Khalas’ é coordenada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), em conjunto com a Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip/ Sefaz) e Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado no combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco). Ela é um desdobramento das apurações decorrentes da ‘Operação Primus’, deflagrada em 16 de outubro de 2025, e visa desarticular o núcleo operacional e financeiro da organização.