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A seleção feminina do Brasil abrirá a Copa do Mundo do ano que vem no dia 24 de junho, no Maracanã. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (20) em evento na sede da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em Zurique (Suíça). O estádio do Rio de Janeiro também será sede da grande final, marcada para 25 de julho.
Por ser o país-sede, o Brasil já está garantido no Grupo A do Mundial. Após a estreia, as brasileiras voltam a campo no dia 29 de junho, desta vez na Neo Química Arena, em São Paulo. A campanha na primeira fase termina em 4 de julho, no Mané Garrincha, em Brasília. Os demais jogos da chave serão na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador (dois) e na Arena Pernambuco, em Recife.
Caso avance na liderança do grupo, a jornada rumo à final no Maracanã prevê jogos na Arena Castelão, em Fortaleza (oitavas de final), Mineirão, em Belo Horizonte (quartas) e novamente em São Paulo (semifinal). Se passar em segundo lugar, a caminhada do Brasil terá, na ordem: Mineirão (oitavas), Arena Castelão (quartas) e Maracanã (semi).
A Copa Feminina terá 64 jogos em oito cidades. A que terá mais partidas é São Paulo: dez, seguida por Rio e Fortaleza (nove), Belo Horizonte (oito), Brasília, Salvador, Porto Alegre - que tem como estádio o Beira-Rio - e Recife (sete). O sorteio dos grupos será em dezembro deste ano, novamente na sede da Fifa.
A última vez que a seleção feminina do Brasil atuou no Maracanã foi pelas semifinais da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, contra a Suécia. Após um empate sem gols no tempo normal, as escandinavas ganharam nos pênaltis por 4 a 3. O time europeu era dirigido pela sueca Pia Sundhage, que, três anos depois, assumiu a Amarelinha.
A estreia das brasileiras no Maracanã ocorreu em 20 de julho de 2007, na fase de grupos dos Jogos Pan-Americanos do Rio, com goleada por 7 a 0 sobre o Canadá. Seis dias depois, o estádio presenciou a conquista da medalha de ouro pela seleção de Marta, Cristiane e Formiga em outra grande vitória: 6 a 0 sobre os Estados Unidos.
A lei que estabelece medidas para a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 prevê que as férias escolares coincidam com o período da competição e autoriza a decretação de feriados nacionais em dias de jogos da seleção brasileira. A regra vale para escolas das redes públicas e privadas.
O Brasil será o anfitrião do evento, que ocorrerá entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. É a primeira vez que um país da América do Sul sedia a competição.
Feriados
A legislação autoriza o governo federal a declarar feriados nacionais nos dias em que houver jogo da seleção brasileira de futebol.
Além disso, as unidades federativas e as cidades que sediarão os jogos também “poderão declarar feriado ou ponto facultativo os dias em que ocorrerem em seu território”.
Estão previstas partidas em Belo Horizonte (Estádio Mineirão), em Brasília (Estádio Nacional), em Fortaleza (Arena Castelão), em Porto Alegre (Estádio Beira-Rio), no Recife (Arena de Pernambuco), no Rio de Janeiro (Estádio do Maracanã), em Salvador (Arena Fonte Nova) e em São Paulo (Arena Itaquera).
A Copa do Mundo terá a participação de 32 seleções (16 a menos do que no torneio masculino), distribuídas em oito grupos para a primeira fase.
Ao todo, há programação de 64 jogos. O Brasil, como sede do torneio, está automaticamente classificado para participar. A última edição ocorreu na Austrália e na Nova Zelândia e a Espanha conquistou o título.
A candidatura brasileira à sede da Copa do Mundo de 2027 obteve a melhor nota na avaliação dos técnicos da Fifa. O Brasil conseguiu nota 4 enquanto a candidatura adversária (que conta com Alemanha, Holanda e Bélgica) atingiu a pontuação de 3,7. As informações constam no Relatório de Avaliação de Candidaturas realizado pela entidade que comanda o futebol mundial. A nota máxima da avaliação era 5. No relatório de quase 100 páginas, os integrantes da delegação da Fifa que inspecionou o Brasil elogiaram os estádios escolhidos pelo Brasil para sediar o evento e destacaram o potencial comercial do país. "A candidatura do Brasil oferece bons estádios, construídos especificamente e geralmente configurados para os maiores eventos internacionais, tendo recebido a Copa do Mundo de 2014. Apresenta também uma forte posição comercial, com uma combinação de potencial de arrecadação e de eficiência nos custos", informaram os executivos da Fifa no documento.
Depois de quatro anos de muita expectativa, a Copa do Mundo FIFA Feminina enfim vai começar. O jogo entre Nova Zelândia e Noruega, no estádio Eden Park, em Auckland (NZL), às 4h da manhã (horário de Brasília) desta quinta-feira (20), representou a abertura do Mundial que já é o maior da história. Realizado na Nova Zelândia e Noruega (1x0), a competição terá um mês de duração, cuja final será disputada em 20 de agosto. Para a Seleção Brasileira, a estreia será na próxima segunda-feira (24) diante do Panamá, no estádio Hindmarsh, em Adelaide (AUS). Em busca do título inédito, as Guerreiras do Brasil estão tendo a maior preparação brasileira da história. Dada a grandiosidade do evento, o site da CBF apresenta os motivos que tornaram esta Copa do Mundo um torneio sem precedentes na história do futebol feminino de seleções. Esta é a primeira vez que um Mundial Feminino terá dois países-sede. Ao todo, são nove cidades a receber as partidas, sendo cinco australianas e quatro neozelandesas: Sydney, Adelaide, Brisbane, Melbourne e Perth, na Austrália; e Auckland, Dunedin, Hamilton e Wellington, na Nova Zelândia. Com capacidade para mais de 80 mil torcedores, o Estádio Olímpico de Sydney, será o palco da grande final da Copa do Mundo, em 20 de agosto, às 7h.