Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
Os estudantes baianos Estevão Souza, do município de Conde, e Luan Correia, de Paramirim, receberam as credenciais para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém (PA). A conquista é resultado das trajetórias dos jovens baianos nas etapas Estadual e Nacional da Conferência Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, que reuniu estudantes comprometidos com a defesa da sustentabilidade e com o protagonismo das novas gerações na agenda climática, a partir do tema central “Vamos transformar o Brasil com educação e justiça climática”.
A participação dos estudantes é resultado de um caminho iniciado na Bahia, com a realização da V Conferência Estadual Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CEIJMA), promovida pela Secretaria da Educação do Estado (SEC), em setembro, em Salvador. Contando com as etapas preparatórias, o encontro reuniu mais de 152 mil estudantes de 113 municípios em atividades voltadas à reflexão sobre desafios socioambientais e ao desenvolvimento de projetos de intervenção nas comunidades escolares.
Durante a conferência, foram escolhidos 21 delegados que representaram a Bahia na Etapa Nacional, em outubro, em Luziânia (GO). Entre eles, Estevão e Luan se notabilizaram pela capacidade de liderança e pelo envolvimento nas discussões sobre sustentabilidade. Para o diretor de Execução das Políticas para a Educação Básica da SEC, Fabio Barbosa, a Bahia vem se destacando nesse movimento nacional por meio de ações potencializadas pela Secretaria da Educação, ampliando o diálogo sobre questões socioambientais e promoção da justiça climática nas escolas e estimulando o desenvolvimento de projetos voltados à preservação ambiental. “A presença dos dois estudantes na COP 30 simboliza o reconhecimento da força da juventude baiana e do compromisso do Governo do Estado com uma educação que forma cidadãos conscientes e preparados para enfrentar os desafios climáticos globais”, avalia Barbosa.
Na COP 30, os dois estudantes baianos vão integrar a mesa “O necessário protagonismo das juventudes e dos povos tradicionais na Agenda Climática”, que acontecerá na próxima segunda-feira (17), no Auditório Uruçu, na Zona Verde do evento. O encontro discutirá as formas mais potentes de participação das juventudes e comunidades tradicionais na construção de políticas públicas e educacionais voltadas à sustentabilidade, reforçando o papel transformador da educação na preservação do planeta.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (10) que a governança global precisa contribuir a favor de uma transição justa para economias de baixo carbono que evite um colapso climático planetário. A declaração foi dada na abertura da 30ª Conferência das Partes (COP30) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), realizada em Belém. O evento prossegue até o próximo dia 21.
"Uma transição justa precisa contribuir para reduzir as assimetrias entre o Norte e o Sul Global, forjadas sobre séculos de emissões. A emergência climática é uma crise de desigualdade. Ela expõe e exacerba o que já é inaceitável. Ela aprofunda a lógica perversa que define quem é digno de viver e quem deve morrer. Mudar pela escolha nos dá a chance de um futuro que não é ditado pela tragédia. O desalento não pode extinguir as esperanças da juventude. Devemos a nossos filhos e netos a oportunidade de viver em uma Terra onde seja possível sonhar", destacou o presidente.
Em seu discurso, o presidente citou o pensador indígena Davi Kopenawa para pedir clareza aos negociadores.
"O xamã yanomami Davi Kopenawa diz que o pensamento na cidade é obscuro e esfumaçado, obstruído pelo ronco dos carros e pelo ruído das máquinas. Espero que a serenidade da floresta inspire em todos nós a clareza de pensamento necessária para ver o que precisa ser feito".
Realizada pela primeira vez na Amazônia - bioma com a maior biodiversidade do planeta e um regulador do clima global -, a COP30 tem o enorme desafio de recolocar o tema das mudanças climáticas no centro das prioridades internacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na abertura da Cúpula do Clima, em Belém, nesta quinta-feira (6/11).
Lula afirmou que o tempo presente oferece ao mundo uma janela de oportunidades para que a destruição do planeta seja revertida. Mas que esse prazo disponível está se esgotando.
Para enfrentar essa questão, crucial para a sobrevivência humana, segundo Lula, estados nacionais, organismos plurinacionais e a sociedade devem superar o egoísmo e os interesses imediatos, motores das guerras e das injustiças sociais, das quais a fome é o principal reflexo. Segundo o presidente, esse fatores são sintomas e causas uns dos outros.
Lula disse ainda que a COP 30, que terá início na próxima semana, pode oferecer à humanidade o mapa que aponte o caminho da superação do aquecimento global e suas consequências.
Ele lembrou ainda que a população pode não compreender os termos técnicos e os processos científicos que explicam a atual crise do clima, mas sente na pele suas consequências e quer deter o caminho do desastre. O que é preciso, segundo Lula, é que os líderes abram diálogo com a linguagem e o sentimento das ruas, superando o descompasso entre as cúpulas e o povo.
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei n° 358/2025, que transfere temporariamente a capital brasileira de Brasília para Belém (PA). A medida valerá entre os dias 11 e 21 de novembro de 2025, período de realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30). A medida tem previsão de publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira, 4 de novembro.
A transferência temporária, em caráter simbólico e político, reforça a relevância da Amazônia na agenda ambiental internacional e evidencia o compromisso do Governo do Brasil com as questões globais do clima. A medida está prevista no artigo 48, inciso VII, da Constituição Federal.
A nova sede administrativa ampliará a interlocução entre as autoridades brasileiras e as delegações estrangeiras durante a conferência, além de impulsionar o desenvolvimento local e consolidar o protagonismo do país nas negociações climáticas.