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Os bancários da Caixa Econômica Federal realizaram uma manifestação em frente à agência do banco em Brumado, nesta quarta-feira (15), como parte do movimento grevista da categoria. A mobilização ocorre em meio às negociações trabalhistas entre os bancários e a instituição financeira.
A Caixa é, neste momento, a única instituição entre os bancos envolvidos nas negociações que mantém os trabalhadores mobilizados na região. A categoria cobra avanços em pontos relacionados às condições de trabalho e ao Acordo Coletivo, além de medidas referentes à manutenção das agências e ao plano de saúde dos empregados.
O movimento grevista também provocou uma mudança no andamento das negociações. Após o início da paralisação, a Caixa sinalizou a retomada das discussões com os representantes dos trabalhadores, abrindo caminho para uma nova rodada de negociação.
Durante o ato realizado em Brumado, os bancários promoveram ainda uma ação voltada à comunidade. Um estande de saúde foi montado no local para oferecer gratuitamente serviços como aferição da pressão arterial e testes de glicemia.
Uma nova reunião entre representantes da Caixa e dos trabalhadores está prevista para esta quarta-feira (16). Após a apresentação da proposta, a categoria deverá avaliar os termos discutidos e definir os próximos passos do movimento. Até o momento, a greve permanece por tempo indeterminado.
Os bancários do sudoeste da Bahia realizam, nesta quinta-feira (19), uma paralisação das atividades como forma de protesto durante as negociações por um novo acordo coletivo da categoria. Trabalhadores de Brumado também aderiram ao movimento.
A mobilização ocorre após uma série de reuniões entre representantes dos bancários e das instituições financeiras, sem que um entendimento sobre as reivindicações apresentadas pela categoria tenha sido alcançado.
De acordo com informações do Sindicato dos Bancários do Sudoeste da Bahia, as negociações já contabilizam oito rodadas de discussões. O acordo coletivo atualmente em vigor tem validade de dois anos e está próximo do encerramento, aumentando a pressão por uma nova definição para a categoria.
Entre as principais reivindicações está a discussão de um reajuste salarial considerado adequado pelos trabalhadores. A categoria também demonstra insatisfação com as propostas apresentadas pelos bancos durante as negociações.
A mobilização foi definida após consultas e plenárias realizadas ao longo do ano, nas quais, segundo o sindicato, a maioria dos trabalhadores demonstrou descontentamento com as condições apresentadas nas negociações.
Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 29 trabalhadores em situação análoga à escravidão na Bahia e em Pernambuco. A ação de fiscalização foi feita em três pedreiras nas regiões dos municípios de Sento Sé (BA), Casa Nova (BA), nas proximidades de Juazeiro, e Santa Cruz (PE).
A função dos trabalhadores era extrair pedras usadas em obras de pavimentação, inclusive em serviços ligados a prefeituras da região.
A Defensoria Pública da União informou nesta segunda-feira (13) que os órgãos firmaram Termos de Ajustamento de Conduta com as empresas responsáveis. Os empregadores pagarão quase R$ 500 mil em verbas rescisórias e indenizações individuais, bem como valores R$ 30 mil e R$ 102,5 mil em danos morais coletivos.
Durante as fiscalizações, realizadas em parceria com o Ministério Público do Trabalho, a DPU e a Polícia Federal , foram identificadas condições degradantes de trabalho e de alojamento.
Os trabalhadores não tinham acesso adequado à água potável, não contavam com espaço apropriado para refeições e estavam instalados em barracões de lona, dormindo em colchões no chão.
Além disso, os empregados não contavam com equipamentos de proteção individual e estavam expostos à situações de risco à saúde e à segurança.
“Em uma das pedreiras fiscalizadas, a equipe encontrou alimentos armazenados junto a substâncias tóxicas no alojamento. Parte dos equipamentos utilizados nas atividades também foi interditada devido ao risco oferecido aos trabalhadores”, disse a DPU.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (30), em pronunciamento pelo Dia do Trabalhador, que o Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado à população endividada, será lançado na próxima segunda-feira (30).
A iniciativa deve oferecer descontos significativos de até 90% nas dívidas e permitir o uso de até 20% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos.
Lula destacou que quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets.
"Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando", disse o presidente em cadeia nacional de Rádio e TV.
O programa é uma reformulação da política anterior de renegociação e tem como objetivo aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas com dívidas de alto custo, como cartão de crédito e cheque especial. O governo também projeta impacto relevante na economia, inclusive com a liberação de recursos do FGTS para pagamento de dívidas.
Lula também destacou que o fim da escala 6x1 representa um “passo histórico” para o país. A proposta, já enviada ao Congresso, prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.
Na fala, Lula destacou que a medida busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliando o tempo de descanso e convivência familiar, além de alinhar o Brasil a modelos de jornada considerados mais equilibrados em outros países.
"A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores", disse Lula.