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A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta nesta segunda-feira (6) sobre o aumento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes. Segundo um relatório divulgado pela entidade, cerca de 15 milhões de jovens entre 13 e 15 anos utilizam esses dispositivos em todo o mundo.
O levantamento aponta ainda que o risco de jovens iniciarem o consumo de produtos com nicotina é nove vezes maiorem comparação aos adultos.
Durante a apresentação do relatório, realizada em Genebra, na Suíça, o diretor do Departamento de Controle de Doenças Crônicas e de Prevenção da Violência e dos Traumatismos da OMS, Etienne Krug, afirmou que os cigarros eletrônicos estão alimentando uma nova onda de dependência da nicotina.
O especialista destacou que, embora os dispositivos sejam frequentemente promovidos como uma alternativa menos prejudicial ao cigarro tradicional, eles acabam viciando os jovens em nicotina mais cedo, comprometendo avanços obtidos ao longo de décadas no combate ao tabagismo. A OMS reforçou a necessidade de regulação mais rigorosa sobre a comercialização e publicidade desses produtos, especialmente aqueles voltados ao público jovem.
Nos dias 8 e 9 de setembro de 2025, estudantes de escolas municipais de Tanhaçu participaram de palestras promovidas pela Polícia Militar, Polícia Civil e Conselho Tutelar do município. As atividades ocorreram no Centro Educacional de Ourives, localizado no Povoado de Ourives, e no Centro Educacional de Sussuarana, no Distrito de Sussuarana, reunindo alunos do Ensino Fundamental II.
As palestras contaram com a participação do delegado de Polícia Civil, Dr. Wendel Nery, do soldado Nobre e do soldado Lima, da 4ª Companhia do 24º Batalhão de Polícia Militar. Os temas abordados incluíram segurança pública, prevenção à violência escolar, agressões entre alunos, bullying, danos ao patrimônio público e os riscos do uso de substâncias como álcool e cigarro eletrônico.
A iniciativa reforça a importância da atuação conjunta entre instituições de segurança e proteção social no ambiente escolar, buscando prevenir conflitos e promover uma convivência mais saudável entre os estudantes. Além de atuarem no combate à criminalidade, as polícias Militar e Civil também desenvolvem ações educativas que contribuem para a formação cidadã de crianças e adolescentes.
Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) divulgada esta semana apontou que um em cada nove adolescentes brasileiros afirma que usa cigarro eletrônico. O estudo ouviu cerca de 16 mil pessoas de 14 anos ou mais, de todas as regiões do país. Segundo o levantamento, a quantidade de usuários jovens que usam cigarro eletrônico já é cinco vezes o total daqueles que fumam o cigarro tradicional. A pesquisa utilizou dados de 2022 a 2024 do Terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad 3). É a primeira vez que cigarros eletrônicos entram no levantamento. Apesar de o produto ser proibido no Brasil, a coordenadora da pesquisa e professora de psiquiatria da Unifesp, Clarice Madruga, ressalta que é muito fácil comprar o aparelho pela internet, o que amplia o acesso. Outro problema, aponta a pesquisadora, é o risco à saúde, já que a inalação de substâncias altamente tóxicas, como a nicotina, é muito maior no cigarro eletrônico, se comparado ao cigarro tradicional. Clarice lamenta o retorno do crescimento do uso de cigarro, após o sucesso de políticas antitabagistas, iniciadas na década de 1990, que tinham freado o consumo. "A gente teve uma história gigantesca de sucesso de políticas que geraram uma queda vertiginosa no tabagismo, mas que um novo desafio quebrou completamente essa trajetória. E a gente hoje tem um índice de consumo, principalmente entre adolescentes, muito superior e que está totalmente invisível”, afirma. Os participantes ouvidos no estudo receberam a opção de serem encaminhados para tratamento no Hospital São Paulo e no Centro de Atenção Integral em Saúde Mental da Unifesp.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) firmaram acordo de cooperação técnica com a finalidade de produzir e divulgar conhecimentos científicos sobre os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), conhecidos como cigarros eletrônicos. Fortalecer as políticas públicas de controle do tabagismo é o objetivo das duas instituições. O principal desafio é contrapor o marketing da indústria de tabaco com dados científicos sobre os danos causados à saúde pelo cigarro eletrônico. A primeira reunião conjunta ocorreu terça-feira (10). O diretor-geral do Inca, Roberto Gil disse que o compromisso dos dois órgãos é com a ciência. Estamos alimentando todos os interlocutores com evidências de que esses produtos [dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs)] fazem muito mal e vamos produzir ainda mais dados”, afirmou. Gil destacou que a sustentabilidade do sistema de saúde depende do enfrentamento dos fatores de risco de doenças crônicas, como o tabagismo. “A conta chega lá na frente. Por isso temos que agir agora”. O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacou o apoio da instituição à decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir os DEFs no Brasil. Ele considera que a ideia de regulamentação do uso desses produtos atende a interesses apenas do mercado, e não da população e da saúde pública. “A Fiocruz e o Inca são instituições estratégicas nesse debate. Vamos trabalhar juntos para exercer nosso papel técnico na geração de mais evidências científicas sobre a extensão dos malefícios desses dispositivos eletrônicos sobre a saúde humana, especialmente a dos jovens, que têm sido tão impactados”, afirmou Moreira. Especialistas das duas instituições vão manter um grupo permanente de trabalho para a produção de dados científicos e econômicos sobre o potencial impacto negativo da inserção dos DEFs no mercado.
A Polícia Militar apreendeu dezenas de cigarros eletrônicos durante uma fiscalização de rotina na estação rodoviária de Brumado, no início da tarde deste sábado (20). A ação foi conduzida por militares da Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO). Durante a abordagem a um ônibus interestadual que fazia a linha São Paulo/Seabra, os policiais realizaram uma inspeção no compartimento de cargas. Durante a fiscalização, encontraram uma caixa contendo cigarros eletrônicos e insumos que estavam desacompanhados de documentação fiscal.A ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Brumado, juntamente com toda a mercadoria apreendida, para as medidas legais cabíveis. Após a apreensão, o ônibus foi liberado e seguiu viagem conforme programado.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta sexta-feira (19) por manter a proibição aos cigarros eletrônicos no Brasil. Com isso, continua proibida a comercialização, fabricação e importação, transporte, armazenamento e propaganda desses produtos. Os cinco diretores votaram para que a vedação, em vigor desde 2009, continue no país. Os dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), conhecidos como cigarros eletrônicos, são chamados também de vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). Com a decisão, a Anvisa informa que qualquer modalidade de importação desses produtos fica proibida, inclusive para uso próprio ou na bagagem de mão do viajante. De acordo com a agência, a norma não trata do uso individual, porém veda o uso dos dispositivos em ambiente coletivo fechado. O não cumprimento é considerado infração sanitária e levará à aplicação de penalidade, como advertência, interdição, recolhimento e multa. Dados do Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis em Tempos de Pandemia (Covitel 2023) revelam que 4 milhões de pessoas já usaram cigarro eletrônico no Brasil, apesar de a venda não ser autorizada.
Apesar de ser proibida a comercialização, importação e propaganda de cigarros eletrônicos no Brasil, boa parte dos jovens brasileiros usa esse produto. A proibição foi determinada pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) número 46/2009 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não há, portanto, autorização no Brasil para quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, os chamados DEFs, independentemente de sua composição e finalidade. Em julho de 2022, a Anvisa manteve a proibição da importação e a venda dos DEFs, ou vapes, no Brasil, mas a compra continua ocorrendo pela internet e em pontos de venda do comércio, incluindo camelôs, além de festas e boates.

Sociedades médicas brasileiras esperam que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decida ainda este ano manter proibida a importação e venda de cigarros eletrônicos no Brasil. Em 2009, a agência publicou resolução proibindo os chamados Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), que agora passam por processo de discussão e atualização de informações técnicas. A Anvisa está na fase da Tomada Pública de Subsídios, aberta a receber informações técnicas a respeito dos cigarros eletrônicos. “Esperamos que até o fim do ano tenhamos essa decisão. Mas o nosso papel agora é entregar à Anvisa todas as evidências científicas comprovando os malefícios do cigarro eletrônico”, disse Ricardo Meirelles, da Associação Médica Brasileira (AMB). A AMB, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), têm se unido em torno da proibição do comércio dos cigarros eletrônicos. Essas entidades alertaram a Anvisa sobre os prejuízos desse aparelho e têm lutado contra a informação falsa dos fabricantes, que afirmam que o cigarro eletrônico é alternativa mais saudável ao cigarro convencional.