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Uma aeronave de pequeno porte precisou realizar um pouso de emergência na tarde desta quinta-feira (5), no município de Guanambi, localizado no sudoeste da Bahia. O incidente mobilizou equipes de apoio e chamou a atenção de moradores da região onde o avião acabou aterrissando.
De acordo com informações confirmadas pela administração municipal, duas pessoas estavam a bordo da aeronave no momento da ocorrência. Entre os ocupantes estava Saulo Fernandes, irmão do deputado federal Charles Fernandes (PSD). O parlamentar informou que, apesar do susto, ambos passam bem.
O avião havia decolado do Aeroporto Municipal Isaac Moura Rocha para um voo panorâmico, modalidade de passeio aéreo utilizada para apreciação da paisagem da região. Durante o trajeto, o piloto identificou uma falha no funcionamento do motor, o que comprometeu a continuidade do voo.
Diante da situação, o piloto realizou uma manobra de emergência e conduziu a aeronave para um pouso forçado em uma área aberta localizada nas proximidades da rodovia que liga os municípios de Guanambi e Caetité.
Após o pouso, os ocupantes foram socorridos e encaminhados ao Hospital Geral de Guanambi. Um deles apresentou um ferimento na região da cabeça e também um hematoma na costela, enquanto o outro sofreu apenas escoriações leves. Ambos passaram por avaliação médica e exames para verificar possíveis lesões.
Segundo informações divulgadas pela prefeitura, a aeronave pertence à iniciativa privada e a operação do voo estava regularizada, seguindo os procedimentos exigidos para utilização da pista do aeroporto municipal.
Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios consideram irregular o repasse de recursos realizado pela Prefeitura de Guanambi, na gestão de Charles Fernandes Silveira Santana, ao Clube Esportivo Flamengo, então administrado por Washington Lucas Pereira Cardoso. O repasse de recursos ocorreu no exercício de 2016. O conselheiro substituto Ronaldo Sant’Anna, relator do parecer, multou o ex-prefeito em R$2 mil e o dirigente do clube em R$1 mil. Também foi determinado o ressarcimento aos cofres municipais, de forma solidária, entre eles, de R$100 mil. O convênio foi firmado para que o clube esportivo pudesse participar da disputa do Campeonato Baiano de Futebol Profissional da Primeira Divisão de 2016. Segundo a relatoria, o Flamengo de Guanambi é um clube de futebol profissional. Sendo assim, jamais poderia ter sido beneficiado com Termo de Convênio a título de “Subvenção Social”. O artigo 16, da Lei Federal nº 4.320/64, dispõe expressamente que recursos provenientes do instituto da subvenção social deverão ser aplicados apenas e tão somente para promoção dos serviços ditos essenciais, relacionados com a assistência social, saúde e educação. Assim, o repasse de recursos ao Clube Esportivo Flamengo foi considerado ilegal e ilegítimo, uma vez que um clube de futebol profissional, além de possuir fins lucrativos, não presta serviços essenciais de assistência social, médica e educacional. Cabe recurso da decisão.