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A estimativa de setembro para a produção de grãos em 2026 aumentou 2,4%, para 354,5 milhões de toneladas, na comparação com 2025 (346,1 milhões de toneladas).
Em relação a agosto de 2026, a previsão ficou praticamente estável, com variação de 0,4% – aumento de 1.566.233 de toneladas.
As informações constam do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta quinta-feira (15).
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em setembro de 2026 é recorde para a série histórica do IBGE.
A área a ser colhida está estimada em 83,2 milhões de hectares, aumento de 1,6 milhão de hectares (2%) na comparação com a área colhida em 2025 (81,6 milhões de hectares). Em relação ao mês de agosto de 2026, a área a ser colhida cresceu 143.672 hectares (variação de 0,2%).
Após ter sofrido com condições climáticas desfavoráveis em 2024, a agricultura do Brasil chegou a 345,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2025. O volume supera em 18,2% o registrado no ano anterior, quando a produção foi prejudicada por efeitos do fenômeno El Niño.
O valor da produção, que combina o volume físico produzido com os preços praticados na venda, foi de R$ 927,2 bilhões, um salto de 18,4% na comparação com 2024.
Os valores são em moeda corrente do ano de cada pesquisa, ou seja, não estão corrigidos pela inflação. O montante de 2025 é o maior, pelo menos, desde quando o Plano Real foi criado, em 1994.
Os dados fazem parte da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), totalizou R$ 19,18 bilhões em valores correntes, no primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, houve retração nominal de 0,2%, o que corresponde a uma redução de R$ 29,0 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho nominal do setor foi influenciado, principalmente, pela redução dos preços de comercialização dos principais produtos agropecuários e dos produtos alimentícios e bebidas, cujos preços recuaram 11% e 9%, respectivamente. Dessa forma, mesmo com o avanço da produção em importantes segmentos da agropecuária baiana, a queda dos preços limitou o crescimento do valor gerado pelo setor em termos correntes.
Quando analisado em termos reais — isto é, desconsiderando-se os efeitos das variações de preços —, o PIB do agronegócio apresentou crescimento de 1,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Esse resultado foi impulsionado pela expansão da produção dos principais produtos agrícolas com colheita no período, destacando-se a soja, os cereais e outras lavouras temporárias na Bahia.
"Apesar da redução observada em valores correntes, o crescimento real do setor evidencia a manutenção do dinamismo da atividade agropecuária baiana, sustentada pelo aumento da produção física das principais culturas agrícolas do estado", explica o economista e coordenador de Contas Regionais da SEI, João Paulo Caetano.
Em relação ao PIB total da Bahia, o agronegócio respondeu por 13,5% da atividade econômica estadual no primeiro trimestre de 2026. Embora expressiva, essa participação foi inferior à observada no mesmo período de 2025, quando o setor representou 14,3% do PIB da Bahia.