Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
O Brasil teve crescimento no total de pessoas trabalhando com carteira assinada e, consequentemente, bateu recorde no rendimento médio dos trabalhadores. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30/4) pelo IBGE
No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. Esse indicador ficou abaixo dos 37,6% (ou 38,7 milhões de informais) registrados no trimestre móvel anterior, bem como dos 38,0% (ou 38,2 milhões de ocupações informais) do trimestre encerrado em março de 2025.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado (excluindo-se os trabalhadores domésticos) ficou em 39,2 milhões, sem variações significativas no trimestre, mas subindo 1,3% (ou 504 mil pessoas a mais com carteiras assinadas) no ano. Já o número de empregados sem carteira no setor privado recuou 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Na comparação anual, esse indicador não teve variação estatisticamente significativa.
O número de trabalhadores por conta própria ficou estável no trimestre, mantendo-se nos 26,0 milhões. Na comparação anual, houve alta de 2,4%, ou 607 mil pessoas a mais trabalhando por conta própria. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, “a redução observada do número de trabalhadores informais decorreu da retração dos contingentes de empregados sem carteira assinada no setor privado e de trabalhadores por conta própria sem CNPJ.”
A massa de rendimento médio real, ou seja, a soma das remunerações dos trabalhadores do país, bateu novo recorde no trimestre encerrado em março: R$ 374,8 bilhões com estabilidade no trimestre e alta de 7,1% (ou mais R$ 24,8 bilhões) no ano.
Apesar do barulho das redes sociais, o emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscar uma vaga. Segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o modelo formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi apontado como o mais atrativo por mais de um terço dos trabalhadores que procuraram emprego recentemente.
De acordo com o estudo, o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um diferencial relevante, mesmo com o avanço de novas formas de trabalho.
“Embora novas modalidades de trabalho estejam crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam, portanto, sendo um diferencial relevante mesmo em contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, diz Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI.
Principais números da pesquisa
36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT);
18,7% apontam o trabalho autônomo como melhor opção;
12,3% consideram o emprego informal mais atrativo;
10,3% têm interesse em trabalho por plataformas digitais;
9,3% preferem abrir o próprio negócio;
6,6% optam por atuar como pessoa jurídica (PJ);
20% não encontraram oportunidades atrativas.
O município de Brumado registrou um desempenho expressivo na geração de empregos formais no mês de fevereiro, alcançando a terceira posição entre os municípios baianos com maior número de vagas criadas. Ao todo, foram mais de 580 novos postos de trabalho com carteira assinada, resultado que foi comemorado pelo prefeito Fabrício Abrantes.
O gestor destacou que o resultado reflete o momento de crescimento econômico vivido pela cidade, impulsionado por investimentos públicos, fortalecimento do comércio local e parcerias institucionais que vêm contribuindo para o aquecimento do mercado de trabalho.
“Brumado ficou em terceiro lugar entre os mais de 400 municípios em geração de emprego. Foram mais de 580 empregos com carteira assinada apenas no mês de fevereiro. Isso é fruto de trabalho, de desenvolvimento, do comércio acreditando e das obras do poder público somadas às parcerias. Tudo isso tem gerado emprego, renda e oportunidades para a nossa população”, afirmou.
Segundo o prefeito, o cenário positivo já era uma meta traçada desde o início da gestão, com foco na transformação do município em um polo de desenvolvimento regional. “Esse foi um compromisso que assumimos no início do governo, de transformar Brumado em um canteiro de obras, e isso já está acontecendo”, completou.
Fabrício Abrantes também destacou o impacto social de investimentos na área da saúde, como a implantação do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), que, segundo ele, terá papel importante na reinserção de pessoas no mercado de trabalho.
“Hoje mesmo aqui no CAPS, a gente fica muito feliz porque essas pessoas que serão recuperadas terão, se Deus quiser, a oportunidade de reingressar no mercado de trabalho. Pessoas que enfrentam o alcoolismo ou a dependência de drogas serão tratadas e poderão voltar a ter uma vida produtiva. Brumado está se tornando um verdadeiro canteiro de obras, gerando emprego, renda e oportunidades para quem quer crescer”, destacou o prefeito.
A Bahia registrou a criação de 6.890 novos empregos formais com carteira assinada no mês de fevereiro, conforme dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é fruto de 86.927 admissões contra 80.037 desligamentos no período.
Entre os municípios baianos, Brumado se destacou ao ocupar a terceira posição no ranking de geração de empregos, com saldo positivo de 580 novas vagas formais. O município ficou atrás apenas de Salvador, que liderou com 1,2 mil postos, e Camaçari, com 619 vagas, superando cidades como Feira de Santana (607) e Barreiras (376).
No recorte por setores, quatro dos cinco principais grupamentos econômicos apresentaram desempenho positivo no estado. O setor de Serviços liderou a geração de empregos, com a criação de 3,8 mil vagas, seguido pela Construção, com 1,9 mil novos postos. Também tiveram saldo positivo a Agropecuária, com 788 vagas, e a Indústria, com 676. O único setor com resultado negativo foi o Comércio, que registrou perda de 408 empregos.
O levantamento também aponta que a maioria das vagas criadas na Bahia foi ocupada por mulheres, que preencheram 4,3 mil postos, enquanto os homens ficaram com 2,5 mil. Trabalhadores com ensino médio completo foram os mais beneficiados, ocupando 4,7 mil vagas. Já os jovens entre 18 e 24 anos lideraram o saldo de contratações, com 4,5 mil novos empregos.
Em nível nacional, o Novo Caged registrou saldo positivo de 255,3 mil empregos com carteira assinada em fevereiro de 2026, resultado de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos. No acumulado do ano, entre janeiro e fevereiro, o país já soma 370.339 novos postos formais, elevando o estoque total para 48.837.602 trabalhadores, um crescimento de 2,2%.
O salário médio real de admissão no Brasil foi de R$ 2.346,97 em fevereiro, com queda de R$ 55,91 (-2,3%) em relação a janeiro. Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve aumento de R$ 62,94 (+2,75%). Entre os trabalhadores típicos, o salário médio foi de R$ 2.393,17, enquanto os não típicos receberam, em média, R$ 2.072,75.
Em abril deste ano, o número de trabalhadores contratados com carteira assinada foi superior ao de demitidos, embora a geração de postos de trabalhos formais tenha ficado abaixo do resultado do mês de março. Segundo o Ministério da Economia, em abril, houve 1.381.767 admissões e 1.260.832 desligamentos no mercado formal de trabalho, o que resultou na geração de 120.935 postos de trabalho. O destaque foi para o setor de serviços, que gerou 57.610 postos de trabalho, tendo admitido, ao longo do mês, 614.873 pessoas, e demitido 557.263. "[O resultado] parece pouco frente ao que gerávamos antes, mas temos que considerar que [abril] foi o mês em que se sentiu mais o impacto da segunda onda da covid-19. Na primeira onda, ano passado, perdemos mais de 900 mil empregos. Agora, criamos 120 mil empregos. O Brasil está mostrando resiliência. Os programas estão funcionando. E, principalmente, a vacinação em massa está entrando. E é com isso que temos que contar para um retorno seguro ao trabalho", destacou o ministro da Economia, Paulo Guedes. Os dados fazem parte das estatísticas mensais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), que o ministério divulgou hoje (26). Com o resultado, o estoque de empregos formais no país (quantidade total de vínculos celetistas ativos) chegou a 40.320.857 – o que representa uma variação positiva de 0,30% sobre os 40.199.922 registrados em março. De janeiro a abril, houve 6.406.478 contratações e 5.448.589 demissões, o que representa um saldo de 957.889 empregos.
Conforme levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (17) pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, o Brasil gerou 157.213 vagas de empregos formais em setembro. É o melhor setembro desde 2013, quando foi registrado resultado positivo de 211.068 vagas. Pela primeira vez no ano, todas as 27 unidades da federação apresentaram resultado positivo na oferta de vagas formais de trabalho. No acumulado dos nove primeiros meses de 2019, o país tem a geração de 761.776 empregos, o que representa elevação de 1,98% no estoque total (que atingiu 39.172.204 empregos formais ao final de setembro deste ano). Nos nove primeiros meses do ano passado, o Brasil tinha gerado 719.089 novos empregos. O resultado acumulado entre janeiro e setembro deste ano, portanto, é 6% melhor que o de igual período do ano passado. O emprego formal teve resultados positivos em sete setores econômicos em setembro e saldo negativo em apenas um setor. Os setores com números positivos foram Serviços (+64.533 vagas); Indústria da Transformação (+42.179); Comércio (+26.918); Construção Civil (+18.331); Agropecuária (+4.463); Extrativa Mineral (+745) e Administração Pública (+492). O único setor com resultado negativo foi o de Serviços Industriais de Utilidade Pública (-448 vagas). Por regiões, o Nordeste apresentou o maior saldo positivo em setembro, com a oferta de 57.035 postos. Em segundo lugar ficou o Sudeste (+56.833 vagas) e em terceiro, o Sul (+23.870). O Centro-Oeste ficou em quarto lugar em setembro (+10.073 vagas) e o Norte, em quinto (+9.352). Os Estados que mais geraram empregos em setembro foram São Paulo (+36.156 postos), Pernambuco (+17.630) e Alagoas (+16.529).