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A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial (DT/Planalto), lavrou auto de prisão em flagrante em desfavor de dois homens, de 38 e 46 anos, respectivamente, investigados pela prática do crime de venda, expor à venda e entregar mercadoria imprópria ao consumo humano, em Planalto. Além disso, durante a ação, um suposto advogado também foi preso em flagrante delito, ao representar os investigados perante a unidade policial.
A ação policial aconteceu após diligências da Polícia Civil no Mercado Municipal do município, momento em que os policiais flagraram os investigados realizando a entrega e recebimento de aproximadamente 100 quilos de carne bovina sem qualquer comprovação de inspeção sanitária oficial.
Conforme apurado, um dos investigados seria o responsável pelo abate clandestino do animal e pelo fornecimento da carne, enquanto o outro, proprietário do açougue situado no mercado municipal, receptor da mercadoria para desossa e posterior comercialização. Os homens foram autuados em flagrante e conduzidos à unidade policial do município, para se tomarem as medidas legais cabíveis, permanecendo custodiados, à disposição da Justiça.
Durante a diligência policial, também foi apreendido o veículo Toyota/Hilux, utilizado no transporte da carga irregular, e a carne bovina, mercadoria esta, periciada e encaminhada aos órgãos de vigilância sanitária para incineração.
Vale ressaltar que, no curso da lavratura do flagrante dos suspeitos, ainda foi constatada a atuação irregular de um homem, de 31 anos, que se apresentou falsamente como advogado para acompanhar os investigados, utilizando inscrição profissional pertencente a terceiro regularmente inscrito na Ordem dos Advogados (OAB) da Bahia, fato que desencadeou a adoção de medidas autônomas para apuração dos crimes de falsa identidade, falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão. Sendo este também autuado em flagrante delito, procedimento específico para apuração da falsa atuação profissional perante a unidade policial. O homem também permanece custodiado à disposição da Justiça.
“As investigações prosseguem visando identificar possíveis desdobramentos da prática criminosa e eventual comercialização no passado de produtos de origem clandestina no município, bem como a atuação fraudulenta do suposto advogado”, afirmou o delegado titular da DT de Planalto, Relder Andrade dos Santos.
No mês de março, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento que é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Manaus, onde o custo médio variou 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).
No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.
Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis). Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita.
Também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral.
O Brasil deverá alcançar em 2025 uma posição inédita no cenário global do agronegócio ao se tornar o maior produtor de carne bovina do mundo, superando os Estados Unidos. A projeção consta em relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que acompanha estatísticas do setor desde a década de 1960.
De acordo com os dados apresentados, a produção brasileira está estimada em 12,35 milhões de toneladas de carne bovina neste ano, enquanto os norte-americanos devem alcançar 11,81 milhões de toneladas, considerando o peso do animal abatido. Será a primeira vez que o Brasil lidera o ranking histórico do órgão internacional.
O volume apontado pelo USDA supera as projeções mais recentes do próprio governo brasileiro. Em levantamento divulgado em novembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) havia estimado uma produção de 11,38 milhões de toneladas em 2025, já indicando crescimento em relação ao ano anterior.
O relatório também traz estimativas para 2026, quando a produção brasileira deverá recuar levemente, aproximando-se dos números dos Estados Unidos. Para o próximo ano, a expectativa é de que o Brasil produza 11,7 milhões de toneladas, enquanto os EUA devem atingir 11,71 milhões, praticamente empatando no volume total.