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Um levantamento técnico realizado pela Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Malhada aponta que a bovinocultura leiteira movimenta aproximadamente R$ 35,29 milhões em receita bruta por ano no município. O estudo, elaborado a partir de dados coletados diretamente junto aos produtores entre 21 de julho e 28 de agosto de 2026, identificou uma produção anual estimada em 13.354.580 litros de leite. Os números integram o relatório elaborado pela Prefeitura de Malhada para dimensionar a cadeia produtiva, sua distribuição territorial e sua importância econômica e social.
De acordo com o levantamento, a produção alcança aproximadamente 42.141 litros por dia no período das águas e 33.868 litros diariamente durante a seca, uma redução de cerca de 19,6%. A atividade foi identificada em 30 comunidades e localidades do município, demonstrando uma distribuição ampla da produção pelo território rural de Malhada. Ao todo, foram mapeados 195 produtores, sendo 178 pequenos, 13 médios e quatro grandes, além de 1.911 vacas em lactação.
Os pequenos produtores representam mais de 91% dos produtores identificados e respondem por aproximadamente 35,05% da produção anual. Entretanto, o período seco exerce forte impacto sobre esse segmento: a produção conjunta dos pequenos produtores cai de 18.900 para 9.847 litros por dia, uma redução de aproximadamente 47,9%. Já os grandes produtores apresentam comportamento diferente, com aumento de 16.641 para 18.341 litros diários durante a seca. O relatório ressalta que essa diferença demonstra maior vulnerabilidade dos produtores de menor escala, mas aponta que as causas específicas desse comportamento ainda precisam ser aprofundadas.
A cadeia leiteira de Malhada também apresenta forte integração comercial com a região. Entre os destinos identificados estão Palmas de Monte Alto, Guanambi, Malhada, Bom Jesus da Lapa, Serra do Ramalho e Montalvânia, em Minas Gerais. O levantamento registrou ainda mais de 50 tanques resfriadores distribuídos pelo município, dos quais mais de 20 foram disponibilizados pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente. O estudo também destaca ações como o Programa de Inseminação Artificial, voltado ao melhoramento genético dos rebanhos.
Com base nos valores considerados no levantamento, a receita bruta estimada chega a R$ 13,19 milhões no período das águas e R$ 22,09 milhões durante a seca, totalizando aproximadamente R$ 35,29 milhões ao ano. O relatório ressalta que esse valor representa receita bruta, e não lucro, pois ainda devem ser descontados custos como alimentação, mão de obra, medicamentos, transporte, energia, manutenção e reprodução. Para a Secretaria, os dados formam uma base técnica para orientar futuras políticas públicas, especialmente em ações de alimentação animal, acesso à água, reserva de forragem, assistência técnica, melhoramento genético e fortalecimento dos pequenos produtores.
O Governo da Bahia deu mais um passo, nesta quinta-feira (30), na construção de soluções para fortalecer a citricultura no estado. Coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), a reunião foi realizada na sede da SDE, no Centro Administrativo (CAB), com a presença de representantes da Secretaria da Educação (SEC), da União dos Municípios da Bahia (UPB), da Cooperativa dos Citricultores de Rio Real e Regiões Circunvizinhas (Coopcítricos) e produtores, que discutiram medidas para ampliar o escoamento da produção e estruturar o crescimento do setor.
O titular da Seagri, Vivaldo Góis, ressaltou que a reunião faz parte do compromisso firmado na audiência pública sobre o tema realizado, no último dia 13, na Assembleia Legislativa, para buscar alternativas a curto, médio e longo prazo para a citricultura. "A Bahia tem se destacado nacionalmente pela alta produtividade e qualidade do citros, sendo um dos poucos estados do país a estar livre de pragas como o greening. Vamos, juntos, garantir a valorização e comercialização do produto. A citricultura faz parte de uma cadeia que gera milhares de empregos e movimenta a economia de cidades das regiões Norte e Recôncavo", salientou.
O secretário de Desenvolvimento Econômico em exercício, Aécio Moreira, destacou a importância da atuação conjunta entre governo e produtores. “Estamos atuando de forma integrada para fortalecer a cadeia produtiva da citricultura. Estruturamos um grupo de trabalho voltado tanto à atração de indústrias para o processamento da laranja quanto à construção de alternativas imediatas para ampliar o escoamento da produção”, afirmou.
O encontro ocorre em um momento de readequação do mercado. Atualmente, o setor passa por ajustes nos preços e na dinâmica de comercialização, ao mesmo tempo em que se aproxima a safra principal, entre maio e setembro.
A Bahia segue consolidando sua posição de destaque no cenário nacional de energias renováveis, impulsionada pelo desempenho expressivo dos setores eólico e solar. Os dados dos Informes Executivos de Eólica e Solar produzidos, neste mês de março, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) apontam que o estado reúne condições naturais estratégicas, aliadas a políticas de incentivo, que sustentam o crescimento contínuo dessas fontes.
Na geração eólica, a Bahia lidera o país, respondendo por cerca de 37% da produção nacional em 2025, avanço significativo em relação aos anos anteriores. O estado conta com 381 usinas em operação e potência outorgada de 11,8 GW, com investimentos estimados em R$ 77 bilhões e geração de aproximadamente 118 mil empregos em toda a cadeia produtiva. Somente em janeiro de 2026, foram gerados 2.498 GWh, volume suficiente para atender milhões de residências.
De acordo com o secretário em exercício da pasta, Aécio Moreira, o desempenho é impulsionado por um dos principais diferenciais do estado: o chamado “corredor de ventos”, caracterizado por ventos constantes, estáveis e unidirecionais, que garantem alta eficiência operacional dos parques eólicos.