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O Brasil derrotou a Austrália por 4 a 2 no segundo amistoso entre as seleções na Super Data FIFA. A vitória brasileira saiu dos pés de Vanderson, Raphinha, Bruno Guimarães e Vinicius Júnior. O próximo desafio do time de Carlo Ancelotti será contra a Índia, no dia 3 de outubro, às 11h (horário de Brasília), no estádio Vivekananda Yuba Bharati Krirangan, em Calcutá.
Mostrando um futebol ofensivo e com velocidade, a Seleção tomou um susto, mas conseguiu equilibrar e propor o jogo que resultou na vitória por 4 a 2. O técnico Carlo Ancelotti preparou o time para o segundo amistoso contra a Austrália com sete mudanças em relação ao primeiro jogo: saíram Hugo Souza, Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis, Douglas Santos, Estêvão e Endrick para as entradas de Otávio, Vanderson, Jair Cunha, Gabriel Magalhães, Mauro Júnior, Gabriel Bontempo e Rayan.
Entre os mais experientes do grupo convocado por Carlo Ancelotti para a Super Data FIFA, o meio-campista Bruno Guimarães detalhou seu papel de liderança do grupo atual e na renovação pela qual a equipe passa, em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (23), em Brisbane, na Austrália.
Com 48 jogos, o volante está perto da marca de 50 partidas pela Amarelinha. Presente nas listas da Seleção desde 2020, ele agora se vê numa posição de passar experiência aos estreantes e ajudar na transição de uma geração à outra.
“O mais importante é passar confiança aos mais jovens, para quem está chegando a primeira vez. Minha primeira convocação foi em 2020, desde lá muita coisa aconteceu na minha vida. Acho que o mais importante quando cheguei aqui foi que todos os mais velhos me passaram confiança para que eu pudesse me sentir o mais à vontade possível para desempenhar o meu melhor futebol. Agora estou nessa missão de passar confiança para os mais jovens, para que eles possam se sentir o melhor possível", disse.
Há nove estreantes no grupo selecionado pelo técnico Carlo Ancelotti (Rayan, Matheuzinho, Breno Bidon, Pedro Morisco, Mauro Júnior, Martinelli, Jair, Arthur Dias e Gabriel Bontempo). A escolha destes atletas representa o início de um processo de renovação da Seleção, que conta com uma mescla de novatos e experientes.
O técnico Carlo Ancelotti avaliou que o Brasil merecia ter saído vencedor da partida deste domingo (5), contra a Noruega. A derrota por 2 a 1 em Nova Jersey (Estados Unidos), com dois gols do atacante Erling Haaland, eliminou a seleção brasileira da Copa do Mundo nas oitavas de final, a pior campanha desde 1990.
"Estamos muito tristes pelo resultado, mas [a Copa] foi uma experiência bonita, com um bom grupo. Quero agradecer aos jogadores, que trabalharam bem, criaram um bom ambiente. Mas no esporte, nem tudo sai perfeito. Acho que [pelo] esforço de hoje não merecia perder, mas temos de reconhecer, também, que a equipe rival tem, como já disse, jogadores muito bons e que fizeram a diferença", disse o treinador, em entrevista coletiva.
Apesar de ter criado oportunidades, o Brasil não as transformou em gols, desperdiçando, inclusive, um pênalti no começo do primeiro tempo, com o volante Bruno Guimarães. Ao longo da partida, a seleção brasileira adotou uma postura de sair no contra-ataque, com a posse de bola dominada pela Noruega. A equipe nórdica trocou praticamente o dobro de passes (581 a 291) em relação à verde e amarela.
"O jogo de hoje me parecia controlado. Tivemos oportunidades. Era complicado fazer uma pressão alta [marcar desde a saída de bola] porque, na Noruega, o [meia Martin] Odegaard recuava muito, então era um risco para deixar o Haaland no um contra um", explicou Ancelotti.
"Eles tentaram manter a intensidade do jogo com a posse da bola. Nós, durante 70 minutos, tivemos o jogo sob controle. Mas o Haaland acabou decidindo", completou o técnico.
O treinador foi perguntado sobre a escolha de Bruno Guimarães para bater o pênalti no primeiro tempo, quando o placar estava 0 a 0. O questionamento se deu pela opção não ter sido o atacante Vinícius Júnior. Segundo ele, dentre os jogadores que estavam em campo, o volante era quem tinha melhor aproveitamento.
"Fizemos uma estatística de um ano, dos [jogadores] rivais e dos nossos. O melhor [em cobranças de pênalti] era Neymar. Daí [os também atacantes] Igor Thiago, Raphinha e depois o Bruno Guimarães. E depois o [atacante Gabriel] Martinelli. Pensamos no que era melhor em campo", justificou o italiano.
A seleção brasileira se reapresentou no fim da tarde desta segunda-feira (15) no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Morristown.
Após os jogadores terem o último domingo (14) de folga, o técnico Carlo Ancelotti comandou o primeiro treino para o segundo compromisso pelo Grupo C da Copa do Mundo, que será na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, na Filadélfia.
A imprensa teve acesso somente aos 15 minutos iniciais. Durante este tempo, 22 dos 26 convocados participaram de uma atividade leve de movimentação e toques de bola, sem qualquer indício de escalação para o jogo de sexta.
Mais uma vez, Neymar não foi a campo. O atacante, que trata uma lesão grau dois na panturrilha direita e sequer treinou com bola desde a convocação, fez novo exame de ressonância magnética nesta segunda para avaliar a recuperação.
Já o zagueiro Gabriel Magalhães, o volante Bruno Guimarães e o atacante Raphinha foram poupados por "controle de carga", segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O trio, titular no empate por 1 a 1 com Marrocos, no último sábado (13), em Nova Jersey, na estreia da Copa, apareceu no gramado, mas não participou do treino com os demais companheiros. Raphinha, inclusive, estava de chinelo, com bolhas em um dos pés.
Ancelotti tem mais três dias de atividades para definir o time a ser escalado diante do Haiti. Nesta terça-feira (16), o treino será fechado à imprensa, a partir das 12h (horário de Brasília).
A Seleção Brasileira encerrou sua preparação para a Copa do Mundo com vitória. Neste sábado (6), a equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti derrotou o Egito por 2 a 1, no Huntington Bank Field, em Cleveland, nos Estados Unidos, diante de mais de 64 mil torcedores.
O Brasil abriu o placar logo aos seis minutos do primeiro tempo, com Bruno Guimarães, após aproveitar uma falha da defesa egípcia. No entanto, a vantagem durou pouco. Quatro minutos depois, Ziko empatou para o Egito após erro na saída de bola da equipe brasileira.
Na segunda etapa, Ancelotti promoveu diversas alterações e viu Endrick marcar o gol da vitória aos seis minutos, após assistência de Raphinha. O resultado encerrou a série de amistosos da Seleção antes do início do Mundial.
Agora, o foco está totalmente voltado para a estreia na Copa do Mundo. O Brasil enfrenta Marrocos no próximo sábado (13), às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Depois, encara o Haiti, no dia 19 de junho, às 21h30, na Filadélfia, e fecha a participação na fase de grupos diante da Escócia, no dia 24, às 19h, em Miami.
O amistoso também serviu para que Ancelotti realizasse os últimos ajustes na equipe. Neymar, que segue em recuperação de uma lesão na panturrilha direita, não participou da partida e permaneceu em tratamento na concentração da Seleção.