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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite desta quinta-feira (10), que o Brics, fórum que reúne grandes países do chamado Sul Global, seguirá discutindo mecanismos mais autônomos para impulsionar as relações comerciais. As declarações de Lula, concedidas em duas entrevistas a canais de televisão, ocorre em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos, desde que o presidente Donald Trump anunciou tarifa comercial de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados.
"O Brics é um fórum que ocupa metade da população mundial e quase 30% do PIB mundial. E 10 países do Brics participam do G20 [incluindo o Brasil], onde o senhor Trump participa [pelos EUA]", destacou o presidente em entrevista exibida pelo Jornal Nacional, da TV Globo. "Nós cansamos de ser subordinados ao Norte. Queremos ter independência nas nossas políticas, queremos fazer comércio mais livre e as coisas estão acontecendo de forma maravilhosa. Nós estamos discutindo, inclusive, a possibilidade de ter uma moeda própria, ou quem sabe com as moedas de cada país a gente fazer comércio sem precisar usar o dólar", acrescentou Lula.
O governo brasileiro felicita a ex-oresidenta Dilma Rousseff por sua reeleição, por unanimidade, para presidir o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). Seu segundo mandato terá duração de cinco anos, a partir de 7 de julho próximo. O NDB, que tem sede em Xangai, foi criado durante a Cúpula do BRICS em Fortaleza, em 2014, e estabelecido em 2015. Durante esse período, o NDB aprovou o equivalente a US$ 39 bilhões para financiar 120 projetos nos países membros, nas áreas de energia limpa e eficiência energética, infraestrutura de transporte, água e saneamento, infraestrutura digital, proteção ambiental e infraestrutura social. O Brasil, assim como os demais membros fundadores, detém cerca de 19% das cotas do NDB. Trata-se da maior participação do país em bancos de desenvolvimento multilaterais. Neste ano, a reunião anual do NDB deverá ser realizada no Brasil, coincidindo com a presidência brasileira do BRICS. Sob a gestão de Dilma Rousseff, o NDB consolida-se como banco do Sul Global e como importante fonte de financiamento para a promoção do desenvolvimento sustentável.
Impedido de viajar a Kazan, na Rússia, onde planejava participar da 16ª Cúpula do BRICS, após um acidente doméstico no sábado (dia 19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou por videoconferência na Sessão Plenária Aberta da reunião, nesta quarta-feira, 23 de outubro. Ao se dirigir aos chefes de Estado e demais membros das delegações dos países que compõem o bloco, Lula ressaltou a força do BRICS no combate às mudanças climáticas e destacou seu papel na economia global. Lula também frisou a necessidade de um trabalho em conjunto que possa levar ao fim dos conflitos hoje em curso no Oriente Médio e na Europa. “Mesmo sem estar pessoalmente em Kazan, quero registrar minha satisfação em me dirigir aos companheiros do BRICS”, saudou o presidente. “O BRICS é ator incontornável no enfrentamento da mudança do clima. Não há dúvida de que a maior responsabilidade recai sobre os países ricos, cujo histórico de emissões culminou na crise climática que nos aflige hoje. É preciso ir além dos 100 bilhões (de dólares) anuais prometidos e não cumpridos, e fortalecer medidas de monitoramento dos compromissos assumidos. Também cabe aos países emergentes fazer sua parte para limitar o aumento da temperatura global a um grau e meio”, declarou. Seis anos após a última gestão à frente do BRICS, o Brasil voltará a comandar o grupo a partir de 1º de janeiro do próximo ano. De acordo com Lula, na presidência brasileira será reafirmada a vocação do bloco na luta por um mundo multipolar e por relações menos assimétricas entre os países. O lema da presidência brasileira será “Fortalecendo a Cooperação do Sul Global para uma Governança mais Inclusiva e Sustentável”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por orientação médica, não viajará para a Cúpula dos Brics devido a um impedimento temporário para viagens de avião de longa duração. A informação foi divulgada pelo Palácio do Planalto no início da tarde deste domingo (20/10).O embarque estava previsto para as 17h. Desse modo, Lula participará da reunião por meio de videoconferência e terá agenda de trabalho normal nesta semana em Brasília, no Planalto. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi designado para chefiar a delegação brasileira e embarca na noite deste domingo. A reunião acontece em Kazan, na Rússia, de 22 a 24 de outubro. O encontro prevê a a emissão de uma declaração intitulada Fortalecendo o Multilateralismo para o Desenvolvimento Global Justo e Seguro. O documento contém 106 parágrafos que abrangem os avanços alcançados durante negociações setoriais, como informa o secretário de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores, Eduardo Paes Saboia. Essa será a primeira cúpula do Brics com a participação dos cinco novos membros que ingressaram no bloco este ano: Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Etiópia. Até o ano passado, o Brics era formado apenas por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. No dia 23, a delegação ministerial brasileira acompanha as sessões plenárias dos membros do bloco. A presidência russa convidou para o encontro cerca de 30 países e organizações internacionais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou sua ida à Kazan, na Rússia, para participar da 16ª Cúpula de líderes do Brics. O presidente sofreu uma queda nesse sábado (19) em que bateu a cabeça, levando cinco pontos. A avaliação da equipe médica do Hospital Sírio-Libanês, de Brasília, que atendeu o presidente recomendou, por precaução, evitar viagens de longa distância. Conforme o boletim médico do hospital, o acidente não foi grave e o presidente “pode exercer suas demais atividades”. Lula sofreu um “ferimento corto-contuso em região occipital”. Aos cuidados dos médicos Roberto Kalil Filho e Ana Helena Germoglio, o presidente foi orientado “a evitar viagens aéreas de longa distância, podendo exercer suas demais atividades”. O presidente segue sob acompanhamento da equipe médica e está no Palácio da Alvorada. O embarque para a Rússia seria hoje (20), às 17h. Sua participação será agora feita por videoconferência, informou a Presidência da República.