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Soja, algodão, café, cacau e bovinos impulsionam crescimento da agropecuária baiana em 5,7% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados estão presentes na terceira edição do Boletim de Conjuntura Agropecuária da Bahia, divulgado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura e pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI-BA) na última terça-feira (22) e disponível no site https://www.ba.gov.br/sei/publicacoes-sei.
De acordo com o estudo, o desempenho da agropecuária baiana vem se mantendo acima do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) total do estado nos últimos seis trimestres. O volume de produtos e serviços do agronegócio baiano cresceu 4,7% em termos reais entre abril e junho de 2026. Em valores correntes, o PIB do agronegócio alcançou R$ 40,3 bilhões, equivalente a 26,1% da atividade econômica da Bahia no período, estimada em R$ 154,7 bilhões.
No campo, as perspectivas para a safra de 2026 permanecem positivas. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, estimou a produção de cereais, oleaginosas e leguminosas em mais de 13 milhões de toneladas, crescimento de 3,2% em relação à safra de 2025.
Entre os principais produtos, a soja deve alcançar 8,9 milhões de toneladas, alta de 3,8%, enquanto a produção de algodão em caroço e pluma está estimada em 1,84 milhão de toneladas, crescimento de 2,8%. As duas safras de milho têm estimativa de cerca de 2,8 milhões de toneladas, representando aumento de 2,3% na comparação anual. Com relação à área plantada (630 mil hectares), houve um aumento de 5,0% em relação à safra anterior.
O café também apresenta perspectiva de alta, com previsão de 294 mil toneladas, 12,5% acima da safra anterior. Já o cacau deve atingir 137 mil toneladas, aumento de 15,4%.
Pecuária registra recorde no abate de bovinos
A atividade pecuária também apresentou resultados positivos no período. Foram abatidas aproximadamente 390 mil cabeças de bovinos no segundo trimestre, o maior volume da série histórica e 0,9% superior ao registrado no mesmo trimestre de 2025.
O abate de suínos alcançou 74 mil cabeças, crescimento de 4,9%, enquanto o número de frangos abatidos chegou a 36 milhões de cabeças, avanço de 8,6%. As exportações de carnes cresceram 17% no valor e 15,1% no volume embarcado em relação ao segundo trimestre do ano anterior.
A Polícia Militar da Bahia, por meio da Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv/Brumado), realizou duas apreensões de veículos por transporte irregular de animais bovinos na manhã da última quarta-feira (25), no município de Tanhaçu.
As ocorrências foram registradas às 10h e às 10h20, durante fiscalizações realizadas pela equipe do Posto de Sussuarana. Em ambas as situações, os veículos abordados transportavam bovinos em desacordo com as exigências legais.
Após a constatação das irregularidades, os automóveis foram apresentados à Agência de Defesa Agropecuária da Bahia(ADAB), responsável pela adoção das medidas administrativas cabíveis.
Com o encerramento da campanha de atualização de rebanhos na Bahia, no último dia 17 de janeiro, a Adab contabilizou 79,22% do rebanho bovino regularizado. O índice corresponde a 10,6 milhões de animais declarados, dos 13,4 milhões de cabeças existentes em todo o estado. Os dados constam no relatório divulgado, nesta segunda-feira (27), pela Diretoria de Defesa Animal da Agência. Na Bahia existem cerca de 600 mil explorações pecuárias, sendo que as principais espécies, além dos bovinos, somam aproximadamente 5,2 milhões de ovinos, 4,2 milhões de caprinos, 882 mil suínos, 265 mil equinos e 20 mil bubalinos, além de outros animas. De acordo com o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz, os produtores que não realizaram a atualização cadastral do seu rebanho serão notificados. “O produtor precisa ir até à Adab declarar o seu rebanho. É uma obrigação legal, como determina o Ministério da Agricultura e Pecuária, e que beneficia os próprios produtores, porque não só permite o monitoramento eficaz da saúde dos rebanhos, mas conseguimos identificar e controlar com mais rapidez e eficiência os possíveis surtos de doenças, evitando perdas econômicas e garantindo a qualidade dos produtos agropecuários que chegam na mesa das famílias”, alertou Luz. Os produtores que não cumpriram o prazo estão sujeitos a penalidades previstas na legislação, como obter a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento que possibilita a movimentação de animais entre propriedades e para abate nos frigoríficos.