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A Operação Poison Drink, deflagrada na quinta-feira (8), no município de Cansanção, tem como objetivo fiscalizar a comercialização de bebidas com suspeita de irregularidades, além de combater fraudes tributárias e infrações contra a saúde pública. A ação foi coordenada pela 19ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Senhor do Bonfim), com atuação da Delegacia Territorial (DT/Cansanção) e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI/Centro Norte).
Durante a operação, realizada no Centro da cidade e no povoado de Tanque da Gameleira, três estabelecimentos comerciais foram interditados e uma pessoa foi conduzida à unidade policial para prestar esclarecimentos. Ao todo, foram apreendidas 535 garrafas de bebidas destiladas, entre whisky, gin, vodka e conhaque, com suspeita de irregularidades. Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT).
No povoado de Tanque da Gameleira, local onde ocorreu a maior apreensão, estava prevista a realização de um evento em um clube privado no dia 10 de janeiro. Em razão da ação fiscalizatória, o alvará para a realização da festa foi suspenso pela Prefeitura. A operação integrou esforços da Polícia Civil com a Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e o Setor de Tributos do município de Cansanção.
A ação também tem como finalidade prevenir riscos à saúde da população, coibir a circulação de produtos irregulares e reforçar as ações integradas de fiscalização, garantindo maior segurança aos consumidores. A população pode colaborar denunciando a produção, armazenamento, transporte e comercialização de bebidas alcoólicas irregulares ou de origem duvidosa, por meio do Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), pelo número 181.
Após 30 dias desde que os primeiros nove casos de suspeita de intoxicação por presença de metanol em bebidas foram divulgados, em 26 de setembro, várias medidas foram tomadas pelos órgãos públicos. A testagem ficou mais rápida, confirmando ou descartando casos suspeitos em ritmo intenso.
Hospitais pólo foram organizados, mesmo fora das áreas com confirmação de contaminação, como em estados das regiões Norte e Centro-Oeste. Os Centros de Informação e Assitência Toxicológica (Ciatox), primeira rede de alerta, assumiram a frente na detecção, enquanto a vigilância sanitária e as polícias atuaram nos locais de venda e consumo.
Mesmo sem conseguir impedir todos os novos casos, se encontrou uma origem provável: a falsificação de bebidas levou à contaminação pois usou álcool combustível, que por sua vez também estava adulterado e continha metanol.
Dos casos divulgados inicialmente pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, após um alerta do Ciatox de Campinas (SP), até a revelação dos postos no ABC paulista que venderam o combustível adulterado foram vinte dias. Suficiente para 58 casos de contaminação e 15 mortes, a maioria no estado de São Paulo.